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Petrobras pára de produzir H-Bio

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sexta, 31 agosto 2007 . Estadao.com.br   
Participe da Conferência BiodieselBR 2008
Segundo a empresa, não vale a pena, neste momento, vendê-lo ao mesmo preço do diesel derivado de petróleo

RIO - A alta do preço do óleo de soja levou a Petrobras a suspender a produção do H-Bio, um novo tipo de diesel apresentado com grande destaque pela estatal, em maio do ano passado, como uma evolução na tecnologia de produção de derivados de petróleo. O produto, de menor impacto ao meio ambiente, leva óleos vegetais em sua mistura e, segundo a empresa, não vale a pena, neste momento, vendê-lo ao mesmo preço do diesel derivado de petróleo.

As altas cotações dos óleos vegetais são motivo de preocupação também para as distribuidoras de combustíveis, que começam a negociar contratos de fornecimento de biodiesel para o ano que vem. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea), a cotação do óleo de soja bateu recorde na Bolsa de Chicago em julho, atingindo os US$ 832,26 por tonelada.

Em São Paulo, o produto fechou o mês com um preço médio de R$ 1.703,36 por tonelada, valor 36,2% superior ao registrado em julho do ano passado. Pesquisadores da entidade apontam como causa o aquecimento do mercado interno, que vem reduzindo os estoques em mãos dos produtores.

"Hoje não compensa produzir o H-Bio", afirmou, na quarta-feira, o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A empresa começou a produzir o combustível este ano, com a adição de óleos vegetais ao processo de refino do diesel, que formou um produto híbrido, 10% vegetal e 90% derivado de petróleo. Apesar do cenário atual, a companhia tem como meta produzir 425 milhões de litros de H-Bio em 2008, volume que deve saltar para 1,6 bilhão de litros em 2012, após investimentos de US$ 60 milhões, previstos no planejamento estratégico divulgado no início do mês.

Escassez de produto

Executivos do setor de combustíveis dizem que um outro problema começa a surgir com a disparada do preço do óleo de soja: o risco de que empresas vencedoras dos leilões de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo (ANP) não entreguem os produtos. "Tem gente que ganhou cotas em leilões no ano passado e deixou para comprar os insumos agora", explica uma fonte, que acredita que algumas empresas deixarão de cumprir os contratos.

Na época do primeiro leilão, em novembro de 2005, o óleo de soja em São Paulo custava R$ 1,1 mil por tonelada. O preço de venda do biodiesel ficou em cerca de R$ 1,80 por litro. De lá para cá, o insumo cresceu mais de 50%, mas o preço de venda será o mesmo. A Petrobrás foi a única compradora dos leilões e se comprometeu a passar o produto às distribuidoras pelo mesmo preço do diesel de petróleo, que hoje custa, nas refinarias (sem ICMS), R$ 1,362 por litro.

Nos leilões, produtores de biodiesel se comprometeram a entregar um total de 840 milhões de litros, volume suficiente para garantir, já este ano, a mistura B2 em todo o mercado, caso os contratos sejam cumpridos. Grande parte das distribuidoras de combustíveis, porém, ainda não tem estrutura para movimentar biodiesel em todas as suas bases de tancagem.

Há grande preocupação com o risco de fraudes na venda do produto, que passa a ser obrigatório no início do ano que vem. O biodiesel (B2) é uma mistura formada por 2% de diesel vegetal com 98% de diesel derivado do petróleo. Para executivos do setor, há grandes chances de empresas fraudadoras não adicionarem o diesel vegetal, mais caro, ao produto vendido nas bombas. A preços de hoje, a fraude garantiria ganho na margem de lucro, calculam executivos.

Nicola Pamplona
Revista BiodieselBR
Comentarios (4)add comment

RAMIRO DA SILVA LEDO disse:

  As duas maiores contribuições advinda da adição de óleo vegetal com o mineral (petróleo) são:
- Inclusão social - Gerando renda, emprego, encantamento dos pequenos produtores pela diversidade de culturas selecionadas na matriz energética com adaptabilidade de cultivo do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Nortrte;
- O benefício para as futuras gerações dos seres vivos, pelo ínico da interrupção da destruição do nosso estrado (terra).
1

31.08.2007 - 09:14

Missao Tanizaki disse:

  Efeito Tampão

Na Química é usual preparar Soluções, em que se pode adicionar Ácidos ou Bases, mantendo o pH inalterado e isso ocorre dado o efeito que se cshama Efeito Tampâo.

No Mundo dos Negócios, há Modelos, onde se utilizam estratégia de Produzir / Comercializar vários produtos, para evitar que as Empresa passem por situações semelhante ao indicado na matéria.

Trabalhando com vários produtos é possível que uma determinada empresa cumpra seus compromissos, mesmo que tenha prejuizo com um determinado produto, pois poderá compensar com os lucros dos demais, em algumas situações e possível chegar a obter lucratividade maior, na totalidade dos seus negócios fechados.

Por isso recomenda-se que não se utilizem a MONOCULTURA de quaquer produto.

Se os Pesquisador tivessem outra visão, certamente teriam RECOMENDADO ampliar a Produção do Pinhão Manso, pois poderia reduziria o efeito das altas no preço do Óleo de Soja, sem levar em consideração outros ganhos para o Desenvolvimento SUSTENTÁVEL do Brasil.

O compromisso de se adicionar 2 % de BioDiesel pode ficar comprometido e isso pode vir a DENEGRIR a IMAGEM do Brasil - uma razão para aqules que dizem: "O Brasil não é um país sério ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !"

MISSAO TANIZAKI
Fiscal Federal Agropecuário
Bacharel em Química
missao@agricultura.gov.br

TUDO POR UM BRASIL / MUNDO MELHOR
2

31.08.2007 - 13:55

Ananias Baracuhy disse:

  Concordo com Sr.Ramiro e tenho dito nos vários comentários que tenho feito nesse portal que os óleos vegetais têm muitas virtudes além do itém valor pecuniário para serem usados neste programa.O Sr. Ramiro enfocou valores que transcendem a uma simples análise econômica. Quem está implantando um programa dessa amplitude,tem que está atento a muitas e muitas varáveis.O programa alemão e dos USA incentiva o uso dos óleos vegetais,nós teremo que fazer o mesmo e que se imagine mecanismos para tanto,não pode é o programa parar porque o óleo de soja subiu,isso dá mostra que não se projetou nada para a transição porque até o bodegueiro da esquina sabe que o óleo de soja ia subir na hora que aparecesse uma demanda e mais da que apareceu...além do mais o óleo de soja é um agente caodjuvante nesse programa,ele está nessa por falta das oleoginosas não estarem aparecendo em escala física suficientes para atender a demanda.O que pode ainda dá uma mechedinha,é o óleo de algodão pois plantamos uma respeitável área dessa cultura,as outras oleoginosas estão tendo seus platios incrementadao agora neste anos de 2007 e demandam algum tempo.Para nos suprirmos da B2 em janeiro de 2008,sem óleo de soja fica difícil mesmo com ajuda do sebo de boi.Para agravar o quadro do preço de soja,os americanos atrás do etanol de milho,direcionaram mais terras para o cultivo do milho deslocando a soja que eles são grandes produtores e claro o mercado internacional logo sentiu escassez futura dessa commodity.
3

31.08.2007 - 14:16

Alvair Sabatini disse:

  O incentivo ao uso destes liquidos vegetais,como combustivel,tanto o de mamona (Acido Ricinoleico) como tambem o (Epoxi Vegeta),primeiro como resinas,polimeros,lubrificantes,fluidos,graxas,nylon etc.Para depois se obter de forma competitiva,(Craqueamento Catalitico ou Sintese) os esters para uso como combustivel.

E a parte Agro-industrial deve ser encarada como unidades integradas, extensivas e mecanizadas,para se obter a matéria prima de forma competitiva e viável,(Exp Usina Cana de Açucar).
4

6.12.2007 - 11:38

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