Biodiesel: O fruto é tão bom quanto a semente
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quinta, 02 agosto 2007
. Gazeta do Sul
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A constante preocupação com o aquecimento global faz com que haja uma busca contínua por combustíveis renováveis-biodegradáveis que nos tornariam menos dependentes do petróleo, diminuiriam as emissões de CO2 e, dessa forma, causariam um impacto significativamente menor no aquecimento ambiental do planeta.
Atualmente, o combustível renovável mais em alta é o biodiesel, obtido a partir da transesterificação de óleos vegetais com álcoois, através da catálise básica ou ainda pela esterificação desses materiais na presença de catalisadores ácidos. O óleo vegetal é um triglicerídeo que, sob a ação de um catalisador básico, ou mesmo ácido, e na presença de um álcool (geralmente metanol ou etanol), sofre uma transesterificação formando três moléculas de ésteres metílicos ou etílicos dos ácidos graxos, e libera glicerina como subproduto da produção do biocombustível.
Podemos dizer que o biodiesel é uma semente que gera bons frutos, pois, ao contrário de muitos processos industriais, a produção do biodiesel não gera resíduos altamente tóxicos, de difícil manutenção ou que necessitem ser armazenados infinitamente para não poluir o ambiente.
A glicerina, ou glicerol, bendito fruto do biodiesel, que compõe cerca de 10% do produto formado na reação de obtenção do biocombustível, apresenta tantas utilidades quanto este. Contudo, é de suma importância que haja um planejamento para que seja dado ao fruto um destino compatível com suas propriedades, agregando, dessa forma, valor ao produto. O glicerol tem mais de uma dezena de utilidades, principalmente na indústria química. Ele é empregado, por exemplo, na área médico-hospitalar-farmacêutica, indústria têxtil, indústria de alimentos e bebidas, indústria do papel.
O biodiesel ganhou tamanha importância pelo fato de que substitui total ou parcialmente o óleo diesel ou petróleo nos motores automotivos (de caminhões, tratores, automóveis, etc.) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc) e, aliado a essas utilidades, ele ainda diminui o impacto ambiental.
Além disso, acredito que tão importante quanto essa junção, é justamente o fato de que não resultará disso um produto que venha a causar danos de qualquer espécie à população e/ou meio ambiente. Nesse caso, o fruto, glicerol, é tão bom quanto a sua própria semente, o biodiesel.
Joana Elisa da Rocha/Aluna do Curso de Química Industrial/Unisc
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