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Por que fazemos biodiesel de soja

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sexta, 14 dezembro 2007 . Amélio Dall’Agnol   
Revista BiodieselBR
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Acreditando no potencial que a mamona e o dendê teriam em promover a inclusão social (uso intensivo de mão de obra, que, em empreendimentos familiares seria abundante - mas não é) e o desenvolvimento regional (são culturas preferencialmente cultivadas nas regiões Norte e Nordeste), o governo federal elegeu-as como o carro chefe do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Isenções fiscais favoreceram e favorecem as duas oleaginosas que, no entanto, não reagiram. Sua produção nos anos de 1976, 1986, 1996 e 2006 foi de 202, 115, 96 e 108 toneladas para o caroço de mamona e de 242, 210, 134, 122, respectivamente, para o óleo de dendê, indicando que a mamona e o dendê precisam mais do que estímulos fiscais e discursos oficiais para serem adotadas pelos agricultores brasileiros.

A produção brasileira de biodiesel do último mês deixa clara a preferência de produtores de oleaginosas e, conseqüentemente, das indústrias de biodiesel: 80%, dos cerca de 50 milhões de litros de biodiesel produzidos em novembro de 2007 pelas usinas instaladas pelo Brasil afora, utilizam o óleo de soja como matéria-prima. Os 20% restantes correspondem à gordura animal (15%) e a outras oleaginosas, que apesar do enorme potencial, respondem por apenas 5%.
 

"A mamona e o dendê precisam mais do que estímulos fiscais e discursos oficiais para serem adotadas pelos agricultores brasileiros"


Portanto, excetuando a soja, a importância da produção de óleo das demais oleaginosas (mamona, dendê, girassol, pinhão manso, crambe, macaúba, canola, linhaça, gergelim, entre outras) é muito pequena, apesar de apresentarem teores de óleo mais elevados (30 a 50%, contra 18 a 20% da soja).

Noventa por cento do óleo vegetal produzido no Brasil é de soja e outros 4% provêm do algodão, justamente as duas oleaginosas com o menor teor de óleo por unidade de peso. Se assim é, por que essas outras oleaginosas não disputam com a soja a liderança nacional na produção de óleo vegetal, a matéria-prima do biodiesel?!

Porque não se produz soja para obter o óleo. O óleo de soja é conseqüência da demanda - sempre crescente - por mais farelo protéico, a matéria-prima da ração animal que alimenta o frango, o porco e o bovino confinado, produtores de carne, de ovos e de leite, cuja demanda não pára de aumentar, resultado do crescimento da economia e da renda per capta, principalmente dos países emergentes. Com mais dinheiro no bolso, os cidadãos desses países estão comprando cada vez mais proteína animal, principalmente carnes.

A razão por que a soja responde pela maior parcela do óleo vegetal brasileiro tem outras causas, além das indicadas acima:
1)    A soja tem uma cadeia produtiva bem estruturada, tanto antes quanto depois da porteira;
2)    Dentro da porteira, a soja conta com tecnologias de produção bem definidas e modernas;
3)    Existe uma ampla rede de pesquisa que assegura pronta solução de qualquer novo problema que possa aparecer na cultura;
4)    É um cultivo tradicional e adaptado para produzir com igual eficiência em todo o território nacional;
5)    Oferece rápido retorno do investimento: ciclo de 4 a 5 meses;
6)    É dos produtos mais fáceis para vender, porque são poucos os produtores mundiais (EUA, Brasil, Argentina, China, Índia e Paraguai), pouquíssimos os exportadores (EUA, Brasil, Argentina e Paraguai), mas muitíssimos os compradores (todos os países), resultando em garantia de comercialização a preços sempre compensadores;
7)    A soja pode ser armazenada por longos períodos, aguardando a melhor oportunidade para comercialização;
8)    O biodiesel feito com óleo de soja não apresenta qualquer restrição para consumo em climas quentes ou frios, embora sua instabilidade oxidativa e seu alto índice de iodo inibam sua comercialização na Europa;
9)    É um dos óleos mais baratos: só é mais caro do que o óleo de algodão e da gordura animal;
10)    Seu óleo pode ser utilizado tanto para o consumo humano, quanto para produzir biodiesel ou para usos na indústria química e;
11)    A soja produz o farelo protéico mais utilizado na formulação de rações para animais produtores de carne: responde por 69% e 94% do farelo consumido em nível mundial e em nível nacional, respectivamente.

Dendê

O dendê, apesar de constituir-se na oleaginosa com o maior potencial de produção de óleo/ha (até 10 vezes mais do que a soja), de usufruir de incentivos fiscais para estimular a sua produção e de contar com uma área potencial de cultivo de, aproximadamente, 70 milhões de hectares, sua área plantada não deslancha. Está estabilizada em cerca de 60 mil hectares e não deverá mover-se significativamente, a menos que parte dos entraves indicados seguidamente, sejam removidos:
1) Alto custo de implantação da lavoura;
2) Longa maturação do investimento: 4 a 6 anos de espera;
3) A usina precisa estar próxima da produção, pois a matéria-prima bruta tem pouco valor comercial, acarretando altos custos de transporte para percorrer longas distâncias. Portanto, só é racional estabelecer uma plantação de dendê próximo a uma indústria já estabelecida ou a estabelecer-se;
4) O processamento precisa ser efetuado logo após a colheita (até 48 horas), caso contrário o óleo se rancifica;
5) O local mais apropriado para produzir dendê é no ecossistema amazônico, onde o sistema fundiário é caótico, a infra-estrutura é deficiente, a legislação ambiental é restritiva e o mercado consumidor está distante;
6) O biodiesel feito com óleo de dendê solidifica no frio do Sul, restringindo sua utilização a regiões de clima tropical;
7) A colheita é manual e a mão de obra amazônica é escassa e sem qualificação;
8) A pesquisa é escassa e os problemas agronômicos são abundantes e;
9) O resíduo tem baixo valor comercial.

Mamona

Com a mamona não é diferente. Sua vantagem de possuir um teor de óleo elevado - quase três vezes maior que o da soja - desaparece ante as seguintes desvantagens:
1) A cadeia produtiva é deficiente (está ainda em formação);
2) A produtividade na sua principal região produtora (NE) é baixa (300 a 500 kg/ha);
3) O custo de produção é alto, considerando a necessidade de uso intensivo de mão de obra na colheita;
4) A mão de obra é escassa, mesmo em estabelecimentos familiares;
5) O óleo de mamona não é comestível, é mais caro que o de soja e tem limitações para produzir biodiesel, dadas as suas características de elevada densidade e viscosidade, embora esta característica seja uma importante qualidade na indústria química, por seu alto poder lubrificante;
6) A cultura da mamona promove a erosão, estando sujeito à competição com plantas daninhas , por não propiciar adequada cobertura do solo;
7) O fruto da mamona tem baixa densidade, incrementando seu custo de transporte, quando a indústria processadora não estiver próxima;
8) Conta com pouca pesquisa, resultando na inexistência de variedades produtivas;
9) Falta uma estrutura de produção de sementes, obrigando o produtor a utilizar-se de grãos sem qualidade;
10) A torta resultante da extração do óleo de mamona é tóxica, não sendo aproveitada para alimentação animal, assim como não pode ser aproveitada a sua parte aérea para o mesmo fim;
11) Seu ciclo produtivo é relativamente longo, resultando em retorno tardio do investimento e
12) Embora seja considerada planta rústica por sua capacidade de produzir (pouco) em condições de pouca chuva, ela não tolera solo compactado e prefere solos férteis.

A propósito do algodão, a segunda oleaginosa mais importante do Brasil, mas distante da soja, alguém poderia perguntar: mas porque ele não responde com igual desempenho, considerando que o “conjunto da sua obra” é, até melhor que o da soja, pois fornece, além do óleo e do farelo protéico, a fibra?

Respondo: porque a fibra, sendo o carro chefe do agronegócio do algodão, não tem o mesmo apelo de mercado do farelo de soja. As restrições existentes no mercado da fibra do algodão inibem a produção do seu óleo, um produto marginal, no complexo agroindustrial algodoeiro.

Mesmo que seja racional acreditar na redução da dependência da soja como principal matéria-prima do biodiesel brasileiro, a soja continuará sendo o carro chefe do biodiesel por muitos anos ainda, se é que algum dia ela será superada por outra planta produtora de óleo vegetal.

Amélio Dall’Agnol é engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Pelotas, RS e MSc e PhD pela Universidade da Flórida, EUA. Pesquisador da Embrapa desde 1975.


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Revista BiodieselBR
Comentarios (19)add comment

Telmo Heinen :

Parabéns
É uma perspicaz análise efetuada pelo Pesquisador Américo Dall'Agnol da Embrapa.
Fora o senão de esquecer o numeral "mil" em relação as cifras ao final do primeiro parágrafo, o restante é primoroso.
Eu também, com muito orgulho, sou formado pela UFPel (Agronomia - Pelotas-RS).

Vaidades a parte, novamente se confirma que a melhor maneira de consubstanciar qual matéria-prima (óleo) é melhor para fazer biodiesel, chega-se invariavelmente à mesma conclusão: "Tomando-se" os prêços no mercado...
Esta conclusão foi consolidade pelos estudiosos do CEPEA, publicada neste site porém ainda não compreendida por uma multidão de "poetas" que usam se manifestar "entendidos" neste assunto, centenas de jornalistas "fracos" de aritmética (Má Temática) e milhares de arautos do apocalipse que sói aparecem nestes casos... vira e mexe, discutem o sexo dos anjos - inexistente!

Parabéns pelas conclusões.

Att, telmo heinen @yahoo.com.br
 
14.12.2007 - 21:48
Votos: +0

Carlos Alves de Souza :

única pedra
Aí está a solução para a bolsa família, cada um inscrito na bolsa família passaria prestar serviços nas lavouras de mamona, podendo inclusive receber salários justos e o governo matava dois coelhos com uma única pedra.
Resolvia o problema do biodiesel na região e ainda arrumava renda para os irmãos tão sofridos.
 
14.12.2007 - 22:41
Votos: +0

ricardo augusto da silva viott :

comentário
Com certeza o programa do biodiseltenque começar com uma cultutra como o soja que já esta consolidada em todos ossetores. desdea produção ate industrialização passando por setores como pesquisa e ate dentro da propria fazenda com mão de obra treinada.........
 
17.12.2007 - 07:55
Votos: +0

Adhemar Brandini :

Matérias-primas para produção de biodiesel
Foi oportuna a observação do Telmo quanto às quantidades produzidas de mamona e dendê.
O artigo do Amélio centra a atenção no ponto-chave de qualquer empreendimento: o mercado! Por mais perverso que seja, o mercado é ainda o fulcro das relações comerciais e não seria diferente para as biomassas energéticas. Os aspectos "invariantes" dos balanços energéticos para estudar as melhores alternativas são deixadas em segundo plano. No caso da soja, seu óleo para fins energéticos, com preços ditados pelo mercado, é o mais (ou um dos mais) barato no mercado, uma vez que é considerado subproduto da torta de soja, com valor representando cerca de 70% da receita do empreendimento. Se temos sobra de óleo de soja, por que não usá-lo para produção de Biodoiesel?
Quanto à produção de óleo de mamona e de dendê, o Amélio apresenta as razões das dificuldades de aumento de área dessas lavouras.
No caso específico da mamona na região Nordeste, tem havido muita propaganda para que a mesma seja a panacéia para os pequenos agricultores, geralmente assentados em programas de Reforma Agrária como a forma mais adequada de "inclusão social" e aumento da renda familiar. Ao contrário, o que se observa é o empobrecimento daqueles pequenos produtores que se aventuraram na esperança de prosuzir 1500 kg de bagas por hectare por ano e vendê-las a R$ 0,53/kg, auferindo algum lucro. A realidade, no Semi-árido, mostrou produtividades de apenas 400 a 600 kg/hectare, cuja venda, na maior parte das vezes, não cobriu as despesas de custeio.
É preciso estudar mais e entender melhor o funcionamento das Cadeias Produtivas das commodities que apresentam bom potencial para fins energéticos, absorver os conceitos agronegociais que envolvem todos os agentes de cada cadeia produtiva, para que o produtor da matéria-prima esteja convencido que terá retorno econômico e financeiro em seu empreendimento.
A proposta que fica é a de mais investimento sério em P&D e fontes alternativas energéticas para evitar insucessos, onde quem paga a conta é sempre o pequeno produtor.
 
17.12.2007 - 09:43
Votos: +0

Neilson Madureira :

...
Sem dúvida, a originação de matéria prima, é o maior gargalo do PNPB. Não adianta apenas políticas públicas ou Instruções Normativas, se não houver pesados investimentos em pesquisa de oleaginosas. A baixa produtividade da mamona no NE , como citado acima, é fator extremamente limitante para o sucesso no desenvolvimento e consolidação desta cultura nesta região.
Variedades de oleaginosas, temos mais do que qualquer país do mundo, portanto necessitamos dessa pesquisa séria, monitorada, com participação das universidades, empresas, governos e instiuições de pesquisa e extensão. Taí o desafio.
 
17.12.2007 - 12:12
Votos: +0

Pedro Ross :

A melhor opção para o biodiesel é a soja
A melhor opção para o biodiesel no momento é a soja, com toda essa tecnologia de ponta, diversas variedades para todos os climas e solos, infraestrutura e uma super produção, só tem um pequeno problema a alta carga tributária esta fazendo com que o brasil esta exportando soja em grãos para a Argentina e outros paises, deixando de industrializar aqui e com isso ficamos sem o óleo e o farelo, tendo que importar oleo ou pagar mais caro .
 
18.12.2007 - 14:43
Votos: +0

Richard Fontana :

Porque fazemos biodiesel de soja.
Ao amigo Amélio Dall´Agol, pelo artigo acima, a nota 10 é pouco. Merece 1000. E muito respeito pelo que escreveu.

Complementando:

Assim como a Europa optou pela canola, aqui no Brasil se opta pela soja: planificação e estrutura sedimentada, simplicidade de obtenção, e mais importante: continuidade de fornecimento de matérias primas ao setor industrial. Industrial não gosta e não pode se dar ao luxo de correr riscos.

Outro ponto importante: vamos analisar as principais usinas de grande volume de produção de biodiesel no Brasil. A sua maioria, se não optou pela integração com a indústria de óleos vegetais, estas então já existiam e então optou-se por incrementar a empresa com a usina de biodiesel. Gordura animal, idem, pois são dependentes do setor de abate de animais e seu processamento.

São assim, todos e sem excessões, investimentos altos, lucratividade reduzida porém substancial em função do volume, com altos índices de ponto de equilíbrio econômico (Break Even Point), necessidade alta de capital de giro, etc. . Assim sendo, para investir neste setor, se tem que ter certeza do retorno de investimento, ou se "quebra" em curto espaço de tempo. E se "quebra" em milhões de R$ ....

Qual a oleaginosa que se apresenta com estas condições atuais no Brasil? Lógico que a soja, e assim sendo ela foi eleita pela maioria dos investidores. Somente não contavam com a alta de preços apresentada nos últimos meses, o que está inviabilizando muitas das usinas de biodiesel implantadas neste contexto.

Não é assim um mercado e investimento para amadores. Tem que se conhecer em profundidade o métier das commodities, e quem domina este campo ou são as empresas internacionais ou então grandes grupos econômicos, com suas equipes de especialistas em cada setor.

Produzir biodiesel no Brasil, e para vender, quer nos leilões da ANP, quer para a tentativa de exportação independentemente das limitações existentes, existe assim a necessidade de conhecer em profundidade o mercado e operacionalidade industrial de matérias primas. De nada adianta se possuir o setor industrial implantado, se não se possui viabilidade econômica ou suprimento garantido de matérias primas. Este não seria propriamente um setor de beneficência ou de ação social, muito embora possa conter estes requisitos em complementação à atividade (responsabilidade social), mas fundamental que seja viável pois tudo irá depender de recursos financeiros.

Se olharmos contudo para outro campo: a necessidade de auto suficiência do agricultor em suas necessidades de energia (combustíveis) e também da redução de custos da atividade agrícola, vemos então que o biodiesel na verdade seria uma das soluções para a problemática que coloca como aflitos a maioria dos empresários no agribusiness de produção. A solução? Resposta: possuir ele próprio sua pequena usina, e como possuí o grão oleaginoso, extrair por extrusão o óleo vegetal e transformá-lo em biodiesel.

Neste caso do agricultor auto suficiente, independentemente do custo do óleo vegetal obtido, o custo de transformação deste óleo em biodiesel é muito baixo, e deverá se situar em torno de R$ 0,40 o quilograma, ou até mesmo valor menor que este. Um detalhe: o biodiesel possuí densidade aproximada de 0,86 g/ml e assim sendo um quilograma de biodiesel na verdade equilave a 1,16 litro.

Londrina, 19 de Dezembro de 2007 - 14:20 horas.

Richard Fontana
Diretor de Tecnologia
AustenBio Tecnologia em Biodiesel
fontana@austenbio.com.br
 
19.12.2007 - 14:28
Votos: +0

Patrícia Freitas :

Apoio à agricultura familiar é fachada
Concluo que é simples fachada toda essa propaganda do governo sobre o uso de mamona e dendê para biodiesel. De fato, é impossível que já não se soubesse da indisponibilidade destas matérias-primas antes do estabelecimento do marco regulatório (Lei 11.097/2005), obrigando a mistura de 2% de biodiesel ao diesel a partir de janeiro de 2008. A análise de Amélio Dall´Agnol, pesquisador da Embrapa, é clara, transparente e provavelmente já era conhecida pelo governo.
Trabalho no semi-árido baiano, na região onde mais se produz mamona no Brasil. Esta cultura existe há mais de 40 anos nesta área (o destino é a indústria ricinoquímica) e a mamona é a moeda de troca dos agricultores familiares nas feiras locais. O município onde resido, Umburanas, é o maior produtor isolado de mamona no seu território e tem o mais baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Contrastes que seguirão, com ou sem biodiesel, com ou sem bolsa-família, enquanto o modelo produtivo for voltado para o agronegócio exportador de commodities. O governo federal está usando a agricultura familiar como pretexto para beneficiar as empresas que recebem o selo social para comprar 50% da produção de agricultores familiares mas que, de fato, compram 80% da produção dos sojicultores, como bem mostrou o artigo.
 
19.12.2007 - 14:30
Votos: +0

carlos Alves de Souza :

bom negócio
Patrícia Freitas
Meus parabéns pelo comentário coerente com a realidade.
Venho escrevendo em meus comentários que o governo e alguns aproveitadores só ludibriam os agricultores, com conversas de incentivos a agricultura familiar e inclusão social, na verdade querem são lucros fáceis.
Falam tanto na mamona e no pinhão manso, porque os agricultores não podem comer nem tratar de seus animais com esses produtos e precisam vender a quaisquer preços aos espertalhões.
Porque, eles mesmos não as plantam, se acham um bom negócio?
carlos Alves de Souza
logset@sti.com.br
 
19.12.2007 - 20:02
Votos: +0

Alexandra Rezende :

A MALDIÇAO DOS RENEGADOS
ATE QUANDO A SOCIEDADE BRASILEIRA OU SEJA NOSSO POVO BRASILEIRO (O MELHOR DO MUNDO)
FICARA SUJEITO A INEPCIA , DESONESTIDADE,INCOMPETENCIA,AMORALIDADE DE SEUS DIRIGENTES
INDEPENDENTES DE BANDEIRAS,PARTIDOS OU IDEOLOGIA POLITICA VISTO QUE QUANDO ALÇAM AO
PODER AGEM COMO OS RENEGADOS QUE OS PORTUGUESES PARA CA MANDARAM NOS IDOS DE 1500
EXTIPADOS PARA SEREM OS PRIMEIROS COLONOS E AQUI SO VISAVAM O GANHO PROPRIO UTILIZANDO-SE DE MEIOS ESCUSOS E/OU CRIMINOSOS PARA ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS SEM QUALQUER ÇOMPROMISSO COM A NOVA TERRA QUE OS ABRIGAVAM, PORTANTO CONSIDERO COMO UM CRIME
CONTRA O NOSSO POVO SOFRIDO DO NORDESTE O DESCASO E O ABANDONO DA POLITICA DE IN CLUSAO SOCIAL DO PEQUENO PRODUTOR NO SEMI - ARIDO ALARDEADA A PARTIR DE 2004 COM O
PROGRAMA DE PLANTIO DA MAMONA/AGRICULTURA FAMILIAR ATRELADO A CO- PARTICIPAÇAO DE
GRUPOS PRIVADOS/VIDE BRASILECODIESEL QUE RECEBERAM TODAS AS BENESSES/LINHAS DE CREDITO
ISENÇOES FISCAIS/COMODATOS DE TERRAS DA UNIAO INCLUSIVE JA DESAPROPRIADAS/INDENIZADAS/
COM ASSENTAMENTOS E EMISSAO DE POSSE PARA OS SEM- TERRA TUDO ISTO SOB ONUS DOS COFRES DA UNIAO, AOS RENEGADOS TUDO E POSSIVEL SEM NECESSIDADE DE PRESTAR CONTAS A NINGUEM
NO ENTANTO O CONJUNTO OU SEJA A PARCERIA GRUPO PRIVADO/RENEGADOS NAO PODEM PERDER NUNCA,INVENTARAM O SELO SOCIAL(MIDIA),INCLUSAO SOCIAL NO MEIO RURAL DO NORDESTE(MIDIA)
CADEIA PRODUTIVA DA MAMONA COM PLANTIO ASSISTIDO(ADVINHEM POR QUEM, APARCERIA),PREÇO E COMPRA GARANTIDA(MIDIA), AGORA AO INVES DE INCLUSAO SOCIAL NO CAMPO JA SE ATRELOU A CADEIA PRODUTIVA DE OLEAGINOSOS AOS PRODUTORES DA SOJA/ADEUS HOMEM DO CAMPO DO
SEMI - ARIDO NORDESTINO AGORA SO RESTOU O BOLSA - FAMILIA ESTE NAO DA OLEO VEGETAL
PARA FAZER BIODIESEL MAS DA VOTO.
SOCIAL
DOS
 
28.12.2007 - 09:04
Votos: +0

Leonardo Ribeiro Costa :

Professor-(ensino fundamental)
O assunto é apaixonante, pertinente, atual e ecologicamente correto. Apesar de o Brasil ter uma diversificada matriz energética, já ser auto-suficiente em petróleo, ter o domínio completo do ciclo do etanol, (tecnologicamente bem estruturado nessa área), o biodiesel deverá ser uma alternativa como fonte de divisas em um futuro não muito distante. Ao mesmo tempo em que contribui para diminuir a emissão de carbono na atmosfera, com a adição de 2% de biodiesel no óleo diesel queimados nos veículos e nos motores estacionários com seus diversos usos. O mote como discussão política sempre haverá com os mais diversos assuntos (está aí o caso da transposição do rio São Francisco) dando o maior auê na mídia. Aquí vai um comentário político: Será que vai realmente haver uma melhor condição de vida para alguma classe de brasileiros? Ou serão os mesmos de sempre a se locupletarem com mais esse"ganho"?
 
28.12.2007 - 11:09
Votos: +0

José Humberto Vilar da Silva :

Biodiesel.
Muito elucidativo o artigo do Prof. Ademar Dal'Agnoll, foi direto ao assunto com um texto bem objetivo e direto. Me interessou muito a parte dos problemas das outras culturas para fins de produção de biodiesel em comparação com a soja. Infelizmente, o mesmo governo que sofisma sobre os benefícios da mamona para os pobres sertanejos, é o mesmo que finge pagar salários decentes aos Profs. das Universidades Federais como o Prof. Ademar e tantos outros heróis do nosso país. Parabéns Prof. Ademar, sei que apesar dos baixos salários e da bolsa miséria que o CNPq paga aos pesquisadores brasileiros, ainda existem pessoas como o Sr. que insiste em acreditar que o sonho de uma Universidade pública, gratuita e de qualidade ainda não morreu.
 
2.01.2008 - 23:40
Votos: +0

José Humberto Vilar da Silva :

Biodesel
Desculpem a displicência, mas quero corrigir que o nome do autor do artigo acima é Amélio Dall'Agnol e não Ademar como me referi, além disso, o mesmo é pesquisador da Embrapa e não Professor Universitário, entretanto, gostaria de endossar que o conteúdo da mensagem também é válido para a situação salarial do referido articulista.
 
3.01.2008 - 23:45
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Julio Cesar Broetto :

Potêncial
O Brasil possui um grande potêcial,para a cultura do biodiesel,além de clima favoravél,espaço para o cultivo da matéria prima e mão de obra em abundância ,no qual uma grande massa pode se tornar uma força nesta nova era do biocombùstivel,podemos passar do segundo lugar para o primeiro,devemos ser otimistas e passar a bola para um grande povo batalhador,mostrar-lhes a enciclopédia do biodiesel e mãos a óbra,vamos ocupar nosso espaço é tempo de conquistas...
 
6.01.2008 - 18:13
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Aldo Lúcio Madureira do Pinho Filho :

Uma lástima, para não soltar um palavrão!
Nota-se no artigo e nos comentários um viés político-partidário de quem se aproveita de qualquer assunto para tentar fazer proselitismo. Infelizmente, qualquer assunto neste país acaba sendo usado para alimentar a vaidade pessoal e interesses políticos que sempre enterraram as boas iniciativas e produziram desde os "degredados" citados por um comentarista de doutrinas acabadas, embora bem caducas e preconceituosas, o estado miserável da maior parte do povo brasileiro. O debate desse assunto precisa sair do bla-bla e concentrar-se na pesquisa científica. Pesquisa que o Sr. Amelio deveria estar fazendo, em lugar de fazer gracinha para disseminar seus conceitos neo-liberais (que também já tiveram sua vez de arrasarem com esse país mas que querem retornar). Principalmente, embolsando um bom dinheirinho público como funcionário da Embrapa.
 
9.01.2008 - 10:09
Votos: +0

Helbert Zanatta :

...
Não entendi o que diz dizer o nosso amigo Aldo Lúcio. O artigo do Sr. Amélio é corretíssimo. Apenas elucidou para a maioria leiga quais as dificuldades dessas outras oleaginosas em alcançar seu espaço no processo do biodiesel.
Estamos fartos de saber que é muito mais prático, e está muito mais na "mão" produzir biodiesel através da soja, e creio que esta situação ainda demorará certo tempo para mudar (apesar de ser muito mais interessante para todos que as matérias-primas sejam variadas). Conforme o Sr. Amélio, estas oleaginosas já possuem estudos sobre as mesmas, faltando talvez por parte do governo mais incentivo e menos "utopias".
Agora, como funcionário da Embrapa, que também o sou (estagiário de Agroenergia), posso afirmar ao Sr. Aldo Lúcio que, assim como em qualquer atividade, existem os "bons" e os "maus", e não me parece que o Sr. Amélio é "mau", que esteja apenas usufruindo do dinheiro público, muito pelo contrário, tenho certeza de que muito do que foi dito Aldo Lúcio não sabia.
Precisamos é dar valor a quem está pelo menos tentando auxiliar no crescimento do país.
Parabens Sr. Amélio!

Helbert
Relações Internacionais
Embrapa - CPAO - Dourados/MS
 
9.01.2008 - 16:24
Votos: +0

Luiz Alberto Bertei :

Engenheiro Mecânico
Bom Prof. Amélio, disse o que todos os Brasileiros que pagam seus impostos em dia deveriam saber. Tais esclarecimentos a mídia não oferece espaço, como oferece para outros tantos acoantecimentos brasileiros.
Mas como é injusta esta nosso imprensa brasileira, quando em cobertura os momentos políticos do senhor ´Presidente Lula, verbalizando conquistas que não são mais do que prolongamento dos projetos sociais(compra de votos), pois como bem sabemos a produção do biodisel ainda vai depender de uma política séria(o que este governo não é capaz de fazer), em que os segmentos de pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização, tenham regras e incentivos claros, para que não aconteça com o "Próalcool".
Felizmente ainda temos gente como o Prof. Amélio=EMBRAPA/RS, que deve saber bem mais do nós as dificuldades e os obstáculos que deve encontrar para pesquisa.
Este País deve ser abençoado por Deus mesmo, pois temos todos os tipos de representantes que merecemos, basta oferecer uma nova cadeira e um belo salário, que eles mudam de partido e de convicções.
Luiz Alberto Bertei
Maingá-PR.
 
9.01.2008 - 21:32
Votos: +0

Aguinelo Neves :

SÓ AMENDOIM LEVANTA A MORAL DO BIODIESEL
A OLEOGINOSA AMENDOIM É CAPAZ DE ATENDER AO MESMO TEMPO A DEMANDA POR MATERIA PRIMA SUPLIMENTO ANIMAL EM CONFINAMENTO E ALTA DENSIDADE DE OLEIO 40/50% PARA BIODIESEL E ENTRA NA ROTAÇÃO DE CULTURA DE CANA, NA ENTRE SAFRA DE OUTUBRO A FEVEREIRO POIS O MELHOR PERÍODO DE PLANTAR CANA É FEVEREIRO E MARÇO PARA SUPERAR OS MAIORES INIMIGOS DA CANA NA DISPUTA PELO ADUBO QUE É O CAPIM BRAQUIARA E NAPIÉ POIS SÃO DA MESMA FAMILIA, LEMBRANDO QUE QUANDO SE PLANTA CANA É UMA CULTURA PARA 5 , 6, ANOS, PORTANDO O SEGREDO ESTÁ NA PEGA, SEM MATO E COM CHUVA PARA GERMINAR E NASCER FORTE .
 
13.01.2008 - 09:34
Votos: +0

Cesare Fea :

Está na hora de trabalhar
Prezado Americo, algumas das suas observações tem validade, mas muitas são puras teorias não avalizadas pela pratica. O Brasil é um pais com recursos que não existem lá fora: terra, clima, mão de obra e vontade de acertar. Me permito de discordar dos seus percentuais: 90 % do Biodiesel produzido hoje no Brasil é com oleo de soja e 10 % gorduras e dendé. Como bom estudoso o Sr deveria saber que o oleo de mamona é totalmente desaconselhado para produzir Biodiesel (muita viscosidade) e no mercado internacional este oleo tem um valor que beira os 1200/1500 $ por tonelada, todos nos que conhecemos este mercado sabemos que empresas compram mamona por conseguir o Selo de Cmbustivel Social mas esmagam os grãos, vendem o oleo no merecado internacional e vendem o biodisel feito com soja a preço abaixo dos custos. Precisamos de pesquisa sim mas tambem precisamos arregasar as mangas e trabalhar. O agricultor familiar está cansado de promessas e de sonhos temos no cultivo das oleaginosas o resgate social para este povo, vamos pesquisar mas vamos plantar o girassol, o algodão e Pinhão manso que são oleaginosas sociais e vamos deixar a soja para a alimentação
 
29.01.2008 - 18:55
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