Leilão de biodiesel testará mercado para mistura de 5% |
|
|
| segunda, 12 fevereiro 2007 . DCI | |||||||||||||||||
|
O quinto leilão de biodiesel que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza amanhã é o primeiro teste da disposição do mercado em produzir os 2,4 bilhões de litros necessários para a adoção da mistura de 5% do biocombustível ao diesel. No último sábado, o presidente Lula afirmou na inauguração de uma fábrica da Brasil Ecodiesel em Iraquara (BA) que a porcentagem, antes programada para ser obrigatória a partir de 2013, será antecipada para 2010. Catarina Pezzo, coordenadora de projetos do Pólo Nacional de Biocombustíveis, explica que os quatro primeiro leilões comercializaram 840 milhões de litros de biodiesel, o suficiente para garantir o suprimento da mistura de 2% que começa a valer em 2008. “O quinto leilão tem a expectativa de avaliar o mercado, de forma a orientar as políticas do governo”, diz a especialista do pólo, ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP). No leilão de amanhã, a Petrobras vai adquirir 50 milhões de litros de biodiesel, para entrega até dezembro deste ano. Por isso, a possibilidade de venda fica restrita às fábricas já existentes, o que torna grande a expectativa sobre a tendência de preços de agora em diante. “Presenciamos agressividade exagerada de alguns concorrentes nos leilões anteriores”, diz a diretora financeira da Granol, Paula Regina Ferreira. A empresa terá uma capacidade de produção anual de 320 milhões de litros até o fim do ano. Paula prevê que o preço médio do biodiesel no leilão de amanhã ficará acima do R$ 1,747 registrado no último leilão, já que apenas fábricas prontas poderão participar. No último leilão, realizado em julho de 2006, a Brasil Ecodiesel vendeu 428 milhões de litros a R$ 1,73, enquanto a Granol forneceu apenas 1,8 milhão de litros, pelo preço mais alto entre as ofertas vencedoras: R$ 1,90. “Os preços deverão se situar num patamar mais realista e menos especulativo do que nos leilões anteriores, onde puderam entrar também empresas com projetos de biodiesel e sem know-how dos riscos ou dos custos efetivos de operação”, acredita a executiva. A Granol, uma esmagadora de soja com mais de 40 anos, iniciou a atuação no biodiesel com o arrendamento de uma planta em Campinas, de 60 milhões de litros por ano, que está em manutenção. Já está operando uma fábrica de 120 milhões de litros em Anápolis (GO) e inaugura ainda este ano uma unidade de 140 milhões de litros em Cachoeira do Sul (RS). Paula diz que a Granol só oferta volumes de biodiesel para os quais a empresa tem condições de fazer hedge (proteção contra alta ou baixa nos preços) da matéria-prima, no caso a soja. Mas Catarina, do Pólo Nacional de Biocombustíveis, avalia que a saída para a produção viável de biodiesel é justamente as empresas se desligarem do mercado de commodities agrícolas, disputadas com a produção de alimentos. A expectativa de Catarina é que os preços médios do biodiesel continuem caindo, à medida que novas tecnologias e matérias-primas são acrescentadas à produção. Para ela, a recente alta nos preços da soja é um desafio à produção lucrativa, mas deve forçar os produtores a buscar fontes de óleo mais baratas, como o sebo bovino. A coordenadora do Pólo Nacional de Biocombustíveis avalia que os leilões só deverão ser suspensos quando da inclusão obrigatória dos 5%. Na opinião dela, esse será o momento no qual o mercado terá oferta e demanda que poderão se regular sozinhas. “A tendência é que o mercado de biodiesel se iguale ao do álcool quando os leilões acabarem”, diz Catarina. As usinas vão comercializar o biodiesel diretamente com as distribuidoras de combustíveis, que por sua vez venderão o diesel já com 5% de biodiesel aos postos, como ocorre com o álcool anidro misturado à gasolina. A Brasil Ecodiesel, maior produtora do País, tem sua base de produção na mamona e utiliza a soja apenas para complementar a produção, o que segundo a empresa garante os baixos custos. A planta de Iraquara será responsável pela entrega de 80 milhões de litros de biodiesel até o fim do ano. Na inauguração da unidade, Lula afirmou ainda que o governo está “trabalhando para que um dia a indústria brasileira possa produzir um motor a biodiesel, para não ter de fazer mistura”. Luiz Silveira Textos Relacionados:
![]() Comentarios (5)
![]()
Telmo Heinen - Formosa (GO) :
|
|||||||||||||||||
|
Não ter de fazer mistura... Na inauguração da unidade, Lula afirmou ainda que o governo está “trabalhando para que um dia a indústria brasileira possa produzir um motor a biodiesel, para não ter de fazer mistura”. Se fosse bem sabido ou bem assistido, mandaria fabricar um motor para utilizar óleo vegetal virgem, simplesmente filtrado. Nosso futuro seria outro!!! |
|
|
Motor a Diesel "trabalhando para que um dia a indústria brasileira possa produzir um motor a biodiesel, para não ter de fazer mistura" - Os motores a biodiesel já não existem??? Não são os mesmos que utilizam o petrodiesel??? Há apenas que, no máximo, fazer alguns ajustes mecânicos!!! |
|
|
Custo Brasil Porque a Petrobrás não libera o refino, mistura e comercialização dos combustíveis? O samba do crioulo doido, com caminhões passeando pelos estados é fazer rir português. Com o biodíesel teremos grandes produtores de matéria prima pagando mais pelo combustível. Pode? Viva a lógica tupiniquim . . . |
|
|
Politicos e a lógica A lógica da política é que a política não tem lógica. Confunde-se com a lógica "tupiniquim" (Para que fazer fácil se dá para complicar) Além do passeio do álcool e também será o de biodiesel, ainda tem gente inventando tirar o Hidrogenio do álcool... Ora bolas, que já tem o álcool, anda logo é com motor a álcool e não fica inventando motor a hidrogenio tirado do álcool... Que diferença faz para o óleo diesel, misturar 2% de biodiesel ou 2% de óleo de soja do Supermercado? Até 15% não faz diferença nenhuma... Por isto era melhor mudar, nos motores novos, a capacidade para utilizar óleos vegetais virgens, simplesmente filtrados... |
|