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Biodiesel

FAO aposta na bioenergia como chave para a redução da fome


Agência EFE - 29 nov 1999 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:21

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) afirmou nesta quinta-feira que aumentar o uso da bioenergia beneficiaria "a diversificação da segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável" para reduzir a fome no mundo.

A intenção da FAO é que em 2015 o número de famintos no mundo, que agora supera oitocentos milhões, tenha sido reduzido a quatrocentos milhões.

No Comitê Agrícola da FAO, que começou nesta quarta-feira e terminará no dia 16 de abril, foi apresentado nesta quinta um documento que pede a potencialização da bioenergia e o aproveitamento da agricultura e da silvicultura como principais fontes energéticas.

A bioenergia é o conjunto de biocombustíveis, como os recursos florestais, produtos e resíduos agrícolas, das criações de gado, e industriais que possam ser empregados como fonte de energia através da sua combustão.

A bioenergia inclui elementos como a lenha, o carvão vegetal, o milho, a cana de açúcar e o álcool etílico.

Através dos recursos agrícolas e dos florestais (silvícolas), a FAO lembra que transformá-los em fontes energéticas pode ajudar "cerca de dois bilhões de pessoas, em sua maioria de zonas rurais de países subdesenvolvidos, que ainda não possuem eletricidade ou outros serviços modernos de energia".

Visando a substituir lentamente os combustíveis fósseis importados e a reforçar a segurança energética nacional, a FAO propõe fixar programas e estratégias nacionais para utilizar a biomassa como fonte de energia capaz de gerar calor e eletricidade a partir de recursos naturais.

O especialista da FAO Gustavo Best afirmou que "é necessário ordenar adequadamente a produção e o uso dos biocombustíveis para facilitar a chegada dos serviços energéticos às pessoas mais pobres, e beneficiar a segurança alimentícia e o desenvolvimento sustentável".

O uso da biomassa, afirma o relatório, beneficia o desenvolvimento econômico, suscita o interesse das pequenas e médias empresas por investir em novas oportunidades no setor e gera renda e emprego para os camponeses.

O documento afirma que tanto para a União Européia como para os EUA "é possível, a curto prazo, a substituição de até 13% dos combustíveis derivados do petróleo por combustíveis líquidos, como álcool etílico e biodiesel", algo que beneficia os camponeses pobres e atenua o efeito negativo da mudança climática.