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Agroindústria chega a Marialva

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sexta, 02 maio 2008 . Diário de Maringá   
Revista BiodieselBR
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Depois de ganhar estação de transbordo de açúcar e álcool, município ganha usina que vai produzir 100 mil toneladas de biodiesel.

A proximidade da entrada em funcionamento da Agrenco Bioenergia está levando pequenos proprietários rurais da região de Maringá a investir no plantio de culturas próprias para a produção de biodiesel.

A empresa, que está construindo sua usina em Marialva, deve entrar em operação em maio, com capacidade para produzir até 100 mil toneladas de biodiesel por ano.

Para o prefeito Humberto Feltrin (PMDB), a exploração agroindustrial das potencialidades regionais vai redesenhar o modelo econômico do norte e noroeste do Paraná, principalmente de Marialva, que além da Agrenco, ganhou recentemente uma estação de transbordo de açúcar e álcool construído pela CPA Trading.

A Agrenco, segundo seu diretor Francisco Carlos Ramos, está investindo R$ 60 milhões na implantação da usina, vai contratar cerca de 70 trabalhadores e comprar matéria-prima de produtores da região para a produção de biocombustível.

"Utilizamos 10% de etanol e 90% de outros produtos, que deverão ser ou oleaginosas ou sebo animal, de gado ou frango", explicou.

O investimento é feito em sociedade com a Maru Benin, empresa japonesa. "O biodiesel produzido vai seguir os padrões europeus e poderá ser utilizado em automóveis", afirmou Francisco Ramos.

Para Feltrin, as empresas, ligadas à agroindústria estão na ponta do eixo que promete alterar a matriz econômica de ampla porção geográfica da região.

Ele entende que o modelo econômico sustentado numa única matriz geradora de renda expõe sua fragilidade diante das transformações
que se processam em seu entorno, estabelecendo novos desafios para continuar a energizar o desenvolvimento.

"Aproveitar potencialidades e diversificar a matriz que ampara a geração de emprego, renda e tributos se impõe como necessidade para o gestor público preocupado com o futuro".

O prefeito garante que o início da agroindustrialização não inviabilizará outros setores, como a cultura da uva fina, que continua em franca expansão

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