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Hubner: não há risco de faltar biodiesel para mistura

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sexta, 28 dezembro 2007 . Agência Estado   
Revista BiodieselBR
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Brasília - O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, afirmou hoje que "não existe risco" de faltar biodiesel no mercado com a entrada em vigor, na próxima terça-feira (1º), da lei que determina que todo o diesel mineral vendido no País contenha 2% de biodiesel (o chamado B-2). "A capacidade instalada de produção de biodiesel é três vezes superior ao que é necessário para atender à exigência legal", disse Hubner.

Segundo ele, as usinas instaladas no País têm capacidade para produzir 2,5 bilhões de litros de biodiesel por ano, enquanto a necessidade é de aproximadamente 840 milhões de litros por ano. Hubner disse que as distribuidoras já contrataram 99% do biodiesel que precisarão utilizar nos próximos seis meses. "Podemos ter um ou outro problema isolado, mas a logística de distribuição está muito bem montada", afirmou. Acrescentou que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) fiscalizará os postos e as distribuidoras para saber se a mistura de 2% está sendo cumprida. A punição para as distribuidoras e postos que não fizerem a adição do biodiesel é a de não poderem comercializar o diesel mineral.

Preço

Hubner disse acreditar que a mistura não elevará o preço do combustível, apesar de o biodiesel ser mais caro do que o diesel comum. "Acredito que não haverá aumento de preço para o consumidor. Acho que o mercado vai regular isso sozinho", afirmou o ministro. Observou que o mercado do varejo é livre, mas, segundo ele, o aumento de custo para distribuidores e postos com a compra de biodiesel é inferior às diferentes margens de lucro em uma mesma região e entre diferentes regiões do País.

"Acreditamos que os postos vão usar o biodiesel como estratégia de marketing e, por isso, não acreditamos em impacto no preço", afirmou Hubner. Acrescentou que a adição de 2% de biodiesel a partir de 1º de janeiro terá um efeito positivo na balança comercial brasileira de cerca de R$ 900 milhões, em 2008, que será proporcionado pela redução na importação de diesel. Em 2007, o Brasil importou 7% do diesel mineral que consumiu. (Leonardo Goy)

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Comentarios (4)add comment

Ananias Baracuhy :

Biodiesel x B2
Nós sabemos que temos capacidade esmagadora sobrando,houve até um exagero na conseção de créditos para instalar tantas esmagadoras...Sabemos também que o nosso problema não é falta de industria para esmagar e sim,disponibilidade de matéria-prima e o programa de biodiesel para fazer a B2 está dependente de 80% de soja,4% de algodão e o restante está distribuido entre sebo de boi e ouras oleoginosas menos plantadas.
Até agora não se viu um empenho em incentivar plantios de palmáceas tais como: dendê,macaúba,desenvolver processos industriais para extrair óleo de babaçú e etc...além da falta de incentivo ao pinhão manso,portanto ficando o programa dependente da soja que está em alta de preços e com três focos de demanda muito fortes que são:aumento de consumo na Índia e na China,são 50 000 000 de bocas que entram todos os anos,redução de área de soja cultivada nos EUA para se plantar milho para produzir etanol e a procura para se fazer biodiesel.
Portanto,na minha opinião não há muito o que comemorar ainda, uma vez que estamos dependentes de uma agricultura de soja que não é uma oleoginosa muito significativa em produtividade de óleo e as palmáceas principalmente,não deslancharam nenhum programa de intensificação de suas produções.

Para o programa se segurar com essa dependência,irá precisar de subsídios e não o que acabamos de ver nesses leilões,acontecer oferta de bioóleo com deságio...esses grupos que venderam bioóleo a R$ 1,86 vão amargurar grandes prejuisos ou estão blefando para se beneficiarem de prováveis subsídios...

Não acho certo a ANP aceitar esse tipo de jogo...
 
28.12.2007 - 18:36
Votos: +0

Telmo Heinen :

Perenes
Só culturas perenes são capazes de produzir óleos vegetais com preço inferior a US$ 700.00 por t de 1.092 Litros.
Cadê as iniciativas ? Nosso esforço, eu, Ananias, Carlos e muitos Professores de Universidades e outras pessoas, não somos ouvidos porque a Midia Abobalhante tem outros interesses...

Preferem dar ouvidos a outras bobagens, é só reparar...

Biodiesel feito a partir de óleos vegetais com preço acima de 700 dólares a tonelada se torna inviável.

Só para lembrar, foi decidido fazer biodiesel para tirar a soja dos preços baixos em que se encontrava... assim como os americanos decidiram fazer etanol do milho quando este valia o irrisório prêço de US$ 3.00 porsc/60 kg - Evidentemente que as decisões foram tomadas,visando tirar estes produtos agrícolas dos preços baixos em que se encontravam...

Por falta de conhecimento, teve alguns ignóbeis investindo fortunas em fábricas, no pensamento que aqueles preços baixos continuariam...

Bem feito para eles. Por isto eu não tenho nenhum dó desses mentecaptos e muito menos compaixão por causa do seu chôro...

Tem que tomar no "ôlho" (cego) para aprender... he he he

 
28.12.2007 - 20:04
Votos: +0

Helbert Zanatta :

...
Bom, eu, na minha insignificância de recém-saído da universidade de Relações Internacionais, gostaria de saber qual a verdadeira posição dos professores Telmo e Ananias com relação ao biodiesel. Não creio que o biodiesel, no Brasil, tenha se "agarrado" à soja somente pelo fator preço baixo. Não há como negar que a soja seja a cultura oleaginosa mais tradicional, mais dominada e mais produzida no país, portanto, não é de se estranhar que se tornaria, pelo menos de início, a maior fonte de extração de óleo.
É evidente que alguma medida contra o aquecimento global teria de ser tomada, e o que nosso país pode de melhor oferecer são as bioenergias, dentre as bioenergias, produzimos o biodiesel, e o biodiesel deve ser produzido de alguma oleaginosa, e a oleaginosa mais farta pra nós é a soja, portanto...
Claro que outras alternativas devem ser levadas mais a sério, alternativas estas muito mais rentáveis do que a soja. Creio que devem ser dados mais incentivos ao cultivo e aprimoramento das outras fontes de produção de óleo biocombustível, e descentralizar o poder das mãos da Petrobrás, pois é inviável para pequenos produtores vender biodiesel, a não ser para a própria Petrobrás, ou para seu próprio consumo.
Acredito que não devemos desestimular quem quer investir no setor, mas sim estimular o setor a abrir seu leque de opções.
 
7.01.2008 - 16:02
Votos: +0

Ananias Baracuhy :

Biodiesel x orígem das meterias-prima
Meu caro Herbert Zanatta,nossa visão sobre biodiesel é que basicamente o biodiesel terá que ser produzido por plantas de comprovada vocação oleífera.Nesta classificação estão em primeiro lugar as palmáceas,plantas que produzem de 40 50% de óleo.Estas plantas têm que ser plantadas e têm-se que esperar de 5 a 7 anos para o início de produção.
No Brasil já tem muito dendê em faze de produção o que ajuda,existe uma imensa floresta de babaçú mas precisa de tecnologia para extrair o óleo,mas ajuda,na amazônia temos muito dendê para se ter um bom começo e etc...mas tudo isso diante do que se precisa,será preciso um grande esforço de produção com produtividade para desfrutarmos desse potencial...por outro lado,o Pinhão Manso que é uma euforbiácea boa produtora de óleo,se encontra bem prestigiada lá na Índia entre outros países e aqui,sua terra nativa,está proibido de se plantar... é um retrocesso.Quanto a mamona,os Indianos por ex.,que conhecem muito bem esta cultura,não quiseram adotar essa planta como matriz para produção de óleo e porque?porque a produtividade /ha.é pequena,em torno de 400 a 600 lt./ha.Nós focamos muito essa planta para biodiesel e acredito ter sido um erro estratégico,nos conforta a possibilidade de ser aproveitado para lubrificantes que terá valor para remunerar esse valioso óleo...
Ficamos com as agriculturas de soja e algodão,plantas de baixo teores oleíferos para alimentar um programa gigante desse!!!
O algodão só consegue participar com 4 a 5% da B2,apesar de ser cultura tradicional seu volume é relativamente pequeno para nossas necessidades....
Ficou a soja que tem volume de produção mas não é uma oleoginosa de vocação além de seu uso na alimentação ser de tamanho astronômico em escala internacional.Resultado,com quatro grandes focos de demanda que são:aumento de consumo na China e na Índia,são mais de 50 000 000 de bocas a cada ano,os Americanos estão plantando mais milho em prejuiso à produção de soja e mais a procura para biodiesel...resultado,aumento de preço e está ascendente,inviabilisando seu uso para bioóleo mesmo que venha subsídio,terá que ser muito alto o preço...Portanto,soja como matriz produtora de biodiesel no Brasil é sinônimo de altos subsídios,atualmente o Barril de óleo de soja já passa dos US$ 150,00 ...
O sebo bovino,gordura de porco e de aves não terão volume para acompanhar a gigante demanda que se avisinha já com a B5 em 2010.
Portanto,temos que cair em campo e começar e já atrasados,a produção de plantas oleíferas que são as palmáceas e os pinhão manso,tungue,cambre,etc...
Poderemos acrescentar mais comentários...
Meu E-Mail é - ananiasbn@oi.com.br
 
7.01.2008 - 18:46
Votos: +0

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