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Álcool combustível, biodiesel e meio ambiente

A tecnologia automotiva avança a passos largos; veículos depois do “Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores - PROCONVE”, resultado inicial da Resolução nº18, de 06 de maio de 1986, do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, entre outras normatizações, reduziram drasticamente a emissão de poluentes.

Houve um aumento considerável de potência, utilizando-se motores de mesma cilindrada de décadas anteriores, novos materiais, ambientalmente menos poluentes estão substituindo derivados de petróleo e combustíveis alternativos e, novas matrizes energéticas, particularmente oriundas da biomassa, aqui no país, também substituem combustíveis fósseis. Repetindo: - A tecnologia automotiva avança a passos largos!

Neste momento, surge uma pergunta: - Será que a matriz energética oriunda da nossa biomassa, entendendo-se como tal a cultura da cana-de-açúcar, produtora de nossos combustíveis tupiniquins, o álcool hidratado e o álcool anidro, e agora a cultura de oleaginosas (soja, mamona, girassol etc), também acompanha o sucesso tecnológico? Favorável e, porque não um grande incentivador dos programas iniciados com o falecido “Pró-álcool”e agora o do Biodiesel, seja como profissional de Química ou Ambientalista, comecei a me preocupar com a evolução tecnológica do setor mecânico e do agrícola, tomando, então a liberdade de externar tal preocupação.

Iniciemos pelo álcool combustível, já que é conhecido há algumas décadas como “combustível limpo”, o que realmente, levando em conta as emissões poluentes dos demais combustíveis fósseis, inquestionavelmente o é.

No entanto para a sua produção com o plantio da cana-de-açúcar e todos os agrotóxicos envolvidos, passando pelo que se conhece como fertirrigação , quando o vinhoto é lançado na cultura, completando com a colheita cujo processo de queimadas é cultural, inclusive na cabeça do poder público (para não se falar dos lobbies que causam tal problema), ocorrem diversos tipos de degradação do solo, lançamento de efluentes nocivos ao meio ambiente em cursos d’água, alteração de temperatura de pequenos córregos, arroios e assemelhados, armazenagem de material que por provável acidente é extremamente poluidor ( vinhaça, melaço e resíduos do esmagamento da cana-de-açúcar ), para não entrar nos detalhes de ordem técnica, como as operações unitárias, onde há um elevado consumo de água e emissão de efluentes líquidos que causam elevados impactos ambientais negativos.

Deixei as queimadas por último, pois estas são uma tamanha aberração em termos de “naufrágio”de nossa biodiversidade, se é possível havê-la em monoculturas, causando poluições atmosféricas de extrema gravidade.

Por falar em álcool combustível obtido da cana-de-açúcar, o lucro a curto prazo que seus produtores e refinadores conseguem com ele, faz com que o setor produtivo e o poder público se esqueçam de mais de noventa sub-produtos químicos de elevado poder agregado, na maioria importados, que poderiam ser obtidos com o desenvolvimento de um sistema paralelo de química fina!

Vejamos o Biodiesel; idéia excelente, com um elevado valor agregado, permitindo a criação de quantidade avantajada de empregos, seja na plantação, colheita, extração ou química de produção. No entanto, peca por não haver a normatização do processo de extrativismo que vem por aí!

As oleaginosas poderão ser transformadas em monoculturas altamente dispendiosas, alimentadas, como tal, por toda a sorte de agrotóxicos e defensivos agrícolas e, ainda, para não dizer da degradação dos resquícios da Mata Atlântica e a interface entre o Cerrado Amazônico e a Selva Amazônica, que podem se transformar em agricultura de oleaginosas.

Por outro lado, aqui vai outro alerta: por intermédio da tecnologia dos transgênicos, que começou com a soja, logo passará para o milho, e assim por diante, há uma possibilidade real de nossa completa dependência tecnológica junto as mutinacionais.

É importante que se repita: ambos os programas, o do álcool combustível e o do Biodiesel, são excelentes. Acreditamos, no entanto, que o passivo ambiental que possa por eles ser deixado, face à ausência de acompanhamento há décadas do primeiro e a não expectativa de acompanhamento e normatização agricultável por parte do segundo, bem como a inexistência de um acompanhamento calcado em uma política sustentável mais eficiente do local de plantio à colheita e transformações, seja da cana-de-açúcar ou de oleaginosas, poderão causar situações não previstas no balanço energético e lançamento de passivos ambientais.

Acreditamos estar no momento em que instituições de ensino e pesquisa, órgãos oficiais, como a EMBRAPA, Instituto Agronômico de Campinas e outros, espalhados pelos rincões nacionais devam analisar o balanço energético, material e a relação custo/benefício, levando em conta ambas as matrizes energéticas, para verificar a viabilidade e possíveis alterações dos programas.

É importante, também, que do plantio à produção final, novas tecnologias sejam introduzidas para que tenhamos uma P + L (Produção mais Limpa), objeto da maioria dos programas mundiais de sustentabilidade e de melhoria de qualidade de vida.

Vamos iniciar nossa reorganização das políticas ambientais e energéticas. Para tanto há necessidade de redimencionamento científico, ético ambiental e produtivo de ambos os programas: do álcool combustível e do Biodiesel. O primeiro já existe.

O segundo está nascendo inclusive junto ao álcool para formar maravilhas! Com a palavra, aqueles que estão de plantão no poder e os cientistas, principalmente aqueles que têm hoje títulos de mestre, doutor, phd e assemelhados, as custas da “Viúva”.

Comentários  

+12 Giovana
20 Maio 2008 - 16:01 pm

Eu achei este texto muito interessante tanto é que vou usa-lo para um trabalho escolar
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-12 Yegor Antonio Kroeff Milanez
14 Junho 2008 - 18:34 pm

Em toda a polemica sôbre os combustiveis renovaveis, nunca ouvi comentarios sobre a produção de alcool de Cana de assucar, por tonelada. Como leigo no assunto, e tendo conhecimento desde o Programa do " falecido Pro-Alcool", que a produção desse "renovavel", é de serca de 70 litros por tonelada, pergunto se é viavel , e se tem fundamento cientifico, ou é um programa destinado a vala comum em que cairam tantos programas passados?
2
+5 Telmo Heinen
15 Junho 2008 - 16:08 pm

Sim o rendimento de álcool em relação ao peso da cana-de-açúcar, varia conforme o teor de sacarose.
A sacarose na cana varia de acordo com a variedade e os procedimentos após o corte, queima etc...
Rende de 65 a 85 litros de álcool ANIDRO e de 120 a 130 kg de açúcar por tonelada.
Portanto, o álcool para ser viável econômicamente precisa ter um prêço compativel com seu custo. Nos preços atuais não compensa transportar a cana-de-açúcar por mais de 30 km de distância... entre outros parâmetros.
O engraçado é que as pessoas provocam polêmicas contra os bocombustíveis mas não oferecem uma solução alternativa... ao uso do petróleo.
Qual é ?
Lembre-se, o petróleo nunca acabará... por uma razão muito simples: Não haverá ninguém VIVO para tocar fogo no último pingo de petróleo... de tão poluida que estará a nossa atmosfera.
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0 Lu
29 Junho 2009 - 06:38 am

oW yEGOR... OLHAR O PORTUGUES... assucar??? OU AÇÚCAR? MEU DEUS....
4
+1 magna
25 Setembro 2009 - 08:48 am

gostei muito do conteudo
5
-5 mariana rosetti maia
26 Outubro 2009 - 12:56 pm

Bom no comentário de Yegor Antonio Kroeff Milanez ele escreveu açucar de forma errada escreveu assim: assucar.Que mico!!!!!!
Tenho 12 anos e sei escrever bem...
Bom espero que erros não aconteçam mais...
Grata,
Mariana Rosetti Maia, 12 anos, Santo André - SP
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+7 DEBORA
05 Novembro 2009 - 15:11 pm

EU ACHEI MUITO BOM E EU ACHO Q NOS DEVEMOS TOMAR CONTA
DO NOSSO NOSSO MEIO AMBIENTE EU AINDA NAO TINHA LIDO
NENHUM TEXTO FALANDO SOBRE O ASUNTO DO ´´ALCCOL BIODISSIL E MEIO AMBIENTE``
GOSTEI MUITO FICOU MUITO BOM.
DEBORA BORGES DE ANDRADE CARVALHO,13 ANOS,VASSOURAS- RJ
7
+6 andre
07 Fevereiro 2011 - 14:31 pm

gostei do que eu li mas deveria ter umas esplicaçoes mais claras de facil entendimento
8
0 Khalil
14 Maio 2014 - 15:40 pm

Boa tarde! Quero saber se uma pessoa tem uma usina de alcool e quiser mudar para biodiesel, qual o processo e o csto disso, ou não tem custos?
9

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