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As usinas de biodiesel do Brasil

Ficha detalhada de cada fábrica do Brasil (com informações de contato).

Pinhão manso pode ser beneficiado em acordo entre Europa e EUA

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quinta, 01 novembro 2007 . .   
Revista BiodieselBR
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O acordo na área de biocombustíveis visa principalmente abrir o mercado europeu para a jatropha, antes uma planta obscura encontrada em clima tropical e subtropical, agora apontada pelos produtores como uma das mais apropriadas para produzir biodiesel.

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Revista BiodieselBR
Comentarios (69)add comment

Prof. Cézar disse:

 
É estarrecedor !!!!

Enquanto o MAPA e a EMBRAPA decidem quem vai ficar como "descobridor" do pinhão-manso, planta nativa no Brasil, num verdadeiro "butim" de falsidades, ciumes, fogueira de vaidades, suspeitas, marketing pessoal e de resultados televisivo e constante e, muita, imcompetência, Governos e entidades de outros países já roubam o que é nosso, como fizeram com as "brachiárias", os estilosantes e até parte do eucalipto.

ACORDA GOVERNO E REAJA, PELO MENOS, PARA NOS FAVORECER DESTA VEZ.

A SORTE GRANDE É QUE, PELO MENOS, A IMPRENSA FISCALIZA, JÁ QUE O GOVERNO E AUTARQUIAS DECRETARAM FERIADOS PROLONGADOS A PARTIR DESTA QUINTA-FEIRA NESTE FINADOS EM BRASÍLIA E NA MAIORIA DAS GRANDES CIDADES E CAPITAIS.

É INCRIVEL E AINDA QUEREM QUE O PAÍS DÊ CERTO E QUE CONCORRA EXTERNAMENTE. PRESIDENTE, CADÊ A VASSOURA ?. PF, OBRIGADO E PARABENS, E DESEJAMOS QUE VÁ AINDA MAIS AO FUNDO, POIS HÁ MUITO MAIS DE SUJO E PODRE NOS AGRONEGÓCIOS E NOS ALIMENTOS E NÃO SOMENTE NO LEITE.

1

1.11.2007 - 22:42

Telmo Heinen disse:

  Tenho certeza de que as apostas em culturas perenes para a produção de óleos vegetais sairão vencedoras ao final desta corrida.
Desde a instituição da Constituição de 1988 por aquele ignorante do Ulisses Guimarães, vivemos uma crise de autoridade.
Fizeram o povo confundir liberdade com LIBERALIDADE.
A professora não pode mais puxar a orelha do aluno desobediente. Aí começa toda nossa maleza.

Adquirimos uma MANIA de esperar pelo Estado, em tudo, para nos dizer o que é CERTO e o que é ERRADO.
Não podemos continuar assim.

O Presidente da FIFA em sua fala ao Brasil a respeito da Copa do Mundo de 2014, em sua primeira FRASE disse:
"Nós não estamos concedendo ao Brasil o DIREITO de realizar a Copa de 2014. Nós estamos entregando ao Brasil, a RESPONSABILIDADE de realizar a Copa do Mundo de 2014"

Nosso povo tem cacife cultural para absorver esta mensagem?

Entrementes somos espoliados no Pinhão Manso e sabe-se lá em quantas espécies mais...

Att, telmo heinen @yahoo.com.br
2

1.11.2007 - 23:18

Jõao Rogerio silva disse:

  Como pode uma coisas dessas? como conseguimos sermos lentos? como conseguimos sermos pouco praticos e ficamos engasgados na nossa burocracia alimentada pelo pretencioso orgulho de nossos Doutores e pósdoctors disvinculados com a realidade do campo e dos agricultores.
ACORDA BRASIL. Não Podemos mais ficarmos Dormindo em berço explendido.
3

2.11.2007 - 09:35

Jorge Laerte Baptista disse:

  Nas décadas de 1960, 70 disseram que o Brasil não tinha petróleo e falaram na construção de lagos Amazônicos. Hoje o Brasil é referência mundial em prospecção de petróleo em águas profundas!...
O Cupuaçu, quem diria, fruta genuinamente brasileira do norte do país, recentemente foi registrado por uma outra Nação!?......
Agora em pauta o pinhão manso, que não conheço e acredito, salvo engano, que só nos meios técnicos se saiba de suas propriedades. Não seria porque a pátria de chuteiras só pensa em futebol????!!!...
4

2.11.2007 - 09:46

PEDRO DUDA disse:

  será que o sr.luiz inacio da silva , sabe que para o biodiesel dar certo e nao incorrer nos mesmos erros que acabou causando a quebradeira de varias usinas no inicio do proalcool e depois o povo pagou a conta dos emprestimos , e agora estamos vivendo o mesmo com os empresarios que acreditaram no gas para abastecer veiculos, industrias, comercio etc. e estão ameaçados de perder o investimento . será que o presidente foi avisado que é necessario planejamento governamental na liberação de financiamento para produzir a materia prima para abastecer as usinas que já estão pronta e não tem as sementes para esmagar e fazer o oleo??
será que ele foi avisado que estão fazendo biodiesel com soja que custa muito mais caro???
5

2.11.2007 - 11:25

prof. cézar disse:

 
Amigos analistas. Parabéns pelas brilhantes análises e comentários, sobretudo do Telmo. O debate só engrandece e só levará a bons resultados.

Falando nisto, cadê as posições, análises e participações - CONTRA OU A FAVOR - do pessoal da alta legislatura que vocês do interior elegem/re-elegem a cada 4 anos e que visitam Brasilia de terça a quinta, de forma A REPRESENTAR OS INTERESSES DOS POVOS ? Nós, de Brasilia, ficamos com a pecha e a propaganda negativa de ...., e vocês com as ilusões de estarem colaborando, mas continuam nos mandando quase sempre os mesmos ou até substitutos piores.

Também sinto a falta da participação de analistas da CNA; das inúmeras Federações de Agricultura; da OCB e suas cooperativas e de outros órgãos representativos. Nunca via aqui neste site sequer uma analise deste grupo que tão bem representa, e pode representar melhor, os reais interessses dos produtores rurais.

Também, cadê os professores e ESTUDANTES das grandes instituições públicas e privadas ? cadê os consultores, dependentes e independentes, que percorrem o País rotineiramente fazendo diagnósticos e palestras ? Será que estão vendidos ? Não posso acreditar.

Será que o biodiesel e pinhão não interessam aos grandes lobbies ? Será que somos só nós, de agora, os interessados ? porque quase ninguem dialoga conosco, mesmo que para criticar ou discordar educadamente ? é mais cômodo calar e consentir ?

UM PAÍS JUSTO SE CONSTROI COM DEBATES, PARTICIPAÇÕES, MUITO PATRIOTISMO E VERDADES E QUASE NADA DE PESSOAL, MAS TUDO DE COLETIVO. NADA DE PENSAR QUE A GLOBALIZAÇÃO CRESCENTE FAVORECE OS PAÍSES SUB-DESENVOLVIDOS E SEUS POVOS. AS LUTAS DEPENDEM DE MUITA UNIÃO E GARRA INTERNAS, POIS OS INIMIGOS JÁ ESTÃO PRESENTES E NOS VIGIANDO.

AGRONEGÓCIOS É, SOBRETUDO, SOFRIMENTO CONSCIENTE, ASSUNÇÃO TOTAL E EXCLUSIVA DE TODOS OS RISCOS E LITERAL ABANDONO, MAS TAMBEM ORGULHO DA RESPONSABILIDADE DE BEM ALIMENTAR FAMINTOS E DE GERAR A MAIOR PARTE DOS EMPREGOS DO PAÍS, MESMO QUE PIOR REMUNERADOS. OU SEJA, TRATA-SE DE MISTO DE PAIXÃO, ALEGRIA, CRISTIANISMO E DIGNIDADE HUMANA NÃO-CORRUPTÍVEL

6

2.11.2007 - 15:14

José Paraiso disse:

  Prof.Cézar, parabéns pela sua colocação sobre a total ausencia de pelo memos uma " artoridade" de nosso querido Brasil, que infelismente só vemos noticias de corrupção, CPIS terminando em pizas. Mas não vamos desanimar, o Pinhão é Manso, mais nós podemos formar uma corrente braba contra toda falta de patriotismo de nossas "artoridades".
7

2.11.2007 - 21:24

Liv Severino disse:

  Eu sou pesquisador da Embrapa e geralmente acompanho as discussões sobre pinhão manso sem me manifestar. Mas como uma opinião do outro lado foi solicitada eu resolvi escrever também.

Quando se começou a divulgar o pinhão manso no Brasil, nós procuramos investigar melhor o que estava por trás dessa nova oleaginosa e o que já se tinha de conhecimento científico que pudéssemos aproveitar. Eu realizo pesquisa com a cultura, tenha diversos resultados de pesquisa publicados e tive oportunidade de visitar muitos plantios de pinhão manso no Brasil e em diversos países, inclusive na Índia, Peru Colômbia e outros.

Participei também de um congresso internacional onde estavam pesquisadores do mundo todo, incluindo o Joachim Heller autor de uma das melhores revisões disponíveis sobre Jatropha no mundo e o Nicholaus Floyd que foi coordenador técnico do projeto de pinhão manso na Nicarágua. Pesquisadores de todos os continentes estavam presentes.

Infelizmente, a maioria das pessoas que defendem o pinhão manso não tem conhecimento dessa planta além do que se divulga na Internet, pois não tem experiência real com a planta a campo e nunca mediram a produtividade real de uma lavoura. O que eu tenho observado é algo completamente diferente do que é divulgado. As produtividades divulgadas na Internet para a maioria das pessoas são completamente irreais e baseadas em estimativas grosseiras ou extrapolação de uma planta isolada para a produção de uma lavoura.

Todas produtividades realmente medidas a campo giram em torno de 200 a 1.000 kg/ha. Os experimentos feitos na Índia resultam em produtividades em torno de 1.000 kg/ha, quando há boa disponibilidade de água e fertilidade razoável. Em áreas degradas a produção é próxima de zero. Num experimento que acompanho no Peru dentro da região amazônica, a produtividade foi de 220 kg/ha nas parcelas com adubação e de 150 kg/ha nas parcelas sem adubação. Nesse mesmo experimento as colheitas precisam ser quinzenais, colhendo-se apenas 15 kg/ha em cada passada, o que tem custo absolutamente inviável. Mesmo na Índia, onde um dia de trabalho custa aproximadamente US$1, é inviável a colheita do pinhão manso. Na Índia tivemos uma reunião com um presidente de cooperativa que cultivou Jatropha por 17 anos numa área de 8.000 ha e tem experiência a campo suficiente quando desaconselha o cultivo dessa planta e já havia erradicado seus plantios por ser inviável.

Já temos demonstrado cientificamente que não é verdade que o pinhão manso pode ser plantado em áreas degradadas, que não depende da fertilidade do solo, que não precisa de água para produzir etc. Os plantios que já temos no Brasil estão servindo de prova que a planta é atacada por diversas doenças e pragas, algumas delas de controle economicamente inviável, mesmo que o pinhão manso fosse vendido por um preço alto.

Ficamos preocupados quando vemos o pinhão manso continuando a ser vendido como uma ilusão e inocentemente muita gente, inclusive aqueles que tinha obrigação de ter um mínimo senso crítico, estão indo na onda. As instituições governamentais estão tentando proteger os agricultores de mais esta decepção, evitando que muita gente, principalmente os pequenos e pobres, tenham prejuízos com essa cultura.

Quem defende apaixonadamente o pinhão manso é porque não teve a chance de acessar informações seguras e racionais sobre essa planta ou de ter experiência real, mas se instituições serias e reconhecidas estão tentando alertar os produtores, ao menos por bom senso, essas pessoas deveriam parar um pouco para analisar com serenindade o que estão fazendo. Quem tiver muito dinheiro para arriscar com pinhão manso pode ir em frente, mas nossa preocupação é que estão tentando empurrar os pequenos agricultores nessa canoa furada.

Quando se vê uma notícia de que empresas como a BP estão se envolvendo com Jatropha, até fica a impressão que eles estão arriscando dinheiro deles no negócio, mas na verdade eles estão querendo que os agricultores plantem com seu próprio risco e eles querem apenas comprar a produção. O risco real está na mão dos agricultores.

Ao invés de ciriticar o Governo, a Embrapa e o Ministério de Agricultura por suas ações, sugiro que critiquem o próprio pinhão manso, investigando mais a fundo (não use a Internet para isso) se realmente é verdade o que se divulga sobre essa planta ou se é apenas uma ilusão que o mundo todo se envolveu na ânsia de produzir biodiesel.
8

3.11.2007 - 02:24

Telmo Heinen disse:

  Para mim foi frustrante. Que plantas que passam fome e sede rendem pouco, isto eu já sabia. Nunca acreditei nessa de plantar em áreas degradadas e ainda ter rendimento econômico.

Porém, de que o sucesso estava tão arriscado é absoluta novidade.

Por isto caro Liv Severino, deveria ter "puxado" a nossa orelha cerca de um ano antes, he he he
9

3.11.2007 - 08:51

Matheus Lima disse:

  Sr. Liv Severino, pelo visto o senhor é uma autoridade em jatropha, e já que as fontes de informações disponiveis na internet não são de confiança, diga-me ONDE conseguir as tais "verdade" sobre o pinhão manso. Estamos começando um projeto que incluir reflorestamento e plantio de pinhão aqui no sudeste do Pará, e consultamos a Embrapa Amazonia Oriental por diversas vezes, e curiosamente, eles nunca nos forneceram qualquer tipo de estudo sobre a jatropha.
10

3.11.2007 - 10:12

Ricardo Jr disse:

  Sou estudante do 5º ano de agronomia, e estudo uma plantação de mais de 200 ha de pinhão manso. Acho que o senhor LIV SEVERINO deveria usar suas palavras com mais parcimônia. É cedo pra dizer que não vai dar certo, e menos ainda pra "alertar" com tanta ênfase numa cultura que nem mesmo a EMBRAPA tem resultados de experimentos conclusivos e divulgados. O que vai definir qual cultura deverá ser plantada ou não, com todo respeito, não será o senhor. O planeta vai decidir, o mercado decidirá. E muito provavelmente o pinhão-manso vai sim ser eleito com uma das culturas que abastecerá o conforto e comodidade do ser humano. Para assim podermos pegar nossos automotores, e ir pra casa descansar e nos alimentarmos. Enquanto isso é fácil defender, com interesses, e também desiludir seja qual for a intenção. Aposto sim no pinhão-manso, mesmo que daqui a algumas décadas. O interessante é deixarmos as palavras, pensamentos e discussões de lado e iniciarmos de vez a luta para que o agricultor tenha alternativas e o Brasil começe a crescer de verdade. É o que todos queremos.
11

3.11.2007 - 10:47

prof. Cézar disse:

 
Excelentes as colocações do Dr. Liv Severino e ainda do Ricardo Jr.

É isto que o País precisa: o debate das ideias de forma aberta, clara e até com certas paixões, mas nunca no escuro dos gabinetes, ainda mais que os agricultores, hoje, já são muito melhor informados, mesmo nos locais mais distantes e da agricultura familiar. Como disse o Telmo, por que não já informaram a 01 ano antes ?

Aliás Ricardo, só os consumidores mandam nas produções e o tempo é o sr. da razão. Também, quase sempre, experiências internacionais não dão muito certo no Brasil, pois aqui tudo é diferente, graças a Deus.

Se não, vejamos alguns possíveis erros grosseiros de prospecção, pesquisas e diagnósticos:

a) para as 7 grandes, em pesquisa completa de campo, o Brasil nunca teria petróleo e agora já somos auto-suficientes. Já pensou se acreditássemos;
b) o eucalipto, por muitos anos sofreu um abandono total e quase que uma perseguição da pesquisa da época - considerado que era uma planta que só levava a sérios problemas para o solo, meio-ambiente, esgotamento de água e de recursos naturais - e agora o Brasil está virando um mar verde, gerando muitos empregos e exportações e, interessante, aproveitando áreas degradadas (ninguem até agora conseguiu provar com números sérios os defeitos do cultivo). A pesquisa da planta hoje é inteiramente privada;
c) o milho híbrido, no inicio, só chegou e cresceu no Brasil, pois o Dr. Antonio Secundino da UFV lutou tanto contra alguns pesquisadores, até que conseguiu montar, teimosamente, a AGROCERES. Hoje, está tudo muito fácil...
d) vocês conhecem um erro maior do que a pesquisa apontou para Minas Gerais e outros estados, e que a extensão adotou prontamente, que foi a drenagem e o plantio de várzeas irrigáveis atráves de um programa governamental, o PROVÁRZEAS, e que quase liquidou com os recursos naturais, os biomas e as várzeas de MG, ES e outros estados, e quase sem produzir arroz.

Daria para enumerar mais alguns, mas vamos partir para melhorar o debate. Aliás, quem não erra não é humano, ruim mesmo é permanecer no erro.

12

3.11.2007 - 18:40

Carlos Eduardo disse:

  Caro Liv, você falou que o pinhão manso é uma "canoa furada", mas como ele pode ser uma canoa furada se ainda não temos pesquisas suficientes que dizem isso?

Da mesma maneira que não temos pesquisas que comprovem a viabilidade desta planta, não temos nada que diz o contrário. Enquanto isso estamos vendo a União Européia, como diz o texto acima, alterando sua especificação para aceitar o biodiesel de pinhão manso. O mundo está investindo no pinhão manso e aqueles pesquisadores que hoje criticam o pinhão manso também não apresentam estudos que comprovem a inviabilidade do pinhão manso. Só temos estudos pequenos que falam de problemas, como também só temos estudos inacabados que falam das grandes vantagens do pinhão manso.

Mas eu tenho uma teoria: quem fala mal do pinhão manso, idolatra a mamona e quem fala mal da mamona, idolatra o pinhão manso.

Eu estou no grupo: mamona para extração de óleo e pinhão manso para biodiesel.
13

3.11.2007 - 20:09

Ronaldo Jacinto disse:

  Não sei bem até onde vai o interesse da EMBRAPA em conseguir recursos para 'pesquisa' em pinhão manso,mas os dados sobre
a produtividade da planta estão sendo mostrados de maneira a desestimular o plantio,por este senhor da embrapa.Qualquer cultura,sem adubação e correção do solo não produz a contento,eu ,pessoalmente estive em BARRA DO BUGRE-MT,NO PROJETO DA USINA BARRAALCOOL,onde vi,bem antes do previsto(2 anos,a literatura fala em 4),produtividade de 8 kg/planta.

Quanto aos altos custos de colheita,é óbvio que numa plantação sem adubação ou correção da acidez,não haverá produção que justifique colheita,para os agricultores familiares ,pequenos proprietários o próprio dono colherá,sem ter que dispender com terceiros,uma vez que uma pessoa consegue colher,sozinha, 40 ha.Os raros assentados que realmente trabalham suas terras terão também no Pinhão uma alternativa de renda.
A EMBRAPA QUER ENTERRAR O PINHÃO MANSO,O SUJEITO PESQUISA SOMENTE EXPERIÊNCIAS DE PAÍSES QUE NÃO CHEGAM AOS PÉS DO BRASIL,EM AGRICULTURA, E QUER EMITIR UM EPITÁFIO PARA A PLANTA,SEM SEQUER CONHECER RESULTADOS EXITOSOS AQUI MESMO!
VIAJE MAIS SR SEVERINO !
14

4.11.2007 - 07:16

Ananias Baracuhy disse:

  O comentário do Dr.Liv Severino nos deixaria muito frustrados se fosse conclusivo...O Ronaldo Jacinto diz que viu Pinhão Manso produzindo 8 kg./pé,nos deixa otimista e será que Europa e USA dizendo que estão interessados na Jatropha ainda precisa de mais informações???
Telmo cobrou do Dr.Liv mais prestimosidade em informações que são de alto interesse de nós todos principalmente de agricultores.A EMBRAPA é empresa pública,precisa de estar junto da causa da agricultura brasileira com mais competência...
15

4.11.2007 - 13:26

Durival disse:

  Sr Ricardo Jr, e Prof. Cezar , li o comentario de Liv Severino e fiquei muito preocupado. Vamos analisar com mais cuidado o texto. (sem emoção) .

Não concordo com o rompimento do silêncio dele agora, foi fragil , em todos aspectos quanto a planta pinhão manso. Vejam experimento na Bahia .

Tem ele razão quando comenta que risco é somente por conta do agricultor. Ninguem (industria ou governo ) estão investindo em pesquisa bancando o produtor. O termo certo é ( a titulo de emprestimos) com correção e etc etc. O preço de, acordado agora é um míseria de 300,00 por tonelada. (fora o que é abatido o valor por umidade e impurezas) . Estou avaliando vários contratos e tenho contratos leoninos., gostaria de partlhar com todos e achar uma forma de alertar todos os pequenos e médios produtores. Não fazer como o Sr severino fez. (avestruz é bem o termo).
16

4.11.2007 - 17:06

Prof. Cézar disse:

 
Excelente o nível do debate e vejo que já é quase consenso que a mamona não serve tanto para biodiesel, sendo mais para óleo lubrificante, possivelmente vendido no futuro por preços bem mais elevados do que o biodiesel, embora com maiores riscos.

Posso estar errado, mas, penso que para maximizar a renda e a taxa de ocupação das pequenas usinas regionais de áreas pobres e semi-áridas, estas precisarão serem múltiplas, moendo pinhão-manso, mamona, gorduras e restos animais, inclusive visceras de aves/suinos/peixes como vem sendo feito no PR, e até de palmáceas e restos de óleos de frituras e outros óleos coletados nas cidades vizinhas por cooperativas de catadores. Assim, não se trata de competir, mas de ser multifuncional, de ter resultados e ser útil à população. Seria a redenção da pobreza e das áreas pobres.

Aliás, fiz um estudo comparativo, completo (acho) e recente sobre todas estas possibilidades, para uma empresa da europa, e só me assustei com o potencial, e a possivel competição, da produção de micro-algas marinhas (que já ocorre na Argentina, mas está começando em Sampa e outros estados). Alías, gostaria de conhecer melhor o assunto para ver se há mesmo risco potencial de competição com o pinhão e outras palmáceas.

Quanto às possíveis produtividades, conheço o pinhão-manso há mais 40 anos de forma nativa no Vale do Rio Doce em MG e em outros estados e nunca vi um pé que desse menos de 5 kg/ano e isto sem nenhum trato, sem adubação, sem tratos culturais mesmo que mínimos, e sem replantios.

Pois bem, considerando-se os espaçamentos hoje indicados de 2,00 x 2,50 teríamos um stand minimo de 2.000 plantas/ha, sendo possível, num cálculo simples - sem adubação, sem tratos e sem plantas selecionadas/melhoradas repito - obter-se um mínimo de 10 t./ano de frutos verdes a secar e a beneficiar.

Acho que em experimentos no Brasi já se obtem bem mais do que isto e neste site um pesquisador já citou que os ingleses, alemães, indianos e técnicos de outros países estão surpresos com a produtividade natural, a resistência e o desempenho do pinhão brasileiro, que estaria muito acima do de seus países. Por isto, todos o estão acompanhando e avidamente.

Concluindo, se considerado os 5 kg/planta, para obter-se a produtividade de 200 kg/ha descritas acima, respeitosamente, pelo Dr. Liv Severino no Peru , o stand seria de apenas 40 plantas por ha, situação que apenas as nossas cercas do Vale do Rio Doce já ultrapassariam, pois o pinhão-manso é plantado a cada 50 cm para funcionar como cerca-viva fechada, ou seja, 200 plantas por hectare em linha reta, apenas. Quando se usam o caule como estacas, aonde se crava os grampos do arame, o espaçamento é a cada 5 metros, o que significaria 40 plantas/ha em linha reta, apenas. Então, a conta não fecha.

Assim, bendito o nosso sol, o nosso solo e a sabedoria e engenhosidade de nossa agricultura familiar que nos ensina a mais de 100 anos como lidar com o pinhão-manso, com a mamona e com os eficientes e baratos sabões caseiros feitos de pinhão, óleo de rícino, barrigadas de suíno, "cutieira", abacates, palmáceas etc...

climaco@gmail.com

17

4.11.2007 - 18:16

Durival disse:

  Prof. Cezar, estamos convencidos de que o pinhão manso produz boa matéria prima para o biodiesel mas e os sub-produtos.

Esquecemos de incluir neste debate a casca do pinhão, a massa (residuo) e os sub-produtos retirados quando da extração do oleo.

Quem esta pesquisando?

A gliceria (tem aqui neste site descobertas para utilização não por brasileiros e sim por americanos , portugueses ) Onde estão nossos pesquisadores?
Sabemos que o oleo extraido do pinhão é quase puro e pode ser utilizado diretamente e é muito melhor que o oleo da mamona e outros.
Porque o agricultor tem que vender o pinhão com casca e tudo? Por que não vender somente o oleo?
O que é que temos que ter em conjunto com outros agricultores ou não em termos de equipamentos para que possamos tirar o maximo de proveito, verticalizar a produção na lavoura antes de sair para industria.
Equipamentos e que não sejamos barrados pela legislação.

ProfCezar, ou quem souber podem nos ajudar?

18

5.11.2007 - 08:08

Telmo Heinen disse:

  A extração artesanal do óleo de qualquer fruto, tem uma eficiência muito pequena. Por isto, estes Projetos ditos como sendo de "agregação de valor" são apenas teóricos.
Agrega-se um valor porém o tiro sai pela culatra. A quantidade extraida é bem abaixo do conteúdo total.

Só se for em Cooperativa e montar uma estrutura industrial.

Glicerina. Que glicerina ? Isto é um problema industrial e não do produtor de oleaginosas. Daqui a pouco haverá tanta glicerina que vai ser necessário PAGAR alguém para leva-la embora...
Não conte com esta renda.

Torta ou farelo ? São tóxicos (Mamona, Pinhão Manso).
Teoricamente seu melhor destino é a volta à orgiem ou seja - se retornar todo resíduo para onde veio (lavoura) então não haverá necessidade de adubação mneral e química. Isto é o que se chama de produção autosustetável. Só se extrai o óleo, composto básicamente de Carbono, Hidrogênio e Oxigênio - elementos extraidos do ar e da água (chuvas).

Não havendo exportação signiificativa de elementos minerais, a fertilidade será mantida com o retorno dos resíduos ao local de origem.

Não adianta pensar diferente porque os fertilizantes ficarão cada vez mais caros..

O que escrevi se aplica muito bem à culturas perenes, aliás é onde está o futuro dos biocombustíveis. O resto é transitório.

Att, telmo heinen @yahoo.com.br
19

5.11.2007 - 09:14

J M Ramos disse:

  Sr. Liv Severino,

Gentileza informar onde está localizado o plantio de pinhão manso que Vossa Senhoria está pesquizando? Ou se sua pesquiza é baseada em publicações, (livros, trabalhos publicados, internet, etc.), viagens....

Estava para concluir uma compra de grãos de pinhão manso, produzida pela EPAMIG em Janúba, e lendo seu comentário, tenho que desistir desta compra.
Estou surpreendido com a informação que recebí da EPAMIG, que o plantio do pinhão manso em Janaúba rende 4.000 Kg/ha em uma área com pouco trato cultural e sem irrigação, e que rende o dobro disto na mesma região, em um plantio que é irrigado, duas vezes por semana e recebe, de vez em quando, correção do solo com reforço de adubação. E, parece que o solo de Janúba não é considerado de boa qualidade.

Com tanto conhecimento que Vossa Senhoria tem sobre o pinhão manso, tão importante a ponto de impedir que produtores rurais e investidores comentam enganos catastróficos, por que somente agora tomou a decisão de emitir o alerta, e assim mesmo a pedido “de uma opinião do outro lado”. Qual/Quem?

Se o pinhão manso é vilão e perverso como afirma Vossa Senhoria, baseado nos estudos e pesquisas que realizou, então, qual é a oleaginosa que Vossa Senhoria recomenda para a produção de biodiesel? Ou ainda não pesquisou?

Continuo intrigado com o excesso de preocupação que certas entidades (físicas e jurídicas) têm com relação ao enorme “estrago” que o pinhão manso pode provocar no Programa Brasileiro do Biodiesel.
20

5.11.2007 - 09:23

Durival disse:

  Telmo, obrigado pelo esclarecimento quanto o aproveitamento dos sub produtos do pinhão.
Achei interessante agrupar alguns produtores e fazer a extração do oleo. O que esta acontecendo no mercado é que algumas industrias não querem devolver a torta no seu total e estão oferecendo apenas um retorno de 30 % até 40% .
21

5.11.2007 - 20:55

Telmo Heinen disse:

  Desde os primórdios o homem se obrigou a negociar. Deus queria tirar um braço e uma perna do Adão para fazer a tal de Eva.

Então ele negociou, negociou, negociou até se ver livre com uma costela.

A produção primária está numa fase em que a "concorrência" se tornou perfeita. E, quando a concorrência é "perfeita" a tendência do lucro é 0,00 (ZERO).

Portanto, não deseje aos outros o que não é bom para você... Negocie!
22

5.11.2007 - 21:24

José F Torres. disse:

  Bem interessante e apaixonante este debate. Mas gostaria de ver publicada aqui a resposta do Professor Nedo Zecca aos comentários do Sr Liv. Eu sei o que ele dirá, mas seria bom que todos soubessem.
Fala ai Professor Nedo Zecca. Não nos abondone!!
23

5.11.2007 - 23:46

Liv Severino disse:

  Essa idéia de alertar os agricultores para o risco do pinhão manso já vem sendo divulgada pela Embrapa há muito tempo e não sou o único a falar sobre isso. Mas infelizmente, não temos a capacidade de divulgar para todas as pessoas, enquanto toda a mídia está divulgando massivamente apenas notícias favoráveis. Eu, pessoalmente, venho alertando a todos desde fevereiro de 2006 quando voltei da Índia. Em dezembro de 2006, a Embrapa também publicou e divulgou um documento assinado por vários pesquisadores de diversas unidades da Embrapa e Epamig. Reforço apenas que nem eu, nem a Embrapa, nem o Ministério de Agricultura temos poder ou intenção de proibir o plantio de pinhão manso. Queremos apenas alertar os agricultores para que estejam mais atentos. O Ministério de Agricultura foi recentemente acusado de proibir o plantio de pinhão manso, mas na verdade ele apenas cumpriu sua obrigação de fiscalizar o comércio ilegal de sementes.

O processo de condução de experimentos e divulgação de resultados científicos é muito lento e isso frustra as pessoas, mas não tem como ser diferente. No entanto, se alguém quiser ter mais informações, na página da Embrapa Algodão estamos tentando publicar nossos resultados o mais rápido possível (seção de Publicações on line), enquanto vários artigos estão tramitando para serem publicados como Artigos em Revistas, onde é o local certo para serem divulgados. No Congresso da Rede Brasileira de Pesquisa de Biodiesel, organizado pela ABIPTI/MCT em 2006 tem muitos resultados também, inclusive o mesmo congresso ocorrerá no final de novembro mais uma vez. No Congresso de Biodiesel, Óleos e Gorduras organizado anualmente (em Julho) pela UFLA em Varginha, MG também tem muitos trabalhos apresentados sobre pinhão manso. Quem puder ler em Inglês, também sugiro o site do FACT Fuels que organizou o congresso internacional de pinhão manso e deve ter disponibilizado os artigos apresentados.

Estamos trabalhando em pesquisas o mais rápido que podemos para responder às demandas dos produtores do Brasil, por sinal nem podemos reclamar que esteja faltando recursos porque já estamos conseguindo dinheiro para trabalhar minimamente. Mas o que já temos de resultados e observações são suficientes para ao menos ter a certeza que ainda não é o momento de começar a plantar pinhão manso porque estamos tendo problemas muito sérios de baixa produtividade e ataque de pragas. Temos esperança de que entre 5 e 10 anos já teremos uma tecnologia muito melhor que a de hoje, mas quem decidir arriscar logo, não temos qualquer dúvida de que está se arriscando muito.

24

6.11.2007 - 00:06

Liv Severino disse:

  O experimento que citei no Peru foi conduzido em Pucallpa, Estado de Ucayali, mas como pertence a instituições peruanas a gente não pode publicar, mas espero que eles o façam em breve. Há poucos experimentos no Brasil que já tenham chegado a produtividades medidas ao invés de estimadas. Alguns deles foram feitos pelo Marcos Drumond da Embrapa Semi-árido em Petrolina, PE, Heloisa Matana na Epamig de Nova Porteirinha.MG e Renato Roscoe da Embrapa Agropecuária Oeste em Dourados, MS. Várias empresas privadas já têm plantios extensos que poderiam servir de base para estimar a produtividade, mas eu pessoalmente nunca consegui que estas empresas me passassem dados confiáveis. Sempre que pergunto, elas me respondem que ou não mediram ainda (o que eu não acredito) ou continuam dizendo apenas estimativas, tais como - “nossa expectativa é que produzirá 4.000 kg/ha” - nunca um número preciso e detalhado de como mediram e que tratos culturais foram dados à lavoura. Esses valores de planta produzindo 8 kg/ha eu nunca consegui ver, mas as pessoas sempre falam que viram.

O ideal, para quem tiver a oportunidade, é visitar pessoalmente uma plantação de pinhão manso de pelo menso dois anos de idade para conhecer a planta de perto e ver como se faz o manejo da área. Pedir informações apenas por telefone ou Internet não é o mesmo que ver pessoalmente. Se você vai investir seu dinheiro, preste ainda mais atenção em possíveis doenças, pragas e custo de colheita.

Uma observação importante: nunca se pode medir a produção de uma planta isolada e estimar a produtividade de uma área multiplicando pelo número de plantas. È por causa deste erro que acabou se divulgando produtividades muito altas de pinhão manso. Quando uma planta é cultivada comercialmente sob adensamento, as condições para ela são muito limitadas devido à competição por água, luz e nutrientes, além do favorecimento a ocorrência de pragas e doenças. É muito diferente de uma planta isolada perto de um curral ou no quintal de uma casa. Pela mesma razão, não se pode selecionar uma planta de excelente performance no meio da lavoura e considerar que todas as outras produziriam no mesmo nível. A produtividade só tem validade quando é medida numa área considerável, preferencialmente com pelo menos quatro repetições.

Considerem também o custo de controle de plantas daninhas. Quando plantado em espaçamentos muito largos, a incidência de luz favorece o crescimento do mato e este controle encarece muito a produção. Se o mato não for controlado, a produção pode se reduzir muito.
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6.11.2007 - 00:16

Carlos Eduardo disse:

  Você sabe porque o MAPA apreendeu sementes de pinhao manso, meu caro Liv?

Por que é ilegal a multiplicação da planta. E qual a maneira mais fácil de evitar a disseminação de uma planta? Arrancando os pés? Batendo de porta em porta perguntando se alguém planta jatropha? Oras, claro que é apreendendo as sementes antes que elas entrem na terra, antes que os agricultores iniciem o plantio.

Então que fique bem claro, apreender sementes é a maneira mais simples e fácil de proibir o plantio, se tivesse outra, o MAPA faria.
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6.11.2007 - 00:45

Antonio Carlos Spoloni disse:

  Liv.....Por favor cite o nome das ditas "doenças e pragas" incontroláveis do pinhão manso.... Tem que provar....só falar não vale.....

Outra...O pinhão manso começa a produzir curcas em maior quantidade a partir do terceiro ano...para aumentar suas defesas....os plantios existentes no Brasil vão completar tres anos.....
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6.11.2007 - 07:32

Telmo Heinen disse:

  ... é muito perigoso ter razão em alguma coisa, sobre a qual estão todos equivocados!
Esta frase é de Pasteur que tinha cometido a "heresia" de dizer (escrever) que a pús das feridas era provocada por um micróbio que mais tarde se chamaou de bactéria...

Galileu disse que a Terra girava ao redor do sol... Teve que "desdizer" tudo por causa do povo.
Joana D' Arc foi queimada viva, mas ela tinha razão...

Jesus Cristo tinha razão... pois é, por causa do povo o Pilatos teve que "lavar as mãos...!

E, quantos mais tiveram destino trágico só por causa que disseram VERDADES contestadas pelo povo ?

Não sei se o Liv Severino tem razão ou não. O que eu sei e tenho certeza é que a EMBRAPA leva anos, muitos anos até ESCREVER alguma coisa em um Livro e assiná-lo. Mesmo assim acontecem "enganos" ou equívocos.

Portanto, nem 8 nem 88... vamos devagarinho caminhar... 40..., 50 e quem sabe depois chegar nos 80

Att, telmo heinen @yahoo.com.br
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6.11.2007 - 08:58

Carlos Alves de Souza disse:

  Antonio Carlos Spoloni e Carlos Eduardo
O que vocês ganham defendendo o pinhão manso ou sei lá bravo?
Plantaram sem pesquisar direito ou têm mudas e sementes para vender?
Se não têm, não entendo porque defendem tanto.
Plantaram e estão tentando justificar o engano.
Não insistam, partem para outra, esta não dá.
Abs
Carlos Alves de Souza
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6.11.2007 - 10:10

J M Ramos disse:

  Sr. Liv Severino,

Estou envolvido na implantação de uma usina para produzir biodiesel no Espirito Santo, e por recomendação de engenheiros agronomos e de uma empresa européia (lider mundial na tecnologia deste produto) selecionei a jatropha curcas.
Esses engenheiros agronomos (todos muito competentes, inclusive conhecidos seus, e que têm muito respeito pela sua competência e seu caráter) estiveram em Montes Claros, Janaúba, Viçosa, Petrolina, e no projeto de Tocantins.
Visitaram as plantações, conversaram com os responsáveis pelos plantios do Pinhão Manso nas áreas visitadas, e emitiram suas opiniões sobre a viabilidade de sua utilização como oleaginosa e indicaram um rendimento de 4.000 a 5.000 Kg. por hectare e espaçamento de 3,00m x 2,00 m (1667 plantas por Ha.).

A empresa, alemã, lider mundial na tecnologia de produção de biodiesel está concluindo a construção de uma planta de biodiesel na India que vai processar óleo de Jatropha Curcas.

Eu mesmo plantei pinhão manso, com sementes provenientes de Rondonia, em uma pequena propriedade que possuo aqui no Espirito Santo, em Dezembro de 2006, com espaçamento de 2,00m x 2,00m (mais ou menos). O plantio foi feito de forma bastante rústica, sem adubo, sem irrigação, diretamente nas covas. A primeira colheita ocorreu em Julho deste ano e agora, novas florações e novos frutos estão começando a aparecer nas plantas. O único problema que occoreu foi o ácaro, que desapareceu com a aplicação de enxofre.
A INCAPER também está plantando (há quatro meses) em suas fazendas, no Espirito Santo, e nas conversas que tenho mantido com os engenheiros agronomos desta instituição até agora não houve problemas dignos de registros.
As sementes que colhi no meu plantio já foram replantadas e já estão começando a aparecer as primeiras flores.

Circula no país um video produzido por tres agronomos descendentes de japoneses (liderados pelo Sr. Tominaga), que explica o que é o pinhão manso, como planta-lo, como fazer a colheita, como extrair o óleo, etc.
Não me parece que este grupo está insatisfeito ou que a planta tem tantos problemas apontados pelos pesquisadores da EMBRAPA .

O mais intrigante de tudo isso é (não necessáriamente nesta ordem):
- O programa nacional do biodiesel e o governo estabeleceram que a partir de janeiro de 2008 será obrigatoria a mistura de 2% de biodiesel ao diesel mineral, em todo o país;
- Os orgãos oficiais, responsáveis pelo setor agrícola do país, elegeram a mamona e o dendê como oleaginosas que podem receber o “selo de combustível social”, na produção do biodiesel isento do pagamento do PIS/CONFINS.
- O pinhão manso (planta nativa) não é reconhecido como espécie oleífera capaz de produzir óleo para ser processado na fabricação do biodiesel;
- A EMBRAPA, divulga, insistentemente, que não tem resultados de estudos e pesquisas suficientes para recomendar o plantio do pinhão manso, e chega mesmo a amedrontar os interessados nesta espécie, que a meu ver, demonstra que já tem conclusões negativas sobre esta espécie. ???
- O próximo leilão da Petrobras/ANP está estabelecendo no seu edital o preço de R$2.400,00/ metro cúbico para efeito de “estimativa orçamentária”. É claro que este preço é para absorver o valor do óleo de soja, que é quase o único óleo utilizado no país para produzir biodiesel.
- Este leilão continua insistindo, no “selo de combustivel social”.
- Quais são as oleíferas recomendadas pela EMBRAPA?
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6.11.2007 - 10:20

Durival disse:

  Sr Lev Severino pode nos informar o resultado de sua pesquisa e quais as doenças possiveis para uma lavoura de pinhão e como combater?. Qual o periodo em que a planta (pinhão) fica mais vuneravel a doenças?
31

6.11.2007 - 16:35

SEBASTIÃO ANASTACIO DA SILVA JUNIOR disse:

  Somente forças ocultas podem estar atuando junto ao governo, poís não é possivel e é inconcebivel, uma atuação tão mediocre e sem planejamento estratégico como esta que estamos presenciando junto ao programa do Biodiesel. Será mesmo necessário matar a vaca para acabar com os garrapatos ? Até quando este nosso governo Petista irá continuar neste caminho. Precisamos de agilidade e acima de tudo acreditar em certas coisas que já possuimos. Não vamos querer reinventar a roda.
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8.11.2007 - 12:21

Almir Monteiro disse:

  O Dr. Liv da EMBRAPA TEM RAZÃO EM ALERTAR sobre o cultivo do pinhão manso para o biodiesel.
Exemplos: 1 - Estamos com campo experimental de observação(2,0 ha) de pinhão manso regime de sequeiro em Garanhuns agreste de PE, as plantas estão com 05 meses plantadas até agora não atingiram nem 0,50m de altura e nem formaram engalhamento. Observamos que gostam mesmo é de água e fertilizantes.
2 - Plantamos 50 plantas do pinhão manso desde DEZ/2006 em propriedade da agricultura familiar em Caetés-PE no agreste, foram aguadas e aplicada a dubação organica(esterco bovino). Onde no mes de outubro/2007 estavam com altura de 50-60cm, poucas plantas com 03 ou 04 galhos em forma de taça, 02 plantas iniciaram a floração, conclusão parcial a jatropha Curcas Linnus gosta de bom trato, plantada em sequeiro não morre porque tem suas defesas naturais, mas, a produção é pifia, a nivel economico não vale a pena investir no cultivo em sequeiro, e a cultura irrigada e adubada é viavel economicamente?. Por isso, mais estudos e pesquisas devem ser implementadas. Cautela e caldo de galinha sempre devem ser tomados.
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8.11.2007 - 12:58

Telmo Heinen disse:

  Nehuma planta consegue produzir economicamente, passando fome e sede...

Está aí mais um depoimento.

"Serve para plantio em terras degradadas..." Serve.
Vai produzir?

Aí é que está!

34

8.11.2007 - 14:20

Durival disse:

  Srs, alguem já tentou trabalhar sem comer?

Então não vamos ser ignorantes e aceitar que o pinhão manso irá produzir sem tratamento e em terra fraca. Depois de um certo tempo pode ser que não necessite de maior investimento, mas até a arvore conseguir seu ciclo natural temos que ajudá-la. Não se esqueçam que não pode ser somente retorno de massa do pinhão tem que ter outros ingredientes para a manutenção do equilibrio natural.

Eu plantei em terra roxa de boa qualidade, não fiz nenhum tratameto , somente gradeamos e efetuamos o plantio. Mantivemos o terreno limpo. Esta com 10 meses. Estas mudas depois de plantadas (choveu em seguida), e depois disto amargamos 3 meses sem chuva. Mesmo assim não pode comparar com o sertão.
Estão com 1,50mts a 2mts. e alguns não atingiram 80cms. embora todos bem encorpados. Florada e frutos somente naqueles que foram plantados em manchas de terra com resto de capim jaraguá. (manchas com esterco natural). Não tivemos incidência doença até agora. Quem cuida tem. Milagre não vi nenhum ser vivo fazer. Vender ilusão é crime.
35

8.11.2007 - 17:48

professor Cézar disse:

  Perdoem-me, mas parece que, infelizmente, entrou "boi na linha".

Estávamos num bom debate entre produtores familiares profissionalizados, agrônomos, pesquisadores, consultores e num bom aprendizado entre interessados nos bens e males dos cultivos.

Contudo, plantar pinhão-manso em junho no PE, no final do parco período de chuvas e querer que ele sobreviva e cresça sem adubação, por Deus !! Haja heresia. Só ele sobreviver já seria um milagre. Outra coisa, a adubação orgânica nunca substituirá a quimica, totalmente necessária (pelo menos 100 gr por cova, segundo os técnicos)

Onde foi que se disse que o cultivo técnico de pinhão sobrevive sem chuvas e sem adubação química inicial e anual.
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8.11.2007 - 20:23

Carlos Alves de Souza disse:

  OLHA! Estão caindo na realidade sobre o pinhão manso!
Só espero que não apareça gente tentando vender sopa de farelo de pinhão manso.
37

8.11.2007 - 20:39

Durival disse:

  Prof.Cesar, tem gente achando que estamos defendendo o Pinhão Manso mas não perceberam que é uma troca de informações. Conhecimento gratuito. Que pode ser de qualquer outra planta. Não apontaram nada de interessante até agora só criticaram o que todos já sabemos. Tenho planilhado o quanto custa o plantio de 1 (um) ha por ano. (na méida de 4 anos teremos valores negativos) ou seja investiremos. Somente a partir do 4 ano é que iremos começar a obter algum lucro.
com - 2000,00 reais é o quanto custa por ano para implementar um 1 ha. Isto tambem depende muito de quem , onde, e condiçoes da terra. Eu não gastei isso tudo para os 2200 pés de pinhão. Mas foi previsto.
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8.11.2007 - 22:08

Ricardo Jr disse:

  Senhor Carlos Alves de Souza, qual é a sua alternativa? Tomara que seja a macaúba, pois além de apresentar óleo extremamente eficiente para biodiesel, é muito fácil de plantar e colher! Responda-nos, por favor.
39

8.11.2007 - 22:18

Carlos Alves de Souza disse:

  Nós não criticamos, mas alertamos os menos atentos que se iludem com comentários falsos.
Depois que a mascara cai, vem com desculpas esfarrapadas.
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8.11.2007 - 22:30

euclides de oliveira pinto neto disse:

  Curioso como a D1 Oil, empresa britânica, já plantou mais de 170.000 hectares de pinhão manso em paises como diversos paises da Asia e da Africa; será que eles fariam investimentos tão elevados, se não tivessem certeza do resultado ? Agora a BP, maior petrolifera inglesa, associou-se à D1 Oil, para expandir a produção de óleo vegetal a partir da Jatropha Curcas. Será que a BP também está enganada ?
Curioso como o sr. Lev Severino traça um prognóstico terrível sobre o pinhão manso. Ora, se não existem pesquisas "confiáveis", porque o mesmo desanca todos os comentários e artigos existentes na internet ?
Será que são todos "produtores de sementes" que querem ludibriar os produtores rurais, vendendo-lhes falsas esperanças ?
A questão mais importante não é tocada. Não temos que produzir óleo vegetal para entregar às empresas multinacionais, que irão enviar a matéria prima para seus clientes do outro lado do mundo. O óleo do pinhão manso deverá ser utilizado puro, como combustivel de grupos motogeradores, fornecendo energia elétrica para as comunidades do interior; seus veículos e tratores serão movidos a óleo vegetal puro, obtido na região, sem necessidade de viagens intercontinentais para ser obtido; a torta resultante da prensagem das sementes poderá ser utilizada na agricultura, provendo o adubo necessário para a produção de alimentos pelo sistema orgânico. Ou seja, o pior dos mundos para empresas tipo Cargill, Bunge, Syngenta, Monsanto (aliás, não foi a Monsanto que "fez uma parceria" com a EMBRAPA, recentemente ?);
parece que a Monsanto "adiantou" 800.000 reais para a EMBRAPA realizar "pesquisas" e, dos resultados comerciais obtidos, metade vai para a Monsanto (será que a EMBRAPA tem condições de acompanhar o resultado da exploração das patentes no resto do mundo ? Acho que alguém vai levar uma "bola nas costas"...) Não são os Centros de Pesquisa das Multinacionais que alegam gastos de "500 milhões de dólares" para obter determinadas patentes ? E com a EMBRAPA só gastaram 800 contos ? Brasileiro é muito bonzinho... ou tem alguma coisa podre no reino das Bananas ... E pergunta-se: os pesquisadores da EMBRAPA recebem da "viúva"; e vão levar o "rico dinheirinho" da "viuva" e ficar trabalhando para a MONSANTO, "pesquisando" novas variedades de transgênicos, que depois serão aprovadas pela CTBio ou coisa parecida ? E empurradas goela abaixo para os agricultores do país, que pagarão "royalties" à MONSANTO ?
Perguntas que me faço, em busca de respostas coerentes e satisfatórias, que não me deixem ficar com a impressão de ser um basbaca...
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8.11.2007 - 23:40

Durival disse:

  Pois é srs., Não tem suportabilidade. Como fomentar a produção? Colher é facil, facil como?. como se colhe a macaúba? Por quanto tempo podemos colher a macauba sem replante? Quantas pessoas necessitamos em um (1) HA para colher? Quanto tempo demora para iniciar a produção?
“”A macaúba, coco-baboso ou coco-de-espinho é uma palmeira nativa brasileira, encontrada principalmente na floresta latifoliada semidecídua, desde o Pará até São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Com altura até 15 metros, a árvore é ornamental. Seus frutos são comestíveis, e de sua amêndoa se extrai um óleo fino semelhante ao da oliveira. Do miolo do tronco se faz uma fécula nutritiva, as folhas são forrageiras e têm fibras têxteis usadas para fazer redes e linhas de pescar. A madeira é usada em construções rurais.Sua presença é indicativa de solos férteis. “”Acrocomia aculeata. Referência: WiKipédia.
Óleo de Polpa de Macaúba – Óleo de Polpa de Macaúba – óleo vegetal extrativista obtido unicamente por prensagem mecânica, utilizado na indústria química e de sabões, dentre outros, destacando-se pela sua alta lubricidade e rendimento. Do Piqui também retiramos óleo. O Pinhão Manso não concorre com alimentos e deve ser cultivado consorciado.

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9.11.2007 - 08:11

Ricardo Jr disse:

  Muito obrigado sr. Durival. Parece que o Sr. Carlos está equivocado, e muito apressado.
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9.11.2007 - 10:02

Ricardo Jr disse:

  Senhores o óleo de pinhão-manso esta aí pra não precisar concorrer com os alimentos. Sou estudante de agronomia, e na faculdade somos perseguidos por todos os outros graduandos, que dizem que não temos capacidade de sustentabilidade e, estamos acabando com o meio-ambiente. Os estudos com o Pinhão-manso estão aí pra derrubar esse estigma, e ainda provar que podemos produzir alimentos e energia sem alterar o meio-ambiente.
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9.11.2007 - 10:05

E. Bohn disse:

  Les saludo desde Paraguay, de donde importan la mayoria de la semillas de pinho manso para las plantaciones de Brasil.

Hace ya varios años hemos investigado sobre culturas oleaginosas nativas como materia prima para biodiesel, entre ellas el pinhon manso (Jatropha curcas). En general estoy de acuerdo con lo que sostuvo el colega Liv Severino (mensaje 8) y me parece muy acertado que se haya hecho el manifiesto sobre la realidad del pinhao manso.

Revisando información de gente con experiencia en pinho manso como el caso del investigador Henning, el Sr Foidl de Nicaragua y otros que ya pasaron por todo el proceso agropecuario (desde siembra hasta colecta) ya se puede percibir que es muy dificil que pinhao manso sea viable en nuestros países; aun sin importar cuándo rinda el cultivo por Ha.

Solo hay que mencionar que la colecta manual tiene un rendimiento de 2 a 4 Kg/semilla por hora (Datos de los propios propulsores de la idea, Henning y otros), por lo menos aquí en Paraguay ese rendimiento ya hace inviable económicamente obtener un óleo competitivo para biodiesel; no entiendo cómo podrán hacer rentable el cultivo en Brasil, donde entiendo que el jornal mínimo es aun mayor que en Paraguay..?.

En el congreso que señaló Severino en Holanda se llamó la atención sobre muchos otros problemas que posee el cultivo: precisa poda anual todos los años, posee muchas plagas, no soporta suelos ácidos, no resiste heladas, etc. Han calculado los senhores cuánto sale podar una Ha de pinho manso?, si el árbol sobrepasa los 2 metros es inviable la cosecha manual.

Por lo menos aquí en Paraguay es mucho más interesante el mbokajá, llamado allí macaúba, es realmente rústico, puede rendir mucho más que pinhao manso y todos los subproductos de la industria tienen valor de mercado en la actualidad, sin incluir siquiera la opción biodiesel. Hace más de 60 años se explotan los frutos industrialmente en Paraguay.

Si bien la recolección de frutos es manual y del piso, a precios de mercado actuales, una persona puede cosechar diariamente lo equivalente al doble del jornal mínimo vigente, al contrario que pinhao manso. Tampoco es cierto que los frutos deban procesarse inmediatamente, de hecho se dejan secar entre 1 y 3 meses antes de procesarlos. La vida útil de la palmera (real, no supuesta) es de 70 años.

Sin embargo, al igual que pinhao manso aun falta mucho por investigar de la macaúba.

Saludos
45

9.11.2007 - 10:53

prof, Cézar disse:

 
Excelente a aula do Euclides de oliveira pinto neto, mas parece que AINDA PERMANECEM DUVIDAS E POSSÍVEIS ERROS.

Sr. E. Bohn, amigo do Paraguai, dizer que "solo hay que mencionar que la colecta manual tiene un rendimiento de 2 a 4 Kg/semilla por hora" é um comentário de quem REALMENTE NÃO CONHECE O PINHÃO AO VIVO E NATIVO, MAS SÓ DE LIVROS E PESQUISAS. Para colher tal volume de forma manual não se gasta nem 10 minutos.

46

9.11.2007 - 15:28

Ricardo Jr disse:

  É possível que se colha até 120 kg por dia de trabalho.
47

9.11.2007 - 16:50

E. Bohn disse:

  Estimado professor Cézar,

no entiendo entonces que método de colecta utiliza para sus cálculos, porque la información que poseo habla de 2 a 4 Kg/hora, entiendo que solo está comprobada la cosecha manual de la propia planta, dado que no es posible cosecha mecánica.

Le paso los link y comentarios (que traslado al español, que acredito que entienden) que encontré sobre la cosecha:

http://www.underutilized-species.org/ .PDF

Pag 15: se estiman 3,3 millones de horas hombre para recolectar las semillas de 5.000 Ha: aun suponiendo 5000 Kg de semilla/ha (rinde altísimo), el rendimiento promedio de recolección sería de 7,57 Kg/hora.

Más adelante el informe dice:

Pag 20: cosecha de 12 Kg de semillas: 4 horas hombre

Autor:
Reinhard K. Henning,

Otro:

www.jatropha.de/ .PDF

En la última página puede leerse:

Cantidad de semillas cosechadas en 1 hora: 3 kg

La explicación de por qué se explota la jatropha en ambos casos (Sudán y Camboya) con tan bajos rendimientos de recolección es clara, si Ud lee los documentos, en el primer caso el aceite se utiliza como materia prima para jabón y en el segundo el jornal en ese país es apenas mayor que 1 U$S.

El rendimiento que Ud sostiene implica cosechar manualmente 24 Kg de semilla por hora, es demasiada la diferencia en relación a los informes de gente que ya tiene experiencia desde los años 90 en explotar la jatropha. Nos gustaría saber cómo Uds logran ese rendimiento de colecta y también si realmente en algún lugar de Brasil alguien cosechó una Ha de jatropha y nos cuente su experiencia real.

También les hago ver que la gente de jatropha.org es una de las primeras empresas que promociona la jatropha a nivel mundial y si ellos mismos hablan de esos rindes de recolección, siendo interesados en vender proyectos, podemos esperar conservadoramente aun menos en la realidad.

Mi idea es simplemente aportar lo que investigué e intercambiar experiencias con otras personas antes
de lanzarse a una posible "canoa furada" como dijo el Sr. Severino.

Saludos.
48

9.11.2007 - 17:04

professor Cézar disse:

 
Amigo Bohn

Parece que as informações e as tecnologias a que o Sr. tem acesso estão um pouco antigas ou ultrapassadas ou não adaptadas ao cultivo moderno do pinhão e, sobretudo, no Brasil.

A nossa realidade atual é outra. No Brasil já há uns 20 mil ha com pinhão e a estimativa é que evolua para 50 mil em 2008 (dados da entidade representativa). Além disso, a nossa insolação, temperaturas, solos, regime de chuvas etc.. são totalmente diferente, graças a Deus, do da maioria dos países que o Sr. menciona. Aliás, diversos dados já aqui apresentados mostram isto, sendo o nosso cultivo de pinhão referência atual para o mundo.

Também, hoje, já existe tecnologia própria (ainda não pesquisada pela EMBRAPA) - e que não posso explicar muito por razões óbvias - para o cultivo de pinhão-manso com colheita mecânica e envolvendo, incrivelmente, protetores/isoladores/inibidores/estimulantes que induzem ao maior crescimento horizontal e menos vertical, o que possibilita a colheita mecânica e rápida (o que acho até um crime, pois passa a beneficar pouco a agricultura familar e as áreas do agreste e com muita mão-de-obra).

Alías, como boa parte das curcas (frutos) caem ao chão quando secas isto também pode facilitar a colheita mecânica por máquinas des sucção, que temos no Brasil e que utilizamos com ótimos resultados no café (chamadas de "dragão"). Infelizmente, não podermos nos estender mais por razões óbvias.
49

9.11.2007 - 18:19

Durival disse:

  Srs, o senhor Joao de Souza Lima - (agricultor familiar) comentou no Fórum deste site que:

"se tiver três lonas, faça isso na primeira lona e deixa um trabalhador ajuntando na primeira e os outros dois trabalhadores passam para a segunda lona e assim sucessivamente). Com esta prática simples de colheita, três trabalhadores colhem até às 14:00 horas 750 quilos de sementes," Isto nos dá uma média de 35 kilos por hora/homem (lógico - trabalho em conjunto).
Pois bem , o senhor Bohn disse que um trabalhador colhe de 3 à 4 kg/horas.
Mas, a questão não é só a produtividade e sim o que o pinhão virá agregar ao agricultor familiar e ao médio produtor rural.(ambos pequenos).
O SR Jose Torres e Carlos Alves comentaram que o pinhão pode produzir (até 8000kg bruto por ha) sendo - 3000kg (limpo). No preço médio de 450,00 a tonelada , temos então 1350,00 reais por ha (preço bruto). Desta forma esta dentro da média de outras culturas, embora nõo podemos considerado como a cultura principal da propriedade.
Mas, senhores qual a quantidade viável de cultura do pinhão manso para que se torne factivel ao agricultor familiar?
(olhando por estes tres vetores: carga de trabalho, volume produzido e valor comercial).
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11.11.2007 - 11:21

Telmo Heinen disse:

  ... Uma árvore muito boa para nada ?
iatrós (jatro) = médico; trophé (tropha) = alimento Sigificadodevidoaousomedicinal.
Jatropha: del griego iatrós = médico, y trophé = alimento. Debido a su uso medicinal.

Según datos científicos, el jatropha curcas (Jatropha Curcas L.) es una oleaginosa de porte arbustivo, perteneciente a la familia de las Euforbiáceas, que tiene más de 3 mil 500 especies agrupadas en 210 géneros. Pero la verdad menos solemne y más concreta es que el jatropha curcas es un árbol aparentemente inútil y bastante feo. Tan inútil y tan feo que casi llegó a extinguirse en Nicaragua, porque nadie se tomaba la molestia de sembrarlo ni de dejarlo crecer. Sólo se utilizaba como cerca viva: sus frutos venenosos ahuyentan el ganado, con lo que se asegura que las reses permanezcan en los pastos. El jatropha curcas no sirve para sombra, porque en el verano, cuando el calor aprieta, se le caen las hojas. Ni para leña, porque su madera arde mal. En una palabra, un árbol bueno para nada.

Colecionado em site argentino... onde afirmam que lá tem plantios com até 24 anos de idade.
51

11.11.2007 - 13:23

Carlos Alves de Souza disse:

  Agricultores ou quaisquer pessoas vivem de renda, trabalho é para buro, o ser humano até trabalha, mas por necessidade. Não vamos fazer de nossos irmãos do campo de burro de carga.
Portanto cabe a nós como cidadãos esclarecidos, orientá-los não escondendo ou mascarando a verdade e tentado vender ilusões, eles também são seres humanos, lembrem disso quando tecerem seus comentários.
Carlos Alves de Souza
logset@sti.com.br
52

11.11.2007 - 14:43

Almir Monteiro disse:

  Realmente toda a planta tem que ter os cuidados iniciais para dar sequencia ao seu desenvolvimento e produção, onde pinhão manso não foge a esta regra tecnologica.
Agora, os aproveitadores de plantão ficam como abutres somente esperando o momento para vender o produto desonestamente com mentiras e falcatruas.
Não somos contra a cultura do pinhão para o biodiesel, mas a oleaginosa no momento é somente PROMISSORA!!! necessitando mais estudos e pesquisas para confirmação da viabilidade.
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12.11.2007 - 12:49

José Paraiso disse:

  Num linguajar dos jovens o assunto está bombando, mas uma obsevação se faz necessário. Alguns estão voltados para o agro negócio e outros defendem uma solução para o Nordeste brasileiro.Todas as opiniões merecem créditos se analizarmos com calma senão partimos para uma disputa de quem sabe mais sobre o assunto e que ape