Biodiesel: Embrapa apresenta tecnologias para análise do óleo
Na semana que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, regulamentou o uso do biodiesel no País, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lança uma série de metodologias e equipamentos para produzir desde a análise do teor de óleo em sementes de mamona até a realização de medições em tempo real por um novo sistema de ressonância magnética do combustível.
O lançamento ocorre hoje na sede Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos (SP) e faz parte do evento que comemora 20 anos da divisão de pesquisas. No projeto, há medidas e a avaliação da qualidade de produtos agroindustriais, via rede de computadores, por ressonância magnética.
A nova metodologia, chamada de estado estacionário, inédita no mundo, permite a aquisição de milhares de dados por segundos. Nos métodos convencionais, dez vezes menos sensíveis e rápidos, é possível apenas uma análise. A Embrapa tem parcerias com o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Fluminense (UFF).
A Embrapa Instrumentação Agropecuária está desenvolvendo, ainda, um espectrômetro dedicado a essa nova metodologia com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia.
De acordo com o pesquisador Luiz Alberto Colnago, responsável pelo projeto em dois anos a tecnologia já esteja disponível no mercado. Segundo o pesquisador, ao se aplicar a metodologia de ressonância magnética em oleaginosas que produzirão o biodiesel, é possível avaliar a qualidade por meio da determinação de parâmetros, como o grau de insaturação ou sua composição em gorduras insaturadas, indesejável para uso como combustível, porque gera muitos compostos indesejáveis e decompõe-se facilmente.
"Com a ressonância magnética, se ganha rapidez, sem envolver extrações químicas, além da possibilidade de analisar de forma não destrutiva as próprias sementes e agilizar programas de melhoramento genético", diz Colnago.


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