Pinhão-manso é a capa da revista
A imagem acima é da última edição da revista BiodieselBR com uma reportagem especial sobre o pinhão-manso.
O assunto ocupa 14 das 76 páginas da edição, e apresenta o histórico da planta, as plantações pelo Brasil, as pesquisas e uma compilação dos conhecimentos sobre a planta adquiridos em pesquisas do mundo inteiro.
A revista está mais completa do que nunca, com reportagens sobre a distribuição, especificação do biodiesel, laboratórios, oleaginosas alternativas e muito mais. A qualidade é mesma que você está acostumado em nossos trabalhos. Para aqueles envolvidos com o biodiesel a revista está indispensável.
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O pinhão-manso e a geada

Algumas mudas de pinhão manso foram plantadas na região de Ijuí no Rio Grande do Sul na primavera de 2006, com o intuito de observar seu comportamento no clima frio e o que poderia acontecer na planta após algumas geadas. Continue lendo ‘O pinhão-manso e a geada’
Por Maria Isabel*
Recebemos ontem um e-mail no mínimo curioso. Respondendo ao nosso boletim do dia 29, o leitor cobra de nós respostas para algumas perguntas, segue trecho do email: Continue lendo ‘Dúvidas sobre a proibição do Pinhão manso’
Por Univaldo Vedana

No estudo divulgado no site da revista Science, elaborado por pesquisadores brasileiros e americanos estima que se o desmatamento global cair pela metade deixará de ser lançados na atmosfera 50 bilhões de toneladas de carbono até o ano de 2.100.
Este estudo acrescenta números à conclusão do IPCC, o painel do clima da ONU, dizendo que a conservação de florestas tem um papel fundamental na estabilidade do clima no planeta. Salvar nossas florestas e matas resolve 12% dos problemas com o clima.
Não derrubar árvores, ajuda na conservação do planeta. Mas o que deve ser levado em conta é a recuperação dos estragos nas matas e no planeta que o homem já fez. Parar de derrubar ou diminuir o desmatamento é uma coisa, começar a reverter o quadro catastrófico que se aproxima é outra. Criar programas de longo prazo de replantio e reflorestamento é uma necessidade urgente.
Uma das esperanças para o reflorestamento ao menos aqui no Brasil será com o pinhão manso que certamente ajudará a resolver dois problemas, o do reflorestamento e a produção de um combustível limpo. O plantio de pinhão manso por enquanto está acontecendo somente com a boa vontade da iniciativa privada que está plantando sem nem um apoio oficial, embora em outros países o plantio já alcança centenas de milhares de hectares.
O Brasil é um exemplo na produção de biocombustíveis, porque não ser também na recuperação de matas. O café e a cana nos últimos dois séculos acabaram com florestas e matas principalmente no sudeste e nordeste. Nestas regiões temos hoje imensas áreas degradas que precisam ser recuperadas. Cabe aos governos a criação de incentivos, mas para isso é necessário pressão da sociedade organizada.
Por Univaldo Vedana
Muitas dúvidas existem sobre a melhor forma de se plantar pinhão manso. Para termos certeza das melhores técnicas de plantio serão necessários pelo menos cinco anos para que alguns resultados preliminares de confiança possam ser divulgados e dez ou doze anos para resultados conclusivos.
Esta demora nas pesquisas não impede que produtores, pesquisadores, agrônomos que conheceram a planta e tiveram algum contato com ela falem do grande potencial de produção. Mesmo assim, milhares de produtores do Brasil inteiro iniciaram plantios aplicando seus próprios conhecimentos e buscando outras fontes, principalmente no site www.pinhaomanso.com.br. Outros foram resgatar conhecimentos do passado, experiências com seus pais ou avós que há décadas cultivavam pinhão-manso para fazer sabão e óleo de lamparina e era plantado também para fazer encerra de porcos. Continue lendo ‘Plantio de Pinhão Manso em Consórcio’
O jornal espanhol La Vanguardia, apresentou ontem reportagem sobre o potencial brasileiro em biocombustíveis e iniciou a artigo falando do projeto de pinhão manso no RN:
O pinhão-manso (Jatropha curcas) é uma pequena árvore frágil e feia. Seus frutos aparentemente não servem para nada. No verão nem serve para dar sombra: suas folhas caem. Sua madeira quase não queima. No entanto, cerca de 5 mil famílias de pequenos agricultores do interior do estado do Rio Grande do Norte começaram a cultivar pinhão-manso. E subvencionadas por ninguém menos que a gigante do petróleo Petrobras. O pinhão-manso contém 38% de um óleo utilizado na elaboração de uma substância estratégica do governo Lula: biodiesel.”Temos o petróleo que todo mundo sonha ter em seu jardim. Além disso, é um poço inesgotável. Dá até duas colheitas por ano”, afirma Livania Frizon, da agroaldeia de Canudos, uma fazenda de propriedade coletiva situada em Ceará Mirim (Rio Grande do Norte). Como Livania, milhares de pessoas estão plantando pinhão-manso entre pés de banana, mamão e mandioca.
Frágil e feia? Sério?!? Se a reportagem voltasse lá depois que a plantação estivesse desenvolvida, eles provavelmente trocariam frágil e feia por robusta e elegante.
Lembrando que as folhas do pinhão manso caem no inverno e não no verão.
Dia de campo sobre Pinhão manso

Por Univaldo Vedana
A EPAMIG, Empresa de Pesquisas Agropecuária de Minas Gerais realizará no próximo dia 08/03 (próxima quinta-feira) em Nova Porteirinha - MG o “Dia de campo sobre o pinhão manso“. O evento tem por objetivo apresentar a cultura para a região, divulgar as pesquisas feitas, as que estão em andamento e propor novas pesquisas.
O Dia de Campo mostrará os primeiros resultados das pesquisas da empresa, apresentados por seus pesquisadores. Hora e local ideal para fazer perguntas e esclarecer as dúvidas.
A EPAMIG é pioneira em pesquisas sobre pinhão manso. Nos anos de 1982 a 1985, ela realizou algumas pesquisas sobre a planta, mas o projeto teve de ser suspenso por diversos motivos, entre eles, a falta de verbas e desinteresse político.
A retomada das pesquisas pela EPAMIG ocorreu em 2004 e hoje é uma das grandes pesquisadoras, com diversos campos experimentais espalhados por todo o estado Mineiro.
As inscrições são gratuitas. Maiores informações pelo tel. 038 3821 2160.
Atualização (O Estado de Minas): Técnicos da empresa inglesa D1-Oil, que opera com combustíveis, estiveram em Nova Porteirinha, no Norte de Minas, onde foram conhecer o campo experimental de plantação de pinhão manso que a Empresa de Pesquisas Agropecuárias de Minas (Epamig) implantou no município. O grupo inglês está interessado em montar usina para beneficiamento do produto na região.
Lula apóia o pinhão manso

A imagem acima é a foto de capa da Folha de S. Paulo de hoje, tirada durante a inauguração da usina de Crateús da Brasil Ecodiesel. Para aqueles pouco familiarizados, a planta que o Presidente está segurando é o agora famoso, pinhão-manso (Jatropha curcas). O presidente há tempos vem aos poucos falando da planta, e hoje aparece no jornal de maior circulação do Brasil segurando o pinhão manso, e não mais a mamona.
O pinhão manso que no início da década de 80 foi alvo de um excelente trabalho de pesquisa pela EPAMIG, mas que depois de concluída a primeira etapa, foi abandonado (por motivos que não cabem ser colocados aqui), e não se ouviu mais falar da Jatropha até 2003. Quando então, com o lançamento do site www.pinhaomanso.com.br e com ajuda dos produtores e pesquisadores de todo o Brasil, nós conseguimos fazer essa planta voltar ao cenário de pesquisas e cair nas graças do presidente.
Talvez o maior motivo pelo qual Lula está associando sua imagem ao pinhão manso é o fator social da planta. O pinhão manso não é uma cultura mecanizada e ao contrário da cana, precisa de mão de obra o ano inteiro. Isso geraria emprego fixo no campo, muitos empregos.
Mesmo sem muitas pesquisas que comprovem sua eficiência em larga escala, o pinhão manso pode deixar um legado que nenhum presidente se arriscaria a deixar passar.

Em texto publicado ontem, a Reuters retratou o problema que o Biodiesel na Malásia irá enfrentar este ano: A alta do preço do óleo de Palma e a queda do preço do petróleo. A Malásia é a maior produtora do mundo de óleo de Palma (planta conhecida no Brasil como dendê) e o seu projeto de biodiesel é praticamente todo fundado nesse óleo, que subiu 40% em 2006. E o preço do petróleo, que regula a margem de lucro de uma usina, sofreu forte queda nos últimos 30 dias. Com tudo isso, os especialistas duvidam que a quantia de 1 milhão de toneladas de biodiesel seja produzida em 2007 na Malásia.
Percebem a semelhança do problema da Malásia com o Brasil? O Brasil é o segundo maior produtor de soja e quase todos os grandes projetos de biodiesel brasileiros são baseados no óleo de soja. O preço do óleo de soja está subindo e do petróleo caiu, podendo se estabilizar na casa dos 50 dólares. As conseqüências aqui serão as mesmas: diminuição na produção e freio nos investimentos no setor.
Mas nada disso é novidade, o Univaldo Vedana vem falando há tempos que a Usinas de biodiesel devem se preocupar primeiramente com a matéria-prima e procurar ao máximo não depender do mercado da soja. Com os preços nesses patamares ficará difícil conseguir investidor para uma usina de biodiesel que utilize soja como principal matéria-prima.
A usina ideal deve utilizar uma matéria-prima que não tenha mercado formado, como a soja no Brasil ou a palma na Malásia. Muitos produtores no Brasil não produzem em suas terras no inverno porque não tem quem compre sua produção. São grãos sem comercialização estruturada no Brasil, como a colza, o nabo forrageiro e muitos outros grãos que não são produzidos apenas porque não tem venda e preço garantido ao produtor. Há ainda outra categoria de matéria-prima, na qual se enquadra o pinhão manso, a dos grãos sem nenhum comércio mundial. Uma usina de biodiesel que tenha como matéria-prima o pinhão manso, o tungue ou outra oleaginosa específica para biodiesel, não sofrerá com as variações do mercado de óleos no mundo, pois seu óleo só será utilizado para a produção de biodiesel, consequentemente seu preço será ditado pelos produtores de biodiesel.
São essas alternativas que devem ser exploradas e incentivadas pelas usinas e Governos. Fazendo isso o Brasil, a Malásia e qualquer outro país que queira produzir biodiesel, poderá ter certeza de quanto será produzido e as usinas estarão livres das freqüentes variações de preço que ocorrem com óleos mais consumidos no mundo.

Por Juan Castellanos
O pinhão-manso (piñón de leche) é uma planta originária da América Latina, da família das Euforbiáceas de nome científico Jatropha curcas. Encontra-se distribuído em toda a geografia nacional, onde cresce espontaneamente e é utilizado para a cura de diferentes enfermidades. O que a maioria dos habitantes deste país, como de outros países do continente, não sabe é que das sementes deste arbusto se obtém o melhor óleo, conforme dizem os cientistas, superior ao óleo de mamona para ser usado como combustível, em substituição ao diesel.
O pinhão-manso é uma pequena árvore que alcança uma altura de 3 a 5 metros, com a vantagem que se desenvolve e produz bem em solos marginais, onde virtualmente nenhum outro cultivo poderia desenvolver-se. Resiste à falta de água, desenvolvendo-se em zona de muito baixa pluviometria (menos de 400 mms de chuva por ano). Pode-se semear por semente ou por via vegetativa (estacas), quando a planta é obtida por semente demora dois anos para produzir a primeira colheita. Semeado por estacas a primeira produção se obtém no mesmo ano, com a vantagem de que a planta não sofre variabilidade pela possibilidade de cruzamento com outras plantas.
A Índia é o país que mais trabalhou com esta oleaginosa e ao mesmo tempo com o uso do óleo nos automóveis. Os grandes empresários agropecuários indianos destinam para a semeia deste cultivo todas as terras improdutivas de suas propriedades, com a finalidade de colher suas sementes e obter seu óleo. Toda a produção de óleo é armazenada e utilizada como combustível das maquinarias agrícolas e de transporte, da agroempresa durante o ano todo. É uma grande economia que se obtém, além da independência do uso de combustível que é quase todo um produto importado. Continue lendo ‘Biodiesel do Óleo de Pinhão-manso’
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