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Concentração de CO2 na atmosfera é a maior dos últimos 440 mil anos

Sinais de mudanças climáticas de cerca de 750 mil anos atrás foram descobertos por cientistas que analisaram gelo coletado por uma sonda que penetrou três quilômetros na crosta do continente antártico.

Segundo artigo publicado pela revista científica Nature, a pesquisa, ainda em andamento, mostra que a atual concentração de dióxido de carbono (CO2, o principal gás responsável pelo efeito estufa) na atmosfera é a maior dos últimos 440 mil anos.

O estudo também indica que, durante todos os 750 mil anos documentados pelo gelo, a temperatura global nunca subiu tão rápido quanto nos últimos 200 anos – o período da industrialização da humanidade.

O estudo é resultado do Projeto Europeu para Mapeamento do Núcleo de Gelo na Antártida (Epica, na sigla em inglês), que tem o objetivo de desvendar os segredos climáticos do passado da Terra – e, dessa forma, nos ajudar a entender melhor o que devemos esperar do futuro.

Eras glaciais


Na pesquisa, os cientistas analisaram a composição das bolhas de ar que ficaram presas no gelo, verificando a concentração de CO2 – e descobriram que a presença atual do gás na atmosfera é 30% maior do que em qualquer outro período examinado.

Os estudiosos também analisam deutério – um isótopo do hidrogênio – presente no gelo para determinar a temperatura na época em que o gelo se formou.

A análise indica que nosso planeta teve oito idades do gelo durante os 750 mil anos, separadas por breves períodos de maior aquecimento global, como o que a Terra vive neste momento.


De acordo com projeções, feitas com base nos dados mostrados pelo gelo, ainda vai demorar mais 15 mil anos até que chegue comece uma nova era glacial no planeta.

Neve acumulada


As descobertas foram feitas por um grupo de cientistas de dez diferentes países da Europa, que passaram a maior parte da década passada extraindo a gigantesca coluna de gelo de um local chamado Domo C, no planalto leste da Antártida.

Essa não é a primeira vez que é feita pesquisa com base em gelo ancestral, mas nunca antes um estudo incluiu gelo tão antigo.

A região do Domo C contém 800 mil anos de neve acumulada, permitindo que o Epica possa examinar informações climáticas relativas a um período duas vezes maior no passado do que a pesquisa mais ambiciosa realizada até agora.

“Nós achamos que este projeto vai realmente mudar a forma como olhamos para o clima”, disse um co-autor do estudo, Eric W. Wolff, do Centro de Pesquisas Antárticas Britânico.

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