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Biodiesel

Produtores investem em novos mercados e mudam características da produção.


ValeParaibano - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Planejamento, trabalho árduo e inovação. Se é que existe uma fórmula para o sucesso de um empreendimento, esta é a que mais se aproxima disto. No ramo dos agronegócios, a logística é a mesma, produtores e criadores com idéias inovadoras enriquecem este mercado.

No Vale do Paraíba, avestruz, ovos de codorna, girassol e cactos são alguns dos exemplos de iniciativas consideradas ousadas na região e que deram certo.

"O investimento e o surgimento de novos negócios são sempre bem-vindos. Mas é preciso uma análise detalhada para entrar no mercado e ter sucesso. Não é porque uma pessoa deu certo com determinado produto que vai dar certo para todos. Um planejamento bem feito é fundamental", ensina Mauro Medeiros, gerente regional do Sebrae-SP (Serviço de Apoio ao Micro e Pequeno Empresário de São Paulo).

Foi seguindo este preceito que Pedro Yukio Kiguti, 53 anos, começou a criar avestruzes em Tremembé. Há quatro anos, depois da experiência com gado leiteiro, abelha e gado de corte, ele decidiu inovar. Depois de participar de um curso, optou por investir nesta ave.

No início, como ele mesmo conta, os amigos e a família estranharam a opção. Mas depois de estudar o animal e os resultados que ele poderia trazer, Kiguti sabia que não havia melhor opção para ele.

"É muito mais fácil do que criar gado, mas é preciso saber o que está fazendo."

Em apenas 6 alqueires de criação, vende cerca de 60 avestruzes por mês, com foco principal nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

BIODIESEL - Com o mesmo ideal de desbravar fronteiras, Venceslau Vagner Azevedo Souza, 61 anos, decidiu mudar os rumos de sua plantação. Acostumado com milho e arroz, Lauzinho, como é conhecido, enveredou-se pelo mundo dos girassóis.

Em abril deste ano ele começou a plantar esta flor, com o intuito de fazer óleo de cozinha e de combustível (biodiesel). Com cerca de 12 hectares de girassóis plantados em Taubaté, Lauzinho espera conseguir cerca de 420 sacas de matéria-prima em 2005.

No ano que vem, pretende aumentar este número plantando 200 hectares de girassol.

"O negócio é trabalhar olhando para a frente. O investimento é baixo e, pelo que tenho conhecimento, sou o primeiro da região a cultivar girassol para fazer óleo. Os clientes já estão definidos e agora é continuar trabalhando para crescer."

Com os girassóis, Lauzinho ainda faz parceria com apicultores, que aproveitam a produção dele para que suas abelhas produzam mel.

"Desse jeito, ganho dinheiro praticamente sem fazer nada", comemora.

CRIATIVIDADE - Como em todas áreas da economia, no agronegócio a criatividade também é imprescindível. Buscar caminhos diferentes podem fazer a diferença. "Hoje em dia, o mercado está muito igual, quase tudo tem uma similaridade muito grande. A criatividade, seja na inovação do produto, seja na forma de vendê-lo, é fator preponderante para o sucesso", disse Medeiros.