Faça sua Assinatura
  Mapa das Usinas de biodiesel 2009
Esqueceu a Senha? Ainda nao tem uma conta? Registrar
 

O verdadeiro PORTAL do BIODIESEL

Catálogo do biodiesel 2010
Início arrow Notícias arrow Londres testa ônibus movidos a hidrogênio

Todas as usinas de biodiesel do Brasil

Acesse a ficha completa das fábricas do país. Com as informações de contato

Londres testa ônibus movidos a hidrogênio

Imprimir E-mail
segunda, 26 dezembro 2005 . BBC Brasil   
Catálogo do Biodiesel 2010
Comprar

Londres, junto com outras cidades na Europa, Austrália e China, está testando ônibus movidos a hidrogênio, combustível que é visto como um dos mais promissores substitutos dos derivados do petróleo

O ônibus a hidrogênio não emite poluentes – solta apenas vapor d´água.

Três ônibus movidos a hidrogênio rodam diariamente na capital britânica como parte da linha RV1, uma das que percorrem a região central da cidade.

O veículo possui uma célula combustível que combina o hidrogênio com o oxigênio capturado do ar, produzindo energia elétrica e vapor d´água. É essa a energia usada pelo motor elétrico do ônibus.

O projeto começou em 2004 e deveria terminar em dezembro de 2005, mas foi estendido até 2006, graças a seu bom desempenho e à necessidade de torná-lo mais conhecido da população.

Desempenho

"Os ônibus têm se mostrado muito mais confiáveis do que nós esperávamos quando o projeto começou, levando em conta que se trata de uma nova tecnologia”, diz Mike Weston, diretor de operações da TFL (Transportes para Londres), que administra o sistema de metrô e ônibus da cidade.

O teste faz parte de uma iniciativa da União Européia, que co-financia os projetos das cidades. Em Londres, perto de US$ 8,5 milhões (cerca de R$ 20 milhões) serão investidos no projeto até 2006, informa a TFL, que realiza o projeto em parceria com a alemã DaimlerChrysler, que fabrica os veículos, a BP, responsável pelo abastecimento, e a BOC, que fornece o hidrogênio.

Segundo Weston, os veículos quase não quebram, rodando em 90% do tempo total em que eles ficam disponíveis nas ruas. A desvantagem em relação aos ônibus a diesel é pequena, em torno de 5 pontos percentuais.

O que ainda mais preocupa o responsáveis pelo projeto é que os ônibus a hidrogênio só rodam no máximo 12 horas por dia, enquanto o veículos a diesel operam de 18h a 20 h.

Eles rodam menos tempo por causa de uma limitação no tanque que armazena o hidrogênio no teto do ônibus.

Como é um gás pouco denso, o hidrogênio ocupa um grande espaço no tanque. Uma das soluções para isso seria usar uma bateria, que seria ligada quando o hidrogênio terminasse.

A idéia é que a bateria acumule as sobras da energia gerada enquanto os veículos rodam nas ruas. Hoje esse excesso é desperdiçado. A bateria está sendo desenvolvida pela DaimlerChrysler, que fábrica os ônibus a hidrogênio.

Custo ainda elevado

Outra barreira a ser vencida é o custo dos ônibus a hidrogênio, oito a dez vezes mais caro que o veículo a diesel, que custa de US$ 170 mil a US$ 340 mil.

O diretor da TFL prevê, porém, que os custos tendem a declinar acentuadamente com o aumento na produção dos veículos, igualando-se aos custos dos veículos a diesel em cinco a dez anos.

Há, ainda, o desafio de tornar o hidrogênio um aliado nos esforços para reduzir as emissões de gás carbônico, considerado o principal vilão do aquecimento do planeta, que está provocando o derretimento das geleiras e alterando o clima.

No entanto, nem sempre o processo de obtenção do hidrogênio – que não existe isolado na natureza – é isento de liberar dióxido de carbono na atmosfera.

Enquanto em Reykjavik, capital da Islândia, o hidrogênio para os ônibus é obtido por meio de energia geotérmica e hidráulica, sem liberar carbono, Londres está usando gás natural.

As moléculas do metano (CH4), que compõe 95% do gás natural, são quebradas por meio de um processo termal, para separar o hidrogênio do carbono.

Fontes renováveis

"Quando produzimos hidrogênio a partir do gás natural, conseguimos um pequeno benefício em termos de redução das emissões de gás carbônico. Gostaríamos de produzir hidrogênio a partir de recursos renováveis, como a energia eólica", diz David Hart, chefe de pesquisa em hidrogênio e célula combustível do Imperial College, de Londres.

O problema, porém, admite Hart, é que obter hidrogênio a partir de energias renováveis ainda é um processo muito caro. Além disso, há dificuldades tecnológicas a serem vencidas.

Diferentemente do gás natural, em que se emprega um método termal, com fontes renováveis, como o vento ou a solar, gera-se eletricidade para ativar a eletrólise da água e separar as moléculas de hidrogênio e oxigênio. “Não é um processo fácil”, diz Hart.
A BOC, empresa que fornece o hidrogênio para os ônibus em Londres, diz que, além das fontes renováveis, outra opção será guardar o carbono liberado em tanques subterrâneos, quando o combustível for obtido a partir do gás natural.

Percepção pública

O assunto ainda é algo distante do público, outro motivo que levou Londres a estender por mais um ano o teste dos três ônibus.

Embora eles sejam mais silenciosos e informem que são movidos a hidrogênio, muitos em Londres ainda não perceberam a diferença, mesmo que viaje diriamente nesses veículos.

"Não sabia que ele era movido a hidrogênio. Você sabia? Eu não tinha notado isso", diz Wendy Hardo a sua coleta Nicola Brown, ao responderem se sabem que estão dentro de um ônibus movido a hidrogênio.

Nicola parece estar um pouco melhor informada sobre o projeto. "É um ônibus elétrico. Se você está atrás do ônibus, você não recebe toda aquela fumaça. Isso é muito melhor. Fora isso, não há uma grande diferença. É tão bom quanto o ônibus convenciona. De certo, ele é bom para o meio ambiente.”

Ainda há um longo caminho a percorrer para que o hidrogênio se torne algo corriqueiro, como prevê o cientista David Hart.

"Veremos os primeiros veículos movidos a hidrogênio chegarem ao consumidor nos próximos cinco a dez anos. Mas a mudança completa do sistema de transporte só se dará daqui a uns 50 anos, mesmo se você é muito otimista sobre o uso do hidrogênio."


Revista BiodieselBR
Comentarios (3)add comment

Luis Paulo :

...
como é que o hidrogenio produz uma reação quimicas fazendo o onibus funcionar sem poluir o ar ?
 
12.02.2008 - 21:44
Votos: +0

Daniel Ramos :

Respondendo a LUIS PAULO
É quando o hidrogenio queima, ele utiliza particulas de oxigenio para a combustão, as particulas se fundem e o que é liberado pela reação quimica é vapor de H2O, ou seja, vapor d'agua.
 
16.12.2008 - 23:15
Votos: +1

ERICOKARATEKA :

Uma mentirinha bem contada!
CARRO MOVIDO A ÁGUA (BORO)

Duvido que a idéia seja “recente”, mas pelo simples fato de diminuir nossa dependência por hidrocarbonetos, confesso que foi bem conveniente! Mas não o “milagre” que esperávamos solucionar todos os nossos problemas!

Mas a propósito, em minha opinião, vejo mais como um carro movido a Boro do que a H2O como sugere a publicidade especulativa.

Para cada litro de Água será necessário adicionar 400g de Boro mineral (em pó) em um determinado reservatório. Já quanto ao desempenho (Km por litros d’água) vai depender muito das dimensões do veículo e da complexidade do motor, como é com qualquer veículo, não variando muito dos carros a hidrocarbonetos.

Ah! Ao contrário do imaginado, este carro produz resíduos sim! O Óxido de Boro. Porém, não sai no escapamento, fica armazenado.

Entra Água e sai Água Quente (vapor), no entanto, entra Boro Mineral e sai Trióxido de Boro devido à equação: 3H2O + B2 = B2O3 + 3H2+. Aí sim o íon H2+ será usado de combustível e o O2, do Ar Atmosférico, de comburente na seguinte reação: 2H2+ + O2 = 2H2O + ENERGIA (calor).

POIS ENERGIA NÃO SE CRIA NEM SE DESTRÓI, APENAS SE RENOVA!

Em países Desenvolvidos o Oxido de Boro (armazenado em um compartimento do carro) irá para usinas de tratamento, onde será utilizado Energia Elétrica em reações químicas, para separar o Oxigênio do Boro tornando-o reutilizável.

Já em países subdesenvolvidos, sabemos que este óxido poderá não ser tratado como se deve, sendo descartado na natureza poluindo rios, o ar e a terra e sabe-se lá o impacto quantitativo que isso poderá causar. Sem contar a dependência que estes países terão de países exportadores de Boro.

Em nível de curiosidade, a Turquia, detentora de 78% das jazidas de Boro conhecidas, já anunciou, provavelmente devido a esta “descoberta”, que não mais privatizará suas minas (enquanto não for pressionada, é claro!).

Sem contar a manutenção de um veículo desses. Trocas de catalisadores e filtros, todos feitos com materiais mais raros como a Platina.

Bom por um lado, ruim por outro! Ainda bem que é pra 2020!
Acho que dá tempo pra idéia amadurecer!

 
2.07.2009 - 20:17
Votos: +0

Escreva seu Comentario
menor | maior

busy
 



Mapa do Biodiesel

Guia do Biodiesel

Análises Semanais

Comentários

Para finalizar  Após estes 5 anos de discussão, aprendemos que u...
Projeto escolar interdisciplinar  Se pudéssemos comunicar com todas as autoridades ...
poderosa  De onde será que esta vindo tanto biodiesel? Se r...
sentimento  Caro amigo Quando se fala em energia não se esque...
Quem diria.....  Será que meu bisavô um dia imaginou que uma pess...
 o desfexo final de um evento de pesquisa no Brasil...
Mais comentários...