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Craqueamento - Biodiesel

O craqueamento é o processo que provoca a quebra de moléculas por aquecimento a altas temperaturas, superiores a 450°C.

O craqueamento térmico ou pirólise é processo que provoca a quebra de moléculas por aquecimento a altas temperaturas, isto é, pelo aquecimento da substância na ausência de ar ou oxigênio a temperaturas superiores a 450°C, formando uma mistura de compostos químicos com propriedades muito semelhantes às do diesel de petróleo. Em algumas situações esse processo é auxiliado por um catalisador para a quebra das ligações químicas, de modo a gerar moléculas menores.     

Diferentemente de mistura direta, gorduras podem ser objeto de pirólise para a produção de compostos de menores cadeias. A pirólise de gorduras tem sido investigada há mais de 100 anos, especialmente em países com pequenas reservas de petróleo.

Catalisadores típicos para serem empregados na pirólise são o óxido de silício – SiO2 e o óxido de alumínio – Al2O3.

O equipamento para pirólise ou craqueamento térmico é caro. Contudo, os produtos são similares quimicamente ao óleo diesel. A remoção do oxigênio do processo reduz os benefícios de ser um combustível oxigenado, diminuindo seus benefícios ambientais e geralmente produzindo um combustível mais próximo da gasolina que do diesel.

Pela nomenclatura internacional, o combustível produzido pelo craqueamento térmico não é considerado biodiesel, apesar de ser um biocombustível semelhante ao óleo diesel.

O craqueamento possui grande aplicabilidade em locais que necessitem de menor volume de produção e com menor disponibilidade de mão de obra qualificada.

O craqueamento catalítico ou térmico produz uma mistura de hidrocarbonetos condensados, com rendimento em torno de 80% em uma fase orgânica. Tem-se uma fase aquosa, que gira em torno de 5 a 10% e o restante são gases. O craqueamento tem como ponto forte a ausência da formação de compostos aromáticos, de grande potencial poluidor.     

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