BNB: A vez das pequenas e microempresas
O biodiesel, combustível natural usado em motores diesel e produzido através de fontes renováveis de óleos vegetais, deverá tornar-se uma das fontes responsáveis pela redenção econômica do Brasil, principalmente do Nordeste. Sabe-se que o segmento das pequenas e microempresas representa 99% dos estabelecimentos econômicos e gera 57% dos empregos no Brasil, além de responder por 26% da massa salarial e cerca de 20% do PIB nacional. As micro e pequenas empresas já dispõem de facilidades para obter financiamentos através de instituições financeiras estatais. Uma delas é o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com sede em Fortaleza.
Apesar de sua importância, a maioria das micros e pequenas empresas está à margem da oferta de empréstimos, uma vez que 61% delas ainda não tomaram crédito bancário. O Bando do Nordeste do Brasil (BNB), engajado no movimento pró-biodiesel, mantém uma estratégia para apoiar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Através do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o Banco disponibiliza recursos com juros diferenciados e prazos maiores.
Em relação ao biodiesel, a participação do BNB é fundamental. O Banco tem uma série de programas que podem dar suporte à produção do combustível alternativo, como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural do Nordeste (Rural), Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agroindústria do Nordeste (Agrin) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
O Rural, o Agrin e o FNE são dirigidos às empresas agroindustriais e têm como objetivo fomentar a implantação, ampliação, modernização e relocalização de unidades de agronegócios no Nordeste, visando elevar a competitividade, aumentar as oportunidades de emprego, promover uma melhor distribuição de renda e induzir a interiorização do desenvolvimento. O BNB matêm escritório técnico que orienta os micro e pequenos produtores como acessar o financiamento às linhas de crédito para plantio da matéria-prima do biodiesel.
Para a área de pesquisa, o BNB já autorizou este ano a liberação de R$ 527 mil instituições em toda a sua área de atuação: Nordeste, Norte de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo para estudos sobre o biodiesel.
Até o próximo 11 de setembro, o BNB seleciona novos projetos. Serão mais R$ 800 mil oriundos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci). O valor individual de cada proposta não poderá ser superior a R$ 100 mil.
O Ceará é o quinto maior produtor de mamona do Nordeste. A tendência, com apoio das instituições estatais, é que o semi-árido se transforme na lista das prioridades. O Governo federal quer criar condições favoráveis na região nordestina para o desenvolvimento rural, aumentando a inclusão social de micro e pequenos agricultores.
Luciano Luque


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