O petróleo sai de cena |
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A Natureza AgradecePorém, é principalmente a vantagem ambiental que tem feito os países europeus, mais comprometidos com a redução de gases-estufa na atmosfera, investirem pesado no biodiesel. Na Alemanha, mais de mil postos oferecem o biocombustível puro para que o motorista o misture na proporção que desejar. O governo francês o utiliza para abastecer a frota de ônibus que roda o país. Isso porque a queima do biodiesel gera menos gases poluentes, sem perda de rendimento do motor. Foi constatada uma redução de 48% de monóxido de carbono em comparação com a emissão resultante da queima do diesel. O mesmo vale para o material particulado, a boa e velha fuligem - 26% a menos. A emissão de enxofre é nula. A queima do biodiesel gera menos gases poluentes, sem perda de rendimento do motor. Mesmo misturado no diesel tradicional em níveis reduzidos, as vantagens são significativas. 'Há a intenção de começar a distribuição no Brasil em proporção B5 [5% de biodiesel]', explica o professor aposentado Expedito Parente, que coordena atualmente a TecBio, empresa especializada no setor. 'Essa já é uma quantidade que provocaria um impacto enorme, pois representaria 2 bilhões de litros a menos de diesel sendo queimado no Brasil todos os anos.' Já a diferença de emissão de dióxido de carbono (CO2), conhecido vilão do efeito estufa, não é tão clara. Entretanto, Parente defende que as plantações de matérias-primas desequilibram a balança a favor do biocombustível. 'A quantidade de biodiesel produzida em um hectare de mamona emite uma tonelada de CO2, enquanto esta plantação absorve até oito toneladas da atmosfera', diz. Essas vantagens, segundo ele, deveriam levar o biodiesel ao patamar de prioridade nas políticas públicas. Porém, é preciso estabelecer uma logística de distribuição eficaz para atender à demanda, que contemple o grande e o pequeno produtor - o qual utiliza unidades seriadas locais. O biodiesel ainda é mais caro que o diesel do petróleo: custa cerca de quatro vezes mais . Para virar o jogo e manter o foco na inclusão social, como defende o deputado Holanda, é preciso criar uma reserva de mercado que contemple as regiões pobres e desenvolver financiamentos específicos para essa fatia do setor produtivo. Uma tarefa árdua, uma vez que grandes corporações avançam sobre o cultivo das oleaginosas. Nesse sentido, o Probiodiesel pode acabar seguindo os passos do Proálcool, que estimulou o cultivo em larga escala do setor açucareiro. |
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