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Agricultura: cummins terá motor para rodar com 20% de biodiesel em 2009

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quinta, 30 novembro 2006 . Safras   
 Pioneira na pesquisa e no desenvolvimento de motores para uso de biodiesel, a Cummins terá, a partir de janeiro de 2009, condições de colocar no mercado brasileiro motores certificados e aptos a rodar com uma mistura de até 20% de biodiesel (B20) ao diesel convencional.

A informação foi passada pelo gerente de Marketing da empresa Luis Chain Faraj durante coletiva realizada nesta quarta feira (30), em São Paulo. Ele ressaltou, no entanto, que o funcionamento adequado do motor com essa mistura depende de o combustível estar em conformidade com as normas ASTMD6751 (americana) e EN14214 (européia).

Ainda segundo Chain, nos experimentos já realizados até agora com a mistura em 5% (B5) a Cummins acumula um total de aproximadamente 300 mil quilômetros de testes em campo não se detectou nenhum problema com o desempenho nos motores testados. Definimos esse prazo - janeiro de 2009 - exatamente para que possamos realizar todos os testes necessários para garantir ao usuário que nosso motor apresentará o desempenho excelente que é nosso padrão, afirma Chain, adiantando que os testes com B20 começaram este ano.

Ele salienta que, em razão da reputação de motor confiável, resistente e econômico que a Cummins tem no mercado, é necessário ter plena certeza de que a operação com a mistura de biodiesel não afetará o motor. Não podemos colocar em risco a imagem e a boa reputação da companhia, observa Chain. Segundo o executivo, o programa de desenvolvimento de novos combustíveis, especialmente o do biodiesel, é parte importante da estratégia mundial de negócios da Cummins.

Para a Cummins, o aperfeiçoamento de um combustível alternativo com as características do biodiesel tem forte apelo de negócios em todo o mundo, na medida em que ele agrega uma série de vantagens aos combustíveis convencionais. Prova da importância dada pela companhia ao assunto é que existe nos Estados Unidos, uma divisão focada especialmente na nova tecnologia de desenvolvimento de combustíveis alternativos.

Disposta a sanar todas as dificuldades relativas ao novo combustível de uma forma rápida e eficiente, a Cummins, tanto no Brasil, quanto nos EUA, faz os testes com o biodiesel em parceria com diversos institutos de pesquisas além de fornecedores de peças e componentes. Os testes que já foram feitos envolvem ensaios de laboratórios para análise de características físico-químicas; testes de desempenho e de emissões de gases; testes de durabilidade em dinamômetro e testes de durabilidade em campo. As informações são da assessoria de imprensa da Cummins. (VA)

Revista BiodieselBR
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cummins :

Noticia dos testes
A indústria parece andar mais rápido no desenvolvimento de motores que queimam biodiesel do que a produção do biocombustível no Brasil em quantidade suficiente para atender a demanda. Enquanto ainda nem se atende completamente o fornecimento para agregar apenas 2% de biodiesel ao diesel mineral, formando o chamado B2, fabricantes de motores como a Cummins avançam nos testes com misturas como o B20, segundo conta Luis Chain, gerente de marketing da empresa: “Atestamos o uso em nossos motores do B5 depois dos testes que consumiram mais de 300 mil km rodados. Agora é a vez de o B20 passar por essa bateria de ensaios”.

Sem encontrar problemas com o uso do B5 em seus motores, a Cummins parte para o que considera ser a etapa mais difícil até agora. Segundo os primeiros ensaios em bancada de testes, o B20 ataca de forma mais agressiva algumas partes do motor. “A preocupação é com a oxidação, principalmente no filtro de combustível e na bomba injetora”, observa Chain.

A degradação das borrachas de vedação do motor, a alta acidez do combustível, que deposita verniz em alguns componentes, e a remoção do revestimento de zinco de peças como as válvulas injetoras também são fatores de risco do B20. A Cummins pretende iniciar no ano que vem testes de campo com o B20 e, em 2009, certificar esse porcentual de mistura para o uso em seus motores.

No entanto, segundo Chain, o Brasil ainda não tem fornecimento sequer para atender o consumo de B2. De acordo com a ANP, Agência Nacional do Petróleo, a capacidade autorizada de produção é de 397 milhões de litros de biodiesel. “Para atender só o B2 há a necessidade de 720 milhões de litros. Em 2006, o primeiro ano efetivo de produção de biodiesel, saíram das usinas apenas 30 milhões de litros.”

Outro problema amplamente discutido nos fóruns sobre o biocombustível é a necessidade de etanol para a obtenção de biodiesel. “Em 2008, quando o B2 passará a ser obrigatório, não haverá álcool para a produção do biodiesel. O governo está discutindo com os produtores uma solução para esse gargalo.”

A logística e a garantia da qualidade do biodiesel adicionado ao diesel são outras preocupações da Cummins. Ainda não está definido modelo que defina a utilização de biodiesel de soja na Região Sul, ou de mamona no Nordeste, por exemplo. O maior problema para definir esse modelo é a estabilidade do biodiesel, que tem, segundo estudos, poucos dias para sua utilização. “A oxidação do biodiesel é a preocupação. Ainda não temos estudos conclusivos, mas sabe-se que sem aditivos a validade é curta.”

Pela necessidade da adição de algum produto para preservar as condições físico-químicas do biodiesel a indústria e os especialistas na área se preocupam com a possibilidade de o combustível ser batizado durante o transporte até os postos. “Caso essa prática seja utilizada, todos os benefícios ambientais do uso do biodiesel deixarão de existir.”
 
30.11.2006 - 21:10
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Francisco Antônio Rosa :

Biodiesel x política
Enquanto tivermos exploração político eleitoral com o Biodiesel, o Brasil vai ficar para trás nesta corrida. Outras países e grandes indústria de motores já estão se adaptando a nova realidade enquanto o governo faz propaganda (enganosa em alguns casos). Ou o governo realmente trabalhará para o Brasil ser uma grande potência bioenergética ou vamos ficar dependendo do mercado externo. Os agricultores e industriais brasileiros tem capacidade de se desenvolver, desde que o governo faça com seriedade a sua parte.
 
4.12.2006 - 09:46
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