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Pedro de Camargo Neto: "O biodiesel não vai dar certo"

Engenheiro por formação e pecuarista por profissão, Pedro de Camargo Neto é um dos maiores estudiosos da questão agrícola. Ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, ele se notabilizou como crítico contumaz da política governamental para o setor. "O Brasil é soja, carne e etanol e deveria usar sua força nessas áreas para se impor nas mesas de negociação", dispara.

Segundo ele, esse foi o principal erro dos representantes do País na Rodada Doha, de comércio mundial. Em entrevista à Revista Isto é Dinheiro, o presidente da Abipecs, que reúne os criadores e exportadores de carne suína, também ataca o programa de biodiesel e diz que a burocracia prejudica o desenvolvimento da suinocultura brasileira.

Dinheiro: O sr. participou recentemente de um fórum sobre agricultura mundial, realizado na Indonésia. Como o Brasil é visto lá fora?

Pedro de Camargo Neto:
Sem dúvida, o País é respeitado nessa área. E isso é um resultado claro do trabalho realizado nas últimas décadas. A soja brasileira desbancou a americana. O mesmo vale para as carnes de frango e bovina. Também no segmento suíno já somos o quarto maior exportador e existe a percepção de que poderemos assumir a liderança nos próximos 10 anos. As exportações do setor somaram US$ 1,25 bilhão em 2007 e continuam crescendo na faixa de dois dígitos.

Dinheiro: Mas por que, então, o Brasil não consegue impor os seus pontos de vista na mesa de negociação?

Camargo Neto:
O governo errou e continua insistindo na tese de usar essa força para negociar acordos em várias áreas ou tentar alinhamentos regionais como o de potências emergentes do Hemisfério Sul, por exemplo. Nós somos é soja, carne e etanol. E são esses os itens que deveríamos privilegiar no debate envolvendo a Rodada Doha e o comércio mundial como um todo.

Dinheiro: Isso se deve à empáfia, megalomania ou falta de conhecimento de como as coisas acontecem no universo das negociações multilaterais?

Camargo Neto: 
Certamente não falta conhecimento aos negociadores brasileiros. Acho que eles tentaram dar um salto maior que as pernas. O sonho de impor o Brasil como potência emergente e conquistar um assento no Conselho de Segurança da ONU diluiu a nossa força.

Dinheiro: Afinal, a Rodada Doha será positiva para o Brasil?

Camargo Neto:
Acredito que não. Faltou empenho e o estabelecimento de prioridades claras. O que teremos é um acordo muito pequeno em relação à força agrícola do Brasil. Um país cujos empresários agrícolas falam de igual para igual com os colegas das maiores nações do planeta não poderia se contentar com um acordo light na Rodada Doha. É frustrante.

Dinheiro: Fala-se muito que a produção de etanol pode causar fome no planeta. O sr. acha que essa argumentação tem por objetivo ferir de morte o programa energético brasileiro?

Camargo Neto:
A alta dos preços agrícolas surpreendeu muita gente. Esse fenômeno deve-se à combinação de quebra de safras e aumento do consumo. O programa de biocombustível brasileiro foi colocado nessa polêmica de forma equivocada. O uso da cana-de-açúcar já se consagrou como uma alternativa viável e os avanços tecnológicos permitem produzir cada vez mais sem ter de ampliar a área plantada.

Dinheiro: Mas por que, então, fomos tão atacados?

Camargo Neto:
 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um erro ao atrelar o programa brasileiro aos Estados Unidos, como forma de abrir o mercado mundial de etanol. Ocorre que o projeto americano usa o milho, que tem uma eficiência energética muito inferior à da cana. Estamos apanhando por não termos vendido para o mundo as nossas vantagens comparativas. Mas o episódio serviu de lição e felizmente as autoridades brasileiras estão conseguindo reverter os prejuízos.
 

Esse projeto já nasceu morto. Usar a soja para produzir combustível equivale a cometer o mesmo equívoco dos americanos em relação ao milho. O óleo de mamona, apresentado como opção, é tão caro que ele acabará servindo de insumo para materiais nobres, como lubrificantes. O biodiesel é um programa furado.


Dinheiro: E qual o impacto da escassez de alimentos no caso do programa de biodiesel?

Camargo Neto:
Acho que o impacto será pequeno pois esse projeto já nasceu morto. Usar a soja para produzir combustível equivale a cometer o mesmo equívoco dos americanos em relação ao milho. O óleo de mamona, apresentado como opção, é tão caro que ele acabará servindo de insumo para materiais nobres, como lubrificantes. O biodiesel é um programa furado.

Dinheiro: A postura dura da União Européia, que barrou a entrada da carne bovina brasileira, pode ser encarada como perseguição?

Camargo Neto:
Acho que nesse episódio a culpa é inteiramente nossa. Fizemos tudo errado. Faltou empenho dos pecuaristas e do governo. A União Européia nos deu inúmeras possibilidades de colocar a casa em ordem. Essas oportunidades foram menosprezadas por todos os envolvidos no setor. É uma vergonha que o maior exportador de carne bovina do mundo seja barrado na Europa porque não conseguiu cumprir a promessa de montar um sistema de monitoramento do rebanho ( o Sisbov). O Brasil aceitou as regras do jogo, se comprometeu a segui-las, mas não honrou a palavra dada. Ainda vivemos uma espécie de dualismo no qual um setor moderno no jeito de produzir assume uma postura totalmente ultrapassada.

Dinheiro: Esse tipo de problema também acontece na suinocultura?

Camargo Neto:
De maneira geral, nosso relacionamento com o governo é positivo. Já fizemos vários projetos conjuntos que resultaram em benefícios para o setor. Contudo, lidamos com situações inconcebíveis como a demora na liberação de papéis e formulários exigidos pelos clientes internacionais.

Dinheiro: O sr. pode dar um exemplo?

Camargo Neto:
No início de maio estive em Brasília para cobrar o preenchimento de um formulário pedido pelo governo das Filipinas. O documento foi entregue ao Ministério da Agricultura em outubro de 2007 e nada foi feito. Prometeram resolver até fevereiro passado e agora falam em acertar essa pendência nos próximos meses.

Dinheiro: E como isso prejudica o segmento?

Camargo Neto: 
Filipinas é o país que mais cresce em matéria de consumo de carne suína. Estamos deixando de conquistar um mercado promissor por conta de uma bobagem. É inconcebível que o Brasil, que tem a pretensão de ser um líder global, se deixe paralisar por questões menores, que deveriam ser resolvidas de forma rotineira. Falta gestão e essa, infelizmente, não é uma característica apenas desse governo.

Dinheiro: No cenário mundial, a Rússia é o mercado no qual os suinocultores enfrentam as maiores dificuldades. O sr. acha que o governo brasileiro deveria ser mais duro nas negociações?

Camargo Neto:
Pode-se dizer que a Rússia é uma caso à parte. Eles são um dos maiores compradores de carne suína do mundo e impõem sua força no mercado, por meio de decisões czaristas. Eles adotam normas e tomam decisões levando em conta apenas interesses unilaterais, sem avaliar as regras internacionais. De fato, falta uma posição mais firme do Ministério da Agricultura e do próprio presidente Lula em relação à exigência de coerência técnica.

Dinheiro: Como assim?

Camargo Neto:
Acabei de saber que está em curso uma nova restrição que é a proibição da importação de carne congelada de frango, boi e porco para o segmento industrial russo. Trata-se claramente de uma inconsistência técnica. A carne refrigerada é cara porque exige uma tecnologia de transporte e armazenamento muito específica. Portanto, não se justifica seu uso no caso de produção de salsichas, salames e outros embutidos. Isso certamente vai encarecer os fretes e tirar a competitividade do produto importado. É uma clara medida para beneficiar os ineficientes granjeiros russos.

Dinheiro: Os criadores de Santa Catarina continuam fora desse mercado?

Camargo Neto:
Infelizmente. O governo russo alega questões sanitárias mas sabemos que o problema é outro. Santa Catarina responde por 25% da produção brasileira de suínos. Os catarinenses são tão eficientes que despertam medo nos suinocultores russos.

Dinheiro: Raramente algum integrante do governo defende as bandeiras do setor de suinocultura. Falta um lobby mais eficiente ou trata-se de um segmento visto como pouco importante no desenvolvimento do País?

Camargo Neto:
Existe uma inércia em relação ao segmento. A carne bovina domina o discurso e as atenções dos técnicos do governo. A questão do suíno não encontra eco em Brasília. E é uma pena porque dos três segmentos de carne, a suína é a única na qual o País ainda não é líder mundial. Portanto, é onde existe espaço para crescer de uma forma mais rápida e mais efetiva. O Brasil reúne as condições para liderar também nesse nicho. A Abipecs faz um trabalho permanente para chamar a atenção para o setor.

Dinheiro: Existem contenciosos ecológicos em relação à suinocultura?

Camargo Neto:
A criação de suínos gera um subproduto, os dejetos, que precisam ser monitorados e também tratados de forma adequada para não prejudicar o meio ambiente. Não queremos mascarar nada. O setor está enfrentando o problema por meio de soluções criativas como o uso de dejetos em biodigestores capazes de gerar gás. Esse processo custa dinheiro e, por conta disso, é preciso apoiar os pequenos granjeiros que não têm disponibilidade de caixa.

Dinheiro: O setor está fazendo o dever de casa?

Camargo Neto:
As grandes empresas sim. Mas temos de apoiar os milhares de pequenos empreendedores. Eles não podem ser marginalizados. É uma questão social e produtiva que tem de ser encarada. Isso seria resolvido se tivéssemos uma linha de crédito específica para quem atua de forma independente.

Dinheiro: O Ministério do Meio Ambiente é um impeditivo para o crescimento do setor que o sr. representa?

Camargo Neto:
Não. Todos os nossos contenciosos ambientais são antigos e existem muitos Termos de Ajustamento de Conduta, com o Ministério Público, que foram assinados e estão sendo cumpridos. A pressão agrícola e agropecuária sobre o meio ambiente tem mais relação com a região amazônica na qual a suinocultura não está presente.

Comentários   

0 Telmo Heinen
16 Junho 2008 - 19:48 pm

Nesta afirmação o Sr. Pedro acertou em cheio.
Entretanto no Serviço Público é assim mesmo que funciona. Você precisa montar um enorme programa para PROVAR que determinada idéia é furada... bem furada!
Tem coisas que são feitas para provar que elas são inviáveis.
1
0 Bertoldo Uiaquere de Oliveira Paiva
18 Junho 2008 - 03:04 am

É muito triste vermos que ainda persiste os desencontros do" cuidar e fazer" entre as varias regiões do Brasil, veja como os especialista de cada area e região , tem sempre uma visão diferenciada do que é o potencial agropecuario brasileiro. Cada região tem o seu potencial , devido ao clima/solo/tecnologias/investi mentos e vocação.Para nós do nordeste , principalmente no semi-árido , temos que "cuidar e fazer" 1º ) cuidar e fazer o dever de casa , isto é , temos potenciais - o que para muitos o nosso clima e solo são fatores que impede o desenvolvmento - para nós é ai que se encontra a segredo , basta fazermos o dever de classe - desenvolver e agregar tecnologias adaptável de acordo com o nosso potenciais naturais e vacacionais; 2º) São pequenos detalhes que passam desapercebidos pelos tecnocratas e até de autoridades em Dlis - Desenolvimento Local Integrado e Sustentável - para a Inclusão Socio-Economico , não precisamos de fazer investimentos e ocupar grandes areas continuas , pois o fator clima/solo não iriam beneficiar , e sim em pequenas areas beneficiando a todos e não em grandes areas continuas que só servem para degração ambiental , lucros das multinacionais de agrotéxicos e para grandes empresarios e apostam que só com a tecnologia tudo se resolve.
Veja a briga na surdina contra o Biodiesel no Nordeste .Para eles , a Soja é a solução . Para nós será Mamona e Pinhão Manso ,entre outras , quem viver verá , pois temos capacidade de expandir a produção por todo o Nosdeste em milhões de hectares , porém devemos sempre respeitar a nossa diversidade natural , sem agrotóxico, que alem de contaminar o solo , irá encher o caixa das multinacionais farmaceuticas.
2
0 otilio lorenzo
18 Junho 2008 - 06:07 am

CAMARGO NETO: VC JA PESQUISOU O GIRASSOL? NAO . É A UNUCA OLEAGINOSA QUE TEM OS 5 S
NITROGENIO, 12,5Þ PROTEINA NA MASSA VERDE =40TON HA PARA SILAGEM, 40KG DE MEL HA, 1200 LTS DE OLEO E 1300KG DE TORTA = A 36% DE PROTEINA PARA RAÇAO ANIMAL DADOS DA EMBRAPA , CATI EPAGRI ETC...
ELE DEVERIA PESQUISAR MAIS , AI VERIA QUE DEVE SE TIRAR DO PROCESSO DE PRODUÇAO DE BIO COMBUSTIVEIS O GRAO _S _O _J A_ PQ SO RENDE 16% DE OLEO E SUA TORTA TEM O MERCADO APOIADO NAS COMODITES DE CHICAGO , TUDO ISTO SEMPRE COM O DOMINIO DO TIO SAM VEJAM A ARGENTINA QTO ESTA EXPORTANDO DE OLEO DE GIRASSOL PARA A EUROPA

TEMOS QUE PESQUISAR MAIS, E TIRAR DOS POLITICOS BURROS O MANDO DE CAMPO NESTE SETOR
ABCS A TODOS
3
0 Carlos Henrique Oliveira Lemos
18 Junho 2008 - 07:09 am

O grande problema da seca no semi-árido precisando ser resolvido. Uma oleaginosa resistente, que dá em qualquer lugar e é a segunda planta mais produtiva, perdendo apenas para o dendê, o PINHÃO ROXO, NÃO É ALIMENTO. SERÁ QUE ALGUMAS PESSOAS NÃO ESTÃO DEFENDENDO INTERESSES ALHEIOS? O BIODIESEL É SIM UMA PROJETO VIVO. O BRASIL DOMINANDO O MERCADO ENERGÉTICO MUNDIAL É ALGO QUE AS GRANDES POTÊNCIAS NÃO QUEREM ADMITIR.
4
0 José S. Silva
18 Junho 2008 - 07:15 am

O Sr: Camargo, deveria observar o mundo em que vivemos de forma mais ampla, e refletir melhor sobre os seus argumentos equivocados sobre o Biodiesel, uma alternativa ao consumo do diesel derivado de petróleo, que apenas necessita de mais investimentos em P&D.
5
0 Marcio Mattos
18 Junho 2008 - 08:12 am

Como diz o nosso "sábio" Eike Baptista: Se quisermos chegar em algum lugar, façamos o que todos acham difícil e não pensemos no impossível, porque ele só existe na cabeça dos outros"
O afirmações do senhor Pedro Camargo só sinaliza que quem souber investir corretamente em biocombustíveis e tomar afirmações do senhor Pedro Camargo como um desafio, com certeza sairá na frente.
6
0 MESSIAS SOUSA
18 Junho 2008 - 08:53 am

ANTES DE IMPLANTAR MODELO E DISSEMINAR OPINIÕES COMO SE FOSSEM DONOS ABSOLUTOS DA VERDADE SOBRE OS BIOS, ACHO IMPORTANTE OBSERVAR AS PECULIARIDADES DE CADA REGIÃO. E DESCOBRIR AFINIDADES DOS PRODUTORES, CAPACIDADE PRODUTIVA DOS SOLOS, IMPACTO AMBIENTAL, ETC. ACHO QUE NÃO É SIMPLESMENTE DIZER LÁ DO ALTO QUE ISSO PODE E AQUILO NÃO PODE. VAMOS FAZER A COISA CERTA. DINHEIRO COMPRA QUASE TUDO...
7
0 Aurélio Rubio Neto
18 Junho 2008 - 10:05 am

Como alguns comentarios ja disseram, Pedro Camargo deveria aprimorar sua visão Holística sobre o Brasil, ois um país com tanta gente sem renda....sem trabalho, o biodiesel melhorou e irá melhorar a vida de muita gente. Esse belo exemplo de conservadorismo de Pedro, embora com tanto conhecimento, discordo de de seus argumentos, pois ele ja está inserido na sociedade, agora peço a ele que pense nos que ainda nao estão, que são muitos no Brasil.
8
0 Gilson Leite de Moura
18 Junho 2008 - 11:53 am

As afirmações desse cidadão me faz voltar no tempo e lembrar quanta besteira disseram os nossos economistas e quantas medidas equivocadas tomaram no passado os "sábios" da economia. É evidente que alguém que já foi presidente da sociedade rural brasileira não estaria a defender a micro destilaria nem o pequeno, nem o biodiesel do pequeno, mas isso me reporta a tempos atrás em que o pro álcool era atacado pelos falsos entendidos da época mesmo sendo hoje tão elogiado até pelo autor do artigo. Dizer que BRASIL é soja, carne e etanol é o mesmo que tirar do nosso mapa, o Nordeste e o Norte do país. Essa afirmação é de alguém que de tanto se envolver com a economia, o homem e seus problemas fica do lado, valendo exclusivamente o verde do dólar e o odor do dinheiro. O homem do nordeste e um programa que podia ser a redenção para eles só deve vigorar se trouxer muito dinheiro e satisfizer a economia daqueles que lidam com a bolsa de valores. Esse modelo concentrador precisa ser refeito porque os efeitos dessa política de exclusão do pequeno já começou a produzir uma sociedade revoltada na qual não existe segurança nem para o pequeno nem para o arrogante que conquistou recursos e acha que conquistou segurança absoluta. O momento em que vivemos obriga-nos a pensar soluções mais abrangentes do ponto de vista social mesmo que para isso reduzamos as tão propaladas exportações e o boi não exportado tenha como novo endereço a barriga de muitos cidadãos brasileiros que já contribuíram tanto para o progresso desse país com sua mão de obra explorada. Dinheiro nada valeria se não existisse o trabalho que o ganhou. Exportar é bom desde que de barriga cheia.
9
0 Almir Monteiro
19 Junho 2008 - 07:48 am

Não adianta pensar em econômia sustentavel e competitiva, se cada um olhar somente olha para o seu "umbigo."
O Biodiesel é um processo em construção, está ainda de fraldas no Brasil, temos que fazer vários ajustes, principalmente na sua sustentabilidade como programa nacional.
Hoje em dia as dificildaes para se interagir com o mercado internacional, são as barreiras sanitárias.
Vejamos, o mercado internacional principalmente o americano e europeu estão cada dia mais exigente nos aspectos sanitário e ambientes, nós brasilleiros é que temos seguir as regras do jogo.
Na suinocultura, O Brasil está de parabéns, porque em genética e tecnologia de produção e qualidade, não devemos nada a nenhum país do mundo, sigam em frente que atrás vem gente!!!
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0 Marcio Stolf
07 Julho 2008 - 10:28 am

No caso do Biodiesel, estamos na idade do bebê, que ainda não sabemos se quando crescer será um doutor ou um pedinte. Não esqueçamos, que o ciclo Diesel de motores de ignição por compressão, foi idealizado para usar combustiveis produzidos a partir de oleaginosas, e o petroleo entrou de carona.
Várias oleaginosas alimentos ou não, estão disponiveis para desenvolvimento e uso principalmente no norte e nordeste desse Brasil que tanto precisa desenvolver essas áreas, não é?
Enquanto isso vamos utilizando os resíduos de soja para aprender.
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