Biodigestores: solução a partir de resíduos de suínos e aves
O desenvolvimento de tecnologias para tratamento e utilização dos resíduos é o grande desafio para as regiões com alta concentração de produção pecuária, em especial suínos e aves. O Plano Nacional de Agroenergia lançado, dia 14 de outubro, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, em Piracicaba - SP, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, possibilitará, entre várias ações, o aproveitamento do biogás como fonte de calor, além de estudos e desenvolvimento de modelo de biodigestores.
O biogás é um combustível gasoso com conteúdo energético elevado e semelhante ao gás natural, composto principalmente por hidrocarbonetos de cadeia curta e linear. Pode ser utilizado para geração de energia elétrica, térmica ou mecânica em uma propriedade rural, contribuindo para a redução dos custos de produção. No Brasil, os biodigestores rurais vêm sendo utilizados para saneamento rural, tendo como subprodutos o biogás e o biofertilizante.
O tratamento de dejetos por meio biodigestores tem inúmeras vantagens, como a destruição de organismos patogênicos e parasitas, a utilização do metano como fonte de energia, além da estabilização de grandes volumes de dejetos orgânicos diluídos a baixo custo.
Um setor no qual essa tecnologia tem tido boa repercussão é na atividade de suinocultura, que no Brasil tem apresentado um significativo crescimento, gerando uma concentração do lançamento dos resíduos em determinadas regiões, trazendo preocupação com relação à degradação ambiental e conseqüente prejuízo à qualidade de vida das pessoas. Somente em 2004, o plantel brasileiro era de 34 milhões de cabeças, sendo a maior concentração na região Sul.
Como forma de compatibilizar ação ambiental, redutiva de emissões de efluentes e de gases, com uma alternativa para viabilizar a implantação desta tecnologia no campo, empresas renomadas estão construindo biodigestores para o suinocultor em troca de créditos de carbono.
Estima-se que mais de 70 biodigestores foram construídos recentemente nessas condições e mais 320 estão sendo implantados nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Goiás. O Plano também prevê ações para aproveitamento de dejetos da avicultura e a produção de gás pela biodigestão da vinhaça (subproduto do vinho).


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