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Macaúba pode ser usada como matriz energética

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segunda, 07 abril 2008 . Jornal A Cidade – Ribeirão Preto/SP   
Revista BiodieselBR
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O empresário José Wilson Ricciardi, de Ribeirão Preto, desenvolve há três anos um plano de negócio que prevê o processamento da macaúba como matriz energética, em função da provável boa relação custo-benefício como alternativa à alta da soja. A decisão do governo federal em aumentar de 2% para 3% a quantidade de biodiesel misturado ao diesel, a partir de julho, pode favorecer a iniciativa.

Segundo Ricciardi, a macaúba é uma espécie de árvore (palmácea), de cachos grandes (com até 500 frutos, encontrada em abundância em matas desde o México até o Paraguai, passando pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Ricciardi comentou que a macaúba produz de 4 mil a 5 mil quilos de óleo por hectare. Ou seja, dez vezes mais que a soja, que fornece apenas 400 quilos de óleo em área de igual tamanho.

Outra vantagem apontada pelo estudo de Ricciardi atesta que o custo do litro do biodiesel a partir do óleo da macaúba ficaria entre R$ 0,70 e R$ 1,10. Dependendo do processo de industrialização e da logística, o valor seria, segundo ele, apenas um terço do preço do “combustível verde” obtido a partir do óleo de soja, cujo litro está cotado hoje entre R$ 1,90. Porém, perspectivas nada animadoras prevêem elevação do preço para R$ 2,50.

O óleo de soja representa atualmente cerca de 75% da produção nacional de óleo vegetal. Segundo Ricciardi, quando o “balanço energético” das empresas que se instalaram no Brasil para produzir biodiesel direcionou-se a partir desse cultivo, cada tonelada de óleo de soja

“A demanda internacional pela proteína da soja (a torta, fonte alta de proteína, atualmente vendida para a Europa) e com a entrada da China nesse mercado, hoje se fala em R$ 2,3 mil a R$ 2,5 mil (US$ 1.037 a US$ 1.150) por tonelada de óleo de soja. Então, estamos sem condições de usar o óleo de soja como matéria-prima para vender biodiesel”, afirmou ele.

No curto e médio prazo, essas empresas deverão migrar da soja para alguma palmácea, na avaliação do empresário. Além de citar a elevação do preço da soja, Ricciardi defendeu a utilização da macaúba, citando a suposta inviabilidade de outras oleaginosas pesquisadas para a produção do biodiesel.

Ele lembrou que a palmácea que resulta no óleo de dendê (encontrada apenas no Norte do Brasil) exige um índice pluviométrico (volume de chuvas) muito alto, para resultar em produtividade adequada. “Transferir a palma do Norte para cá e fazer irrigação seria inviável”, rechaçou.

Questionado sobre o pinhão manso (que será matéria-prima para produzir biodiesel em usina em construção no município de Porangatu, no Norte de Goiás), Ricciardi afirmou que essa espécie de arbusto tem uma produtividade “muito interessante” mas que o mesmo só serve para biodiesel.

Euclides Oliveira

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Revista BiodieselBR
Comentarios (5)add comment

Telmo Heinen disse:

  Alvisseras! Viva, temos mais um adepto correto. Só quem poderá suportar a oferta de óleos vegetais para combustivel, são plantas perenes.
Viva a Macauba! que além de óleo para diversas finalidades, deixa farelos e tortas comestíveis até para o ser humano.
1

7.04.2008 - 20:50

Missao Tanizaki disse:

  A Macauba é uma espécie PERENE e nas suas entrelinhas o agricultor pode cultivadar os produtos de subsistências, porém ela é restrita a qualidade do solo e índicie pluviométrico.

A Pachira Aquatica, vulgarmente denominada MONGUBA, também, é uma espécie PERENE, mas que apresenta a vantagem de ser menos exigente quanto qualidade do solo e suporte bem baixos índices pluviométrico. Alguns trabalhos de pesquisa quanto a sua composição química já foram realizados, mas infelizmente carece de pesquisas que determine a variedade, espaçamentos, e demais quisitos importantes para se estabelecer a sua cultura.

MISSAO TANIZAKI
Fiscal Federal Agropecuário
Bacharel em Química
missao.tanizaki@agricultura.gov.br

TUDO POR UM BRASIL / MUNDO MELHOR

2

8.04.2008 - 08:55

Ananias Baracuhy disse:

  Essa matéria está falando do que já tivemos oportunidade de dizer (Eu e Vários Internautas) que o programa de biodiesel está usando a soja como assessória do programa pois a soja não é uma planta oleífera de qualidade,seus grãos dão apenas 20% de óleo contra as palmáceas que vão de 50 a 60% e mais,a produtividade das palmáceas por hc.chega a ser até 8 vezes ou mais do que a de soja....além de serem perenes.
Além do mais,a soja é direcionada para alimentos Em mercado que não pára de crescer...
3

8.04.2008 - 11:06

LEOPOLDO HEITOR PAIM disse:

  QUANDO UMA OLEAGINOSA EM ESPECIAL FOR PLANTADA EM CONSORCIO COM DOIS TUBÉRCULOS RICOS EM AMIDO..... NO SEMI ÁRIDO BRASILEIRO..... O BRASIL SERÁ REFERÊNCIA MUNDIAL NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL!!!!!
LEOPOLDO HEITOR PAIM
ENG FLORESTAL
4

10.04.2008 - 19:16

Adejar Vicente dos Santos disse:

  Até podemos aceitar um possível resultado com a oleaginosa Pinhão Manso. Mas será que os SEM TERRAS será o grande produtor dessa matéria-prima. Pagamos para ver. Outra visão dificultada será a torta produzida no esmagamento do Pinhão Manso. Ela, a torta, por certo será altamente tóxima. Não conhecemos informações seguras quanto ao destino da tal torma de Pinhão Manso. De manso ele não tem nada. Mas estamos a receber mais notícias.
Já o Girassol pode até ser viável mas, tudo indica dificuldades para frente. Recentemente visitei a cidade de Chapadão do Céu, no Sul do Estado e lá convercei com diversos grandes produtores de soja/milho/sorgo e todos me disseram que o Girassol é uma cultura inviável pois, suga a terra e não devolve nada de matéria orgânica e ainda, ao ser cortado pela colheitadeira na ocasião da colheita, este deixa na frente dos pneus das máquinas um touquinho/espinho, destruidor dos pneus das máquinas, elevando assim o preço da colheita. Isto foi o que ouvi, a resposta afirmativa ou negativa está com os técnicos e produtores.
5

18.04.2008 - 22:26

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