Esalq faz pesquisa sobre biodiesel
A Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), sede do Pólo Nacional de Biocombustíveis, já realiza pesquisas sobre biodiesel a partir de óleos vegetais.
Os estudos estão sendo realizados no Laboratório de Óleos e Gorduras e coordenados pelas professoras Marisa Bismara Regitano D'Arce e Roseli Aparecida Ferrari.
Roseli Ferrari usa dados da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) para informar que, apenas o excedente do óleo de soja, já supera a quantidade necessária para a adição de 2% de biodiesel no diesel de petróleo, previsto inicialmente pelo Programa Nacional de Biodiesel. Ela informa que, na Esalq, as pesquisas vão abranger óleos derivados de diversas outras espécies.
"O Brasil não pode ficar dependente apenas na soja, para produzir biodiesel. É importante, aproveitar a diversidade de matérias-primas existentes", explica.
A pesquisadora também diz que o biodiesel estudado no Brasil é menos tóxico do que o produzido em outros países. A diferença é que onde já existe a produção em escala, como nos Estados Unidos e na Europa, a matéria-prima utiliza o metanol. No Brasil adiciona-se etanol (álcool de cana) para a reação de transesterificação.
A regulamentação da ANP determina uma adição de 2% de biodiesel no diesel comum, mas as pesquisas devem trabalhar com uma maior faixa de variação no percentual de mistura do composto no derivado do petróleo.


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