Petrolíferas da Filipinas questionam biodiesel de óleo de coco
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quarta, 02 fevereiro 2005
. Agência Estado
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As Filipinas poderão economizar cerca de US$ 200,2 milhões por ano nos custos com importação de petróleo se o governo decretar a obrigatoriedade de misturar o biodiesel feito à partir de óleo de coco ao combustível regular. A declaração foi feita por executivos da indústria do setor nesta terça-feira.
Porém o projeto sofre forte resistência por parte das companhias petrolíferas, o que dificulta a execução pelo governo.
Autoridades ainda não estão convencidas o suficiente para implementar essa programa "pois o governo não quer criar oposição às companhias petrolíferas", afirmou Rafael Diaz, diretor do Asian Institute of Petroleum Studies.
As petrolíferas filipinas vêm resistindo ao uso do biodiesel, insistindo que deve ser feito um "teste severo de tolerância" para se conhecer a eficácia dessa mistura antes de torná-la obrigatória.
"Mas por quê você precisa de uma teste desses quando o biodiesel ultrapassou todos os padrões de qualidade e é considerado um combustível", questiona Diaz.
Representantes das companhias de petróleo do país declararam, por meio de um comunicado divulgado pelo Instituto Filipino de Petróleo, que as empresas têm restrições quanto a venda de biodiesel a base de óleo de coco nos postos de gasolina pois "podem sujeitar as companhias ou até mesmo as refinarias a riscos de segurança, e o pior, a processos judiciais" caso provoquem danos aos consumidores.
"Para garantir a qualidade e a performance dos produtores vendidos nos postos, as companhias de petróleo endossam apenas produtos que obedecem aos padrões mais rígidos de qualidade. Esses produtos são submetidos a inúmeros testes para assegurar sua segurança, qualidade e para estar dentro dos padrões de proteção ao meio ambiente", apontou o documento.
Já Dean Lao, diretor de operações da Chemrez, empresa líder na produção de biodiesel no país, disse que o Departamento de Energia já definiu um grupo de trabalho, incluindo cientistas e representantes das petrolíferas, para estabelecer os padrões para o uso do biodiesel nas Filipinas.
"O caminho mais fácil (para ajudar a desenvolver a indústria) é o governo ser mais decisivo para obrigar as companhias de petróleo a fornecerem biodiesel misturado a todos os combustíveis que serão consumidos no país", justificou Lao.
Mas segundo eles, alguns integrantes desse grupo de estudo não querem que o projeto vá para frente, aumentando os entraves que dificultam sua concretização.
Segundo Diaz, com a mistura de 1% de biodiesel, os consumidores terão um aumento no rendimento de 8% a 25% na quilometragem devido a melhor lubrificação, além da melhora da combustão e da aceleração.
Com isso, o consumo de diesel no país pode cair 7,4%, com base nos números que mostram que as Filipinas usam ao redor de 6,5 bilhões de litros ao ano.
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