Feliz Natal: indústria de biodiesel pode iniciar produção este mês
A indústria foi implantada por um grupo de empresários locais, que formaram uma cooperativa, e este mês deve iniciar a produção em caráter experimental. A começou a ser construída ainda no ano passado, em um terreno com dez hectares, e era para funcionar em janeiro. Porém, devido as chuvas, o ritmo das obras diminuiu. A obra já foi concluída e os equipamentos estão sendo instalados, confirmou o presidente da Cooperativa de Feliz Natal (Cooperfeliz), Leandro Martins.
O galpão onde será produzido biodiesel tem cerca de 800 metros quadrados. A produção sera feita com óleo degomado de soja, de algodão e sebo de boi. Por enquanto, o pinhão manso produzido em dois assentamentos da região ainda não será usado, pois a demanda não é suficiente. A produção diária deve ser de 20 mil litros, mas pode chegar a 50 mil.
“Está tudo regularizada com a Agência Nacional de Petróleo e praticamente pronta para começar a produzir”, disse Martins, ao Só Notícias. A empresa deve fomentar o desenvolvimento do município com a geração de empregos diretos e indiretos. Do Nortão esta é a segunda indústria que trabalhará com o biodiesel. Uma outra em Sorriso também está prestes a iniciar a produção.
Além de ser uma fonte de energia renovável, que não polui o meio ambiente, o biocombustível é uma alternativa para aproveitar a matéria-prima que excede no mercado. A região Norte é rica na produção de soja, mas acaba pagando mais caro pelo óleo diesel, o que pode ser revertido com a fabricação do biodiesel.
Cooperfeliz Biodiesel será inaugurada este mês (Gazeta Digital)
Sem requerer benefícios fiscais, 30 membros da Cooperativa de Feliz Natal (Cooperfeliz), formada por empresários e agricultores, devem inaugurar a usina de biodiesel local até o final deste mês. A capacidade de produção será de 20 mil litros diários, com expectativa de chegar a 50 mil litros por dia. O galpão da usina tem 800 metros quadrados e vai funcionar em um terreno de 10 hectares.
O uso será para consumo próprio dos cooperados. Nos próximos dias deve começar a fase de testes e chegar ao final o processo de regularização junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo o presidente da cooperativa, Leandro Martins, as planilhas de custos ainda não estão fechadas, mas estima-se que os gastos com a unidade já chegaram a R$ 1,5 milhão.
A usina idealizada em agosto do ano passado pelos associados da Cooperfeliz tinha a previsão de início das atividades em janeiro deste ano, mas as chuvas obrigaram a reduzir o ritmo das obras.
Além de utilizar como óleo vegetal o líquido extraído do grão de soja, algodão e sebo de boi, a principal mistura para a fabricação do biodiesel será o pinhão-manso. "Com essa matéria-prima vamos gerar cerca de 500 empregos, entre diretos e indiretos".
O reagente utilizado pela Cooperfeliz para a elaboração do biodiesel será o metanol, adquirido na indústria fluminense, Prosint, especializada na fabricação do produto.


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