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Biodiesel ultrapassa 1% da matriz energética brasileira em 2015

O biodiesel representou mais de 1% no total da energia produzida em 2015, o dado está relatório de síntese do Balando Energético Nacional de 2016.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
O biodiesel representou uma fatia superior a 1% no total da energia produzida no Brasil ao longo de 2015. O dado pode ser calculado com base nos números do relatório de síntese que a EPE publicou nesta última semana. O documento adianta alguns dos indicadores mais importantes que farão parte da edição 2016 do Balando Energético Nacional (BEN 2016).

O biodiesel representou uma fatia superior a 1% no total da energia produzida no Brasil ao longo de 2015. O dado pode ser calculado com base nos números do relatório de síntese que a EPE publicou nesta última semana. O documento adianta alguns dos indicadores mais importantes que farão parte da edição 2016 do Balando Energético Nacional (BEN 2016).

Ao todo, as usinas de biodiesel acrescentaram 3,1 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) à matriz brasileira. Exatos 1,04% da oferta total de energéticos que foi de 299,2 (Mtep).

No ano passado o biodiesel havia ficado com uma fatia pouco inferior a 0,9% da matriz total.

Tal crescimento pode ser creditado ao fato de 2015 ter sido o primeiro ano que teve B7 do princípio ao fim. No começo de 2014, o B5 ainda era a mistura oficial do país e os aumentos da adição de biodiesel ao diesel mineral – primeiro para B6 e, daí, para B7 – só vieram a partir do 2º semestre.

Contracorrente

O avanço do biodiesel é representativo do bom desempenho das fontes renováveis no último ano. Em seu conjunto, elas tiveram um crescimento de 2,2% no ano passado chegando a uma oferta combinada de 123,2 Mtep.

Isso fez com que a participação de energias limpas chegasse a 41,2% da matriz brasileira em termos de oferta.

Por seu lado, as fontes não renováveis tiveram um recuo de 4,9% – de 185,1 Mtep em 2014 elas foram para 176 Mtep no ano passado – afetadas principalmente pelo mau desempenho do grupo petróleo e derivados que, embora se mantenha como o mais importante na matriz nacional, levou um tombo de 7,2%.

No balanço geral, a oferta de energéticos no Brasil teve uma queda de 2,1% em relação ao valor que havia sido apurado em 2014.

BEN2016 TABELA 280716
Demanda

Do ponto de vista da demanda, a matriz também encolheu quase 2% entre 2014 e 2015. No ano passado, a demanda total por energéticos foi de 260,7 Mtep.

O segmento mais diretamente identificado com o biodiesel – o de transportes – é o segundo polo de demanda mais relevante de energia no Brasil com 32,2%. Pouco atrás do setor industrial que fica com 32,5% do bolo.

O setor de transportes absorve 83,9 Mtep no ano passado, uma retração de 2,6% sobre 2014 puxada principalmente pelos efeitos da crise econômica brasileira sobre o segmento de movimentação de mercadorias e a consequente queda no consumo de óleo diesel.

Também nesse segmento temos um avanço das fontes renováveis. Cerca de 21% da energia consumida veio de fontes renováveis, quatro pontos percentuais a mais do que em 2014. O fenômeno foi puxado principalmente pelo avanço expressivo do etanol no ano passado.

Não só nos transportes que a matriz energética brasileira ficou um pouco mais verde. No segmento de eletricidade também. Em 2015 os renováveis reverteram a trajetória de queda que já vinha de alguns anos e avançaram quase um ponto percentual representando a 75,5% da eletricidade gerada no país especialmente em função de avanços em biomassa e eólicas.

Térmicas

Por fim há também o consumo de diesel pelas termelétricas.

Também há queda aqui. Dos 615,9 terawatt por hora (TWh) gerados no país, 4,8% vieram de usinas movidas à diesel ou óleo combustível – o documento agrega essas duas fontes. Em 2015, a parcela havia sido de 5,7%.

O relatório síntese do BEN 2016 pode ser baixado clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com  
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